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Cigarro na gravidez pode predispor crianças a problemas cardíacos

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Crianças nascidas de mães que fumaram durante a gravidez apresentam níveis mais baixos de colesterol HDL, também conhecido como o “colesterol bom”, o que pode elevar os riscos de infarto e AVC ao longo da vida, é o que sugere um novo estudo australiano.

Participaram do estudo 405 crianças saudáveis de 8 anos, constatando-se que aquelas cujas mães fumaram durante a gravidez apresentaram níveis de HDL em torno de 1.3 millimoles por litro (mmol/L), em comparação ao nível normal de 1.5 mmol/L das crianças nascidas de mães não fumantes. Ainda não se sabe como o tabagismo durante a gravidez diminui os níveis de HDL das crianças.

“Nossos resultados sugerem que o tabagismo materno “carimba” um conjunto de características nas crianças enquanto elas se desenvolvem no útero, o que pode mais tarde predispô-las a infartos e AVCs. Essa influencia ou efeito aparente dura pelo menos oito anos e provavelmente até mais tempo”, disse David Celermajer, professor de cardiologia da Universidade de Sydney, que conduziu o estudo.

A equipe liderada por Celermajer observou que os índices de tabagismo entre gestantes ainda são altos – em torno de 15% na maioria dos países ocidentais. Segundo o grupo, isso representa que as novas descobertas podem ser importantes em iniciativas de prevenção de doenças cardíacas.

Toxoplasmose na gravidez

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A toxoplasmose na gravidez é uma infecção geralmente assintomática para a mãe, mas que pode ser muito perigosa para o bebê. É provocada pelo parasita, Toxoplasma Gongii, que está presente na carne crua ou mal passada, na terra contaminada e nas fezes dos animais, principalmente dos gatos.

A maioria das mulheres desenvolve imunidade ao longo da vida, mas se a mulher for contaminada com este parasita durante a gravidez, ele poderá afetar o bebê causando problemas como cegueira ou atraso mental. Para evitar esta situação ela deverá redobrar os cuidados de higiene e evitar o consumo de carne crua ou mal passada e de todo tipo de alimento cru durante a gravidez.

Sintomas da toxoplasmose na gravidez

Os sintomas da toxoplasmose na gravidez podem ser:

  • Febre;
  • Calafrios;
  • Gânglios inchados e espalhados pelo corpo;
  • Dor nos músculos e
  • Fígado inchado.

Na maior parte das mulheres a toxoplasmose adquirida na gravidez não causa nenhum sintoma.

CUIDADO REDOBRADO COM AS GESTANTES

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A partir de qual período gestacional as futuras mamães devem redobrar as atenções?

Os riscos vão aumentando conforme o tempo de gestação. No início, apesar da gravidez ser mais frágil, a mulher ainda não sofreu mudanças drásticas no corpo e vai aguentar mais tempo em pé, por exemplo. O maior problema do início mesmo são os enjôos frequentes. Mas é a partir do terceiro trimestre que começa a complicar.

É a partir dos seis meses que o aumento abdominal fica mais evidente e é quando a grávida vai sentir mais também. A partir de então, o equilíbrio fica cada vez mais comprometido porque o centro de gravidade da gestante vai mudando conforme o peso.

Quais são os riscos que uma gestante enfrenta ao ficar muito tempo em pé?

Passar muito tempo em pé pode não ser uma boa ideia porque a circulação está mudada. Por causa do aumento

do volume sanguíneo no corpo da mulher o sangue vai encontrar dificuldades no retorno venoso. Se a mulher estiver muito tempo parada e em pé, ela vai passar mal com a pressão baixa, porque o sangue demora muito tempo para circular.

ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA

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A gravidez pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mulher, uma vez que herdou metade dos genes do pai. Ela não rejeita esse corpo estranho, porque desenvolve mecanismos imunológicos para proteger o feto. Em alguns casos, porém, ele libera proteínas na circulação materna, que provocam uma resposta imunológica da gestante, que agride as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial.

A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o nome de pré-eclâmpsia e, em geral, instala-se a partir da 20ª semana, especialmente no 3° trimestre.

A pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia, uma forma grave da doença, que põe em risco a vida da mãe e do feto.

As causas dessas enfermidades ainda não foram bem estabelecidas. O que se sabe é que estão associadas à hipertensão arterial, que pode ser crônica ou especifica da gravidez.

Sintomas

Gravidez

Gravidez

Placenta Prévia Parcial ou Placenta Baixa

Trata-se de uma implantação anormal da placenta próxima ao colo do útero.

Ocorre principalmente em mulheres com cirurgias anteriores. Na maioria das vezes o crescimento do útero faz com que a placenta se afaste do colo, adquirindo uma localização normal. Caso haja sangramento no início da gravidez, ou em qualquer época, o repouso, geralmente absoluto, é fundamental. Se não houver a migração para uma localização normal, o parto via abdominal (cesariana) deve ser considerado.

Placenta Prévia Total

Trata-se de uma implantação anormal da placenta cobrindo totalmente o colo do útero. Ocorre principalmente em mulheres com cirurgias anteriores.

A possibilidade de migração da placenta para uma localização normal é muito pouco provável. Caso haja sangramento no início da gravidez, ou em qualquer época, o repouso absoluto é fundamental. Se não houver a migração para uma localização normal, o parto via abdominal (cesariana) deve ser considerado. Há uma grande possibilidade de descolamento da placenta e hemorragia grave.

Descolamento de Placenta

O descolamento de placenta é uma eventualidade grave. Pode ocorrer em qualquer época da gravidez acima da 20ª semana e necessita de intervenção urgente para salvar o concepto.

Ocorre em aproximadamente 1% das gravidezes, ou em 6,5 para cada 1.000 partos.

Existem causas traumáticas, acidentes, por exemplo, e causas não traumáticas. Dentre estas está a hipertensão materna como a principal.

Existem dois tipos de descolamento:

  • Descolamento com hemorragia visível: quando uma quantidade de sangue é expelida pela vagina e há uma forte dor ou contração uterina. Ocorre em aproximadamente 80% dos casos.
  • Descolamento com hemorragia invisível : quando não há sangramento visível e o único sintoma é uma forte dor ou contração uterina.

A operação cesariana de urgência é geralmente indicada e há necessidade de cuidados intensivos da mãe durante e após o parto pelo risco de hemorragia grave.

Vômitos em bebês e crianças: descubra os sinais de alerta e como tratar

Sintomas como febre, tosse, inapetência, diarreia e vômitos são motivos frequentes de consultas em pediatrias. A regurgitação é a expulsão sem esforço do conteúdo do esôfago ou do estômago pela boca, frequentemente associada à eructação e não precedida de náuseas, sendo assim diferente do vômito, que é a expulsão violenta e forçada do conteúdo do estômago, acompanhada de contração do músculo que separa o abdome do tórax (diafragma) e da musculatura abdominal, com relaxamento da comunicação existente entre o estômago e o esôfago (cárdia) e contração da passagem entre o estômago e a primeira porção do intestino delgado (piloro).

O vômito costuma ser precedido de náuseas e acompanhado de palidez, aumento da frequência cardíaca, sialorreia (faz com que criança fique “babando”), suor frio e lassidão (a criança fica “largada”, mole).

O vômito é uma resposta reflexa a vários estímulos coordenados pelo sistema nervoso central. O “centro do vômito” está localizado no tronco cerebral, recebendo estímulos via corrente sanguínea (em resposta a drogas e toxinas circulantes), informações do córtex cerebral e de outras inervações que levam mensagens do organismo, podendo desencadear o reflexo de vômito.

Doenças que causam vômitos

Os múltiplos estímulos que provocam vômitos originam-se praticamente em qualquer órgão e chegam ao centro do vômito por via hormonal ou por via nervosa.

O vômito é a expressão sintomática de muitas causas, de mecanismos distintos, exigindo uma abordagem ampla e racional por parte do pediatra.

Pode tratar-se de um simples refluxo gastresofágico fisiológico ou de uma virose, mas também ser a manifestação clínica inicial de doenças graves como meningites, tumores cerebrais ou obstruções intestinais.

No período neonatal imediato (primeiras 24 horas de vida) são frequentes os vômitos decorrentes da deglutição de material durante o trabalho de parto. Se houver persistência dos vômitos, deve-se investigar malformações do aparelho digestivo ou outras patologias que acometem frequentemente essa faixa etária.

Após o período neonatal, são causas mais frequentes de vômitos os erros alimentares, o refluxo gastresofágico, as afecções do sistema digestivo ou do organismo em geral, a alergia ou intolerância alimentar e a estenose ou a compressão do trato digestivo.

Após o segundo ano de vida surgem os vômitos de origem psicogênica e o vômito cíclico sem causa bem definida, e aumentam de frequência as infecções intra-abdominais como apendicite, peritonite (inflamação da membrana que cobre o trato intestinal), hepatites, etc.

Em adolescentes o vômito de origem psicogênica tem incidência aumentada, especialmente do sexo feminino. Gravidez, uso de drogas de distúrbios alimentares (anorexia nervosa ou bulimia) também devem ser considerados.

Sinais de alerta

Os pais devem procurar um profissional o mais rápido possível diante dos seguintes sinais:

  • desidratação;
  • curva do peso e estatura estacionária ou descendente (ver no cartão da criança);
  • mudanças de comportamento;
  • vômitos biliosos, fecaloides ou com sangue;
  • icterícia (o branco do olho fica amarelado, bem como a pele);
  • dor abdominal intensa, bem como distensão abdominal (barriga inchada);
  • alterações da consciência;
  • dor de cabeça intensa;
  • persistência dos vômitos por mais de 24 horas;
  • distúrbios de marcha;
  • peristaltismo (movimento das alças intestinais) visível ou abolido;
  • pouco xixi;
  • massa abdominal (caroço) palpável;
  • fezes escuras ou com sangue vivo;
  • respiração rápida e profunda;
  • febre alta;
  • sinais de irritação meníngea (dor de cabeça, vômitos e rigidez da nuca – a criança não consegue dobrar o pescoço até o queixo);
  • sufusões hemorrágicas na face ou couro cabeludo.

Tratamento

O vômito é um sintoma e não uma doença em si. Cabe ao pediatra fazer o diagnóstico correto e dirigir o tratamento para as possíveis causas.

As medidas dietéticas estão indicadas em todos os casos, independente da causa, reservando-se o uso de medicamentos para algumas situações excepcionais.

Deve-se suspender a dieta por um período breve (três a seis horas), de acordo com a intensidade dos vômitos, oferecendo-se líquidos para manter uma hidratação adequada: inicialmente 10 a 15 ml (1 colher de sopa) de uma solução glicosalina (soro oral) a cada 15 minutos, e a seguir, se houver boa tolerância, reiniciar a dieta, sempre começando com pequenos volumes (30 a 50 ml), oferecidos a cada duas ou três horas.

Ainda que a criança vomite as primeiras tomadas do soro, deve-se continuar oferecendo a solução hidratante em pequenos volumes, uma vez que a absorção de pequena quantidade de glicose já é suficiente para controlar a cetose (acúmulo de substâncias na corrente sanguínea que provocariam mais vômitos ao estimular o “centro do vômito”).

Nos casos de vômitos sem diarreia, pode-se oferecer líquidos mais bem tolerados pela criança, como sucos diluídos, refrigerantes sem gás ou gelatina líquida. Líquidos na temperatura ambiente ou gelados são bem aceitos. A criança também aceita muito bem picolé e sorvetes de sua preferência.

Irritantes gástricos conhecidos, como aspirina, aminofilina, antibióticos, chocolates ou café, devem ser evitados.

Somente o pediatra saberá em que circunstância deverá utilizar medicamentos, bem como sua dosagem correta e por quantas vezes for necessário.

Aborto Espontâneo

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Por que aparece
As razões para que ocorra um aborto espontâneo são várias e, na maioria das vezes, a causa não pode ser identificada. No primeiro trimestre da gravidez a causa mais comum é uma anormalidade cromossômica, ou seja, há algo errado com os cromossomos do feto. Isso se deve, geralmente, a um óvulo ou esperma defeituoso ou a um problema no momento em que o zigoto inicia seu processo de divisão celular. Outras causas para o aborto espontâneo incluem:

  • Problemas hormonais, infecções ou distúrbios de saúde da mãe;
  • Estilo de vida: fumo, má nutrição, excesso de cafeína, exposição à radiação ou substâncias tóxicas;
  • No caso de inseminação artificial, a implantação do óvulo fecundado pode não ter acontecido de forma adequada;
  • Idade da mãe;
  • Trauma.

Diagnóstico
O primeiro sinal é um sangramento uterino, que pode vir acompanhado de cólicas. O segundo, em geral, são dores na parte baixa do abdome (devido à abertura do canal cervical). O médico pode fazer um exame físico e pedir um ultrassom para verificar as condições do útero.

Riscos
Um aborto normalmente não representa risco para a saúde da mulher, a menos que tenha sido incompleto, ou seja, que tecidos tenham permanecido no útero.

Tratamento
O propósito principal de um tratamento durante ou após um aborto espontâneo é conter ou evitar hemorragia e/ou infecções. Quanto mais no início da gravidez, maiores as chances do corpo expelir todo o tecido fetal, dispensando assim a necessidade de algum procedimento médico para limpar o útero. Se durante o tratamento ocorrer um sangramento, deite-se imediatamente e fale com seu médico. Após um caso de aborto, as chances de ter uma nova gestação normal são de cerca de 90%.

Quando procurar o médico
Caso ocorra algum dos sintomas abaixo, a mulher grávida deve procurar o médico:

  • Forte dor nas costas;
  • Perda de peso;
  • Corrimento levemente avermelhado;
  • Contrações dolorosas, ocorrendo a cada 5 a 20 minutos;
  • Sangramento, com ou sem cólica (de 20 a 30% das mulheres grávidas podem ter sangramentos no início da gestação e cerca de 50% delas têm uma gravidez normal);
  • Ausência dos sintomas de gravidez.

Prevenção
Muito pouco pode ser feito se o problema estiver relacionado a malformações fetais. No entanto, é fundamental cuidar bem da saúde antes de engravidar. Isso inclui atividade física regular, dieta equilibrada, não fumar, controlar o estresse e cuidar do peso. Durante a gestação, é importante evitar quedas e impactos na barriga, não fumar e ficar longe de fumantes, não ingerir bebida alcoólica, limitar o consumo de cafeína, não praticar exercícios de alto impacto, evitar ambientes de risco e tomar medicamentos apenas com indicação médica.

Importância do pré-natal

O pré-natal é a assistência que se dá à mulher a partir do momento em que ela engravida, no qual o médico procura diagnosticar e tratar doenças preexistentes, da realização de um diagnóstico precoce de qualquer alteração tanto da mãe quanto do feto para que dentro das possibilidades existentes hoje elas possam ser corrigidas.

O pré-natal é muito importante para que se tenha uma assistência também psicológica e emocional para a mulher, pois este é um período onde a mulher vive uma fase mais sensível, mais emotiva, onde surgem muitas dúvidas e medos. E é fundamental que possamos também orientá-las e ajudá-las a se situar de uma maneira equilibrada e tranqüila, simplesmente voltada às sensações boas e novas que ela começa a apresentar. Através de um acompanhamento é possível assegurar maior equilíbrio à gestante.

Regularidade

No pré-natal tem-se inicialmente consulta mensal e depois que a paciente chega à gravidez a termo, passamos a ter consultas com intervalos menores, dependendo de cada caso. Durante essas consultas mensais é claro que qualquer coisa que aconteça de diferente este intervalo pode mudar, comenta.

No início do pré-natal são feitos alguns exames básicos na tentativa de diagnosticar algumas patologias que possam afetar a mãe e o feto durante a gestação. Os exames de uma maneira geral são: grupo sangüíneo, hemograma, glicemia, pesquisa de toxoplasmose, rubéola, sífilis, fezes, urina justamente visando detectar alguma alteração que possa ser tratada .

Hoje existem recursos em termos de exames mais modernos que podem ser feitos para diagnosticar algumas patologias cromossômicas, como por exemplo, biópsia vilo corial para detecção principalmente da Síndrome de Down. Hoje já existem métodos menos invasivos como a translucência nucal através do ultra-som, se fazendo o rastreamento das mulheres que iriam realizar exames mais invasivos.

Importância

No pré-natal é importante haver uma seleção das chamadas gestações de alto risco, onde estas pacientes teriam que ter uma assistência maior. Dessa forma, a grávida iria se submeter a exames mais específicos e com isso também fazer que as condições de alto risco sejam minimizadas com a intenção de que a mãe e o feto cheguem a um final de gravidez normal e satisfatório.

Os especialistas reforçam a importância do pré-natal lembrando que a mulher de hoje, considerando sua ascensão sócio-político e econômica tornou-se mais exigente em termos de acompanhamento, cobrando um maior suporte e atenção a nível médico.

Pode ter relações sexuais durante a gravidez?

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Grávidas podem ter relações sexuais normalmente. O sexo está liberado durante todo o período da gravidez para as mulheres com gestação normal. A gestante só deve evitar relações sexuais caso tenha algum problema específico, mediante orientação médica.

Algumas das complicações que podem comprometer a vida sexual durante a gravidez são: ameaça de abortamento, trabalho de parto prematuro, placenta baixa e o período final da gravidez, quando o colo do útero começa dilatar. Se houver cólicas ou sangramento, procure o obstetra pré-natalista antes de retomar as atividades sexuais.

Sobre esse tema, ouça a Rádio Saúde com Dr. Christian Ferraz:


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É fundamental que a grávida não se sinta rejeitada pelo marido. Com o decorrer da gestação provavelmente também será necessário adaptar as posições, para que a barriga não atrapalhe durante a relação.

12 perguntas sobre gravidez e contracepção

1 – Decidi transar com meu namorado. Quais cuidados devo tomar?
A primeira coisa é ir ao ginecologista para que ele receite um contraceptivo seguro e que você saiba usar direitinho. Hoje, os médicos indicam a camisinha acompanhada pela pílula anticoncepcional, porque a camisinha evita as doenças sexualmente transmissíveis.

2 – O que é tabelinha? É um método seguro?
A tabelinha é feita para saber quais são os dias da ovulação. Se o espaço entre uma menstruação e outra (contando a partir do primeiro dia de cada uma) for de 28 dias, o dia mais fértil do ciclo é o 14º. Portanto, o período fértil começa três dias antes do 14ª dia – no 11º dia – e termina três dias depois – no 17º dia. Mas, para ter mais segurança, é melhor considerar cinco dias antes e cinco depois. No entanto, a tabelinha não é um método contraceptivo seguro! As chances de falha são grandes, principalmente na adolescência, em que a menstruação ainda é irregular. Ou seja, para evitar uma gravidez indesejada, tem que usar camisinha e tomar pílula anticoncepcional!

3 – É possível engravidar se houver penetração sem preservativo, mas o menino não ejacular?
Pode acontecer. O menino pode não perceber que houve a ejaculação, e se ela ocorrer fora da vagina, o espermatozóide ainda pode chegar ao útero pelo muco liberado.

4 – Existe algum risco de engravidar usando só camisinha?
Sim, pois a camisinha pode estourar e o casal só perceber depois. Por isso, o mais indicado é utilizar camisinha e pílula anticoncepcional.

5 – A camisinha feminina é mais segura que a masculina?
Não. Não há diferença entre a camisinha feminina e a masculina no que diz respeito à segurança da contracepção.

6 – Tive uns “amassos” com meu namorado, mas não houve penetração. Posso estar grávida?
Se o namorado ejaculou na região da vulva, é difícil, mas pode acontecer.

7 – Minha menstruação está atrasada. Será que estou grávida ou a minha ansiedade pode estar provocando o atraso?
Sim, a ansiedade pode desregular a menstruação. Nem todo atraso significa gravidez.

8 – Minha menstruação atrasou. Como posso ter certeza de que estou grávida?
Procure um médico e ele vai solicitar o teste de gravidez. É um exame de sangue que revela a quantidade de alguns hormônios, e pode ficar pronto em algumas horas ou em até três dias.

9 – Por que algumas meninas continuam menstruando após engravidarem?
Na verdade não é uma menstruação, pode ser uma ameaça de aborto, e pode coincidir com a época de menstruação. Às vezes, as mulheres demoram a perceber que estão grávidas por causa desse sangramento.

10 – Quais são os outros sinais de gravidez além do atraso da menstruação?
Pode ter náuseas, vômito, passar mal, ter alteração do sono, dor de cabeça, indisposição. Mais para frente vai ter alteração da coloração da vulva e dores e rigidez na mama.

11 – A pílula do dia seguinte perde o efeito se tomada várias vezes?
Não. A pílula de urgência pode falhar mais do que a pílula normal, então não é recomendada como método contraceptivo. Se a menina já sabe que vai ter uma outra relação, tem que procurar um médico para que ele receite um anticoncepcional adequado. A pílula comum tem 1% de chance de falhar. A do dia seguinte tem 5%, e se for tomada 72 horas depois da relação sexual, ela perde a eficácia.

12 – O anticoncepcional pode falhar?
Pode. Não existe nenhum método 100%. E as chances de falhar aumentam se a garota tiver náuseas e vômitos, diarréia, tomar bebida alcoólica, esquecer, tomar fora do horário. Alguns antibióticos e remédios antidepressivos também cortam o efeito.

Mais peso reduz sucesso da fertilização

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Quanto mais pesada a mulher, maior será a dificuldade dela para engravidar e dar à luz um bebê por meio da técnica de fertilização in vitro (FIV). De acordo com um estudo liderado por Barbara Luke, da Michigan State University, nos Estados Unidos, as chances de perder o bebê também são mais frequentes entre as grávidas com sobrepeso e obesidade, quando comparadas com mulheres de peso normal.

Estudos anteriores já haviam mostrado piores resultados de FIV em mulheres mais pesadas, embora eles tenham provado que o peso extra foi diretamente responsável pelos problemas reprodutivos nessas mulheres.

“Falhas nos índices de sucesso do tratamento e de gravidez com o aumento de peso cresceram significativamente especialmente entre as mulheres acima do peso”, escreveram Luke e seus colegas na revista científica Fertility and Sterility.

O grupo de pesquisadores colheu dados de um sistema de comunicação que inclui mais de 90% dos tratamentos de FIV feitos nos Estados Unidos – informações sobre os 150 mil ciclos de tratamento de fertilidade feitos em 2007 e 2008 em 361 clínicas daquele país.

Para cada ciclo, o sistema de informação incluída se o ciclo foi cancelado, se levou a uma gravidez, se a gravidez terminou em um aborto espontâneo, se terminou com um bebê natimorto, ou se a mulher deu à luz um bebê vivo.

Na maioria dos ciclos também estavam disponíveis dados sobre a altura e o peso das mulheres antes de iniciar o tratamento. Desde o início até o final do tratamento de fertilidade, as mulheres mais pesadas tiveram resultados piores.

“Sabemos que o excesso de peso e obesidade não são bons (para FIV), o problema é o quão ruim é isso e onde estão os efeitos ruins?” disse Brian Cooper, da clínica Mid-Iowa Fertility, em Clive – ele não esteve envolvido no estudo.

Cerca de 9% dos ciclos em mulheres com peso normal foram interrompidos precocemente, em comparação com 16% dos ciclos nas mais pesadas – aqueles com um índice de massa corporal superior a 50, o que equivale a uma mulher de 1,60m de altura com mais de 136kg.

Mulheres com peso normal tiveram uma chance de 43% de engravidar durante cada ciclo, utilizando os seus próprios óvulos para fertilização in vitro, em comparação com 36% das obesas. As taxas entre as mulheres com sobrepeso e as menos obesas ficaram entre essas duas percentagens.

Para as mulheres que engravidaram, a tendência continuou, com as mais gordas tendo quase o dobro de chances de perder o bebê quando comparadas a mulheres com peso normal. Para as mulheres com sobrepeso e obesidade que tentavam engravidar, mesmo uma pequena perda de peso ajuda, disse Howard McClamrock, um especialista em infertilidade da Universidade de Maryland, em Baltimore. Embora a pesquisa tenha apontado cada vez mais para uma conexão entre peso extra e piores resultados na FIV, a razão não é clara, aponta o especialista.

Uma explicação é de que excesso de gordura libere mais estrogênio, o que induz o cérebro a pensar que os ovários estão trabalhando quando eles na verdade não estão – isso faria com que o cérebro deixasse de fazer a sua parte para colocar os ovários para funcionar como deveriam, explica Cooper.

Luke e seus colegas lembraram que nos dados coletados para análise não haviam informações sobre fatores que podem afetar o sucesso da FIV, como estilo de vida ou dados sobre os parceiros dessas mulheres.

A Importância do Pré-Natal para a Saúde

O pré-natal é a assistência que se dá à mulher a partir do momento em que ela engravida, no qual o médico procura diagnosticar e tratar doenças preexistentes, da realização de um diagnóstico precoce de qualquer alteração tanto da mãe quanto do feto para que dentro das possibilidades existentes hoje elas possam ser corrigidas.

O pré-natal é muito importante para que se tenha uma assistência também psicológica e emocional para a mulher, pois este é um período onde a mulher vive uma fase mais sensível, mais emotiva, onde surgem muitas dúvidas e medos. E é fundamental que possamos também orientá-las e ajudá-las a se situar de uma maneira equilibrada e tranqüila, simplesmente voltada às sensações boas e novas que ela começa a apresentar. Através de um acompanhamento é possível assegurar maior equilíbrio à gestante.

Regularidade

No pré-natal tem-se inicialmente consulta mensal e depois que a paciente chega à gravidez a termo, passamos a ter consultas com intervalos menores, dependendo de cada caso. Durante essas consultas mensais é claro que qualquer coisa que aconteça de diferente este intervalo pode mudar, comenta.

No início do pré-natal são feitos alguns exames básicos na tentativa de diagnosticar algumas patologias que possam afetar a mãe e o feto durante a gestação. Os exames de uma maneira geral são: grupo sangüíneo, hemograma, glicemia, pesquisa de toxoplasmose, rubéola, sífilis, fezes, urina justamente visando detectar alguma alteração que possa ser tratada .

Hoje existem recursos em termos de exames mais modernos que podem ser feitos para diagnosticar algumas patologias cromossômicas, como por exemplo, biópsia vilo corial para detecção principalmente da Síndrome de Down. Hoje já existem métodos menos invasivos como a translucência nucal através do ultra-som, se fazendo o rastreamento das mulheres que iriam realizar exames mais invasivos.

Importância

No pré-natal é importante haver uma seleção das chamadas gestações de alto risco, onde estas pacientes teriam que ter uma assistência maior. Dessa forma, a grávida iria se submeter a exames mais específicos e com isso também fazer que as condições de alto risco sejam minimizadas com a intenção de que a mãe e o feto cheguem a um final de gravidez normal e satisfatório.

Os especialistas reforçam a importância do pré-natal lembrando que a mulher de hoje, considerando sua ascensão sócio-político e econômica tornou-se mais exigente em termos de acompanhamento, cobrando um maior suporte e atenção a nível médico.

Pode pintar o cabelo e fazer luzes durante a gestação?

Grávidas podem pintar o cabelo, mas só a partir da 12ª semana. As tinturas para cabelo e os tonalizantes são compostos por substâncias que podem ser absorvidas pelo organismo e provocar malformações no feto. “A partir da 12ª semana de gravidez as chances de malformação diminuem”, explica Roberto Eduardo Bittar, professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

Mas, segundo o especialista, o ideal é optar pelas hennas durante toda a gestação, já que o produto não contém iodo, nem amônia na composição. “Na aplicação de outro produto, evite o contato com a raiz do cabelo, protegendo o couro cabeludo”, alerta. Cláudia Garcia Magalhães, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp) recomenda ainda que a gestante não prepare nem aplique a tintura em si mesma.

Já as luzes só estão liberadas se forem feitas com a técnica da touca e com água oxigenada. “Se for adicionado outro composto para melhorar a cor, o perigo será semelhante ao das tinturas”, alerta a dermatologista Aparecida Machado de Moraes, chefe da Dermatologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Gravidez: hipertensão arterial subjacente é pior que o uso de anti-hipertensivos no primeiro trimestre da gestação para riscos de malformações congênitas, segundo artigo do BMJ

Mulheres grávidas e seus filhos nascidos vivos (465.754 pares de mães-bebês), da organização de cuidados com a saúde Kaiser Permanente, no norte da Califórnia, no período de 1995 a 2008, participaram do estudo de coorte retrospectivo que avaliou o uso de inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) durante o primeiro trimestre da gravidez e o risco de malformações nos bebês.

A prevalência de uso de inibidores da ECA no primeiro trimestre da gravdez foi de 0,9/1000, e o uso de outros medicamentos anti-hipertensivos foi de 2,4/1000. Após ajustes para idade materna, etnia, paridade e obesidade, o uso de inibidores da ECA durante o primeiro trimestre da gestação parece estar associado com risco aumentado de defeitos cardíacos congênitos nos recém-nascidos em comparação com os controles normais (aqueles sem hipertensão ou uso de qualquer anti-hipertensivo durante a gravidez). Uma associação semelhante foi observada para o uso de outros anti-hipertensivos e casos de defeitos cardíacos congênitos. No entanto, em comparação com controles com hipertensão (aqueles com diagnóstico de hipertensão arterial, mas sem o uso de anti-hipertensivos), sem utilizar inibidores da ECA ou de outros anti-hipertensivos, no primeiro trimestre, foi encontrado aumento do risco de defeitos congênitos do coração nos recém-nascidos.

Concluiu-se que o uso materno de inibidores da ECA no primeiro trimestre da gestação tem um perfil de risco semelhante ao uso de outros anti-hipertensivos sobre as malformações nos recém-nascidos vivos. O risco aparente de malformações associadas ao uso de inibidores da ECA (e outros anti-hipertensivos) no primeiro trimestre da gestação é maior devido à hipertensão subjacente, ao invés de ser maior com o uso de medicamentos neste período da gravidez.

Fonte: British medical Journal – BMJ

Depressão pós-parto

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Por que aparece
A causa da DPP pode englobar fatores biológicos e/ou psicológicos. Entre os biológicos estão: variações hormonais extremas e alterações metabólicas que influenciam no humor. Entre os fatores psicológicos podemos citar o processo de transformação pelo qual a mulher passa na gestação: além de ver seu corpo totalmente mudado, ela precisa lidar com a relação entre a sexualidade e a maternidade e com a questão de passar da condição de filha para mãe. Uma mulher tem mais probabilidade de ter DPP se tem histórico de depressão ou transtornos afetivos antes da gravidez, se passou por problemas de infertilidade, se tem um casamento problemático ou se é mãe solteira, se já perdeu um filho ou tem um bebê com sérios problemas de saúde.

Diagnóstico
Uma mulher com depressão pós-parto pode ter qualquer um destes sintomas:

  • Perda de interesse pelas atividades do dia-a-dia, inclusive cuidar do bebê;
  • Sensação de incapacidade, falta de valor ou culpa;
  • Ansiedade, algumas vezes com obsessões ou compulsões, frequentemente relacionadas com o bebê;
  • Mudanças no apetite;
  • Alterações bruscas de humor;
  • Indisposição e irritabilidade;
  • Insônia;
  • Tristeza profunda e/ou pensamentos persistentes sobre morte;
  • Exaustão extrema por ter que cuidar do bebê.
    Médicos e familiares precisam ficar atentos para não confundir DPP com tristeza materna, uma condição comum no período pós-parto em que a mulher passa por um quadro de depressão leve, com vontade de chorar e baixo astral, mas que logo melhora. A diferença entre DPP e tristeza materna é a gravidade do quadro, os fatores limitantes e os riscos que oferece ao bem-estar da mãe e do bebê. O diagnóstico se dá após longa e detalhada conversa entre o médico e a mãe e os familiares. Se ele desconfiar que os sintomas podem ser causados por um problema físico, um exame de sangue pode ser necessário.

Riscos
Como a DPP pode se manifestar com intensidades variáveis, torna-se complicado para a mãe estabelecer um vínculo afetivo seguro com o filho, e isso pode ser prejudicial em longo prazo. Nos casos mais graves, algumas mães apresentam tendências homicidas e suicidas.

Tratamento
A intensidade da depressão pós-parto é que vai determinar o tratamento, que pode constar de psicoterapia, antidepressivos ou ambos.

Quando procurar o médico
No período pós-parto, é bom consultar o médico se alguns dos sintomas descritos se manifestarem, principalmente ansiedade, tristeza profunda e problemas de sono. O médico deve ser procurado imediatamente caso o bem-estar da mãe e do bebê estejam em risco.

Prevenção
A mulher grávida, ou que tem intenção de engravidar, pode se preparar para o nascimento da criança e as mudanças que isso acarreta conversando com algumas mães e com seu médico.

Parto natural é três vezes mais seguro

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Pesquisa da OMS mostra que cesarianas desnecessárias aumentam risco para mãe e bebê.

Em meio à epidemia de cesarianas que enfrenta o Brasil, segundo palavras do próprio Ministro da Saúde José Gomes Temporão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de divulgar um novo estudo sobre o risco desta opção cirúrgica, quando feita sem necessidade médica: os partos naturais são quase três vezes mais seguros para mães e bebês.

A pesquisa feita com 107 mil mulheres, todas da Ásia, identificou que quando a criança nasce por meio das cesáreas sem indicação por quesitos médicos, a mortalidade da mãe, a necessidade de fazer transfusão de sangue e o encaminhamento dos bebês após o nascimento para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são 2,7 vezes com mais freqüentes.

O alerta foi feito com base em um índice alarmante: 27,3% das asiáticas avaliadas na pesquisa foram submetidas a cesarianas, taxa alta comparada aos 15% preconizados pela OMS, porém bem inferior ao índice encontrado entre as brasileiras. Do total de partos no País, 43% são cesáreas. Quando na conta entram apenas os procedimentos realizados em maternidades particulares, o registro sobe para 84%, informou ano passado a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Comissão do parto natural

O índice é recordista mundial, afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM) e, apesar dos esforços do governo para reduzir as taxas, o efeito foi inverso. O cenário é de aumento de cesarianas já que em 2000, 80% dos partos em unidades privadas em saúde eram deste tipo.

Em muitos casos, lamentam os especialistas, a escolha pela cesárea é por motivos banais. Data de aniversário no mesmo dia do que a mãe, agendas complicadas, mês ou signo preferidos já apareceram como justificativa. Ano passado foi noticiado que alguns casais marcaram a cesárea para o dia 09/09/09 só por causa do ineditismo da data.

A atriz e apresentadora Fernanda Lima foi escalada pelo Ministério da Saúde para tentar ajudar na mudança de quadro. Na época em que estava grávida de gêmeos, ela fez propaganda sobre a importância do parto natural. A causa também virou bandeira do CFM que criou no final do ano passado uma comissão especial para cuidar do assunto.

“Fizemos um fórum em novembro de 2009 e reunimos obstetras, pediatras e mulheres para tentar reverter o quadro, em uma parceria sugerida pela ANS”, afirmou o médico pediatra José Fernando Vinagre, coordenador da Comissão de Parto Natural do CFM. “Já sabemos que para a reversão dos índices precisamos que os hospitais tenham condições de oferecer excelência no atendimento e realização do parto natural. Por isso, este ano, começamos a visitar as maternidades por todo País e vamos fazer uma ampla pesquisa com os obstetras para identificar quais são as principais demandas e falhas atuais”, completou Vinagre. A pesquisa deve ser concluída em julho e a esperança do Conselho e traçar outro paradigma de maternidade.

9 horas contra 90 minutos

Com relação aos médicos, a rotina atribulada de trabalho – mais de 70% atuam em dois ou mais empregos revelou censo feito pelo Conselho de Medicina de São Paulo – pode ser um dos motivos. É sabido que alguns trabalhos de parto chegam a durar nove horas e a maior parte das cesáreas podem ser feitas em uma hora e meia. Apesar disso, as vantagens do parto natural são incalculáveis, informa o Ministério da Saúde.

Estudos internacionais já demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas), têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo em UTIs neonatais. Além disso, no parto cirúrgico há uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo.

Males da mulher moderna

Entender os motivos que fazem as mulheres priorizarem a cesariana também foi o foco de uma enquete realizada por pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Eles acompanharam de perto 23 grávidas que acabaram fazendo cesárea. Ao perguntar a opinião delas sobre o aumento crescente de mulheres que fazem uma cesárea, o principal fator foi o medo das dores do parto e o desconhecimento das vantagens do parto normal. “Algumas mulheres do setor privado destacaram a possibilidade de programar o parto devido à vida agitada da mulher contemporânea, em vez de esperar pela imprevisibilidade do parto normal”, afirmam os pesquisadores nos Cadernos de Saúde Pública, veículo em que o estudo foi publicado.

Parto induzido aumenta riscos desnecessários

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Sem indicação médica, o procedimento eleva as chances da mulher ir para a UTI e os riscos de histerectomia pós-parto.

As mulheres grávidas que decidem induzir o parto sem razão médica estão assumindo riscos desnecessários, segundo revela estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta sexta-feira.

Para este estudo, foram analisados na América Latina 37.444 partos de risco, dos quais 11.077 foram induzidos, e comparados os resultados com o restante dos partos naturais.

Foi registrado um total de 1.847 partos induzidos por escolha voluntária da mãe, 4,9% do total, tendo a oxitocina como o método mais utilizado em 83% dos casos.

Nestes casos, as mulheres apresentaram mais probabilidades de precisar de anestesia durante o parto, três vezes mais chances de ingressar na unidade de terapia intensiva, assumiram risco cinco vezes maior de histerectomia pós-parto e precisaram mais de remédios uterotônicos.

O estudo demonstra que nos partos induzidos o risco de cesárea e de outras intervenções cirúrgicas é mais elevado e a necessidade de um tempo para a recuperação é maior, o que acarreta maiores gastos médicos.

Não houve constância de riscos para os bebês, exceto pelo fato de que as mães apresentaram risco 22% maior de lactação retardada, ou seja, com seu início entre 1h e sete dias depois do parto, ao invés de na primeira hora após o nascimento, como considera norma a OMS.

A recomendação da OMS é que indução de parto seja feita somente em casos justificados por razões médicas. O organismo de saúde ressalta que os riscos de resultados adversos maternos e perinatais não compensam os benefícios.

O pesquisador da Universidade de Campinas, José Cecatti, informou que a indução de partos por reivindicação da mãe se transformou em uma prática muito comum.

“Estes pedidos ocorrem quando a mãe tem de percorrer longas distâncias de sua casa ao hospital e para se adaptar à disponibilidade do médico”, disse Cecatti.

Será que é gravidez? Saiba como é o exame mais confiável

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Teste de Gravidez (HCG)

O que é

É um exame da dosagem das quantidades da fração beta de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana (HCG) na corrente sanguínea.

Para que serve

A dosagem sanguínea da fração beta do HCG é o meio mais confiável para diagnosticar uma gravidez e pode indicá-la já no primeiro dia de atraso menstrual. Também existem os exames caseiros (fitas que detectam a presença do HCG na urina). Estes têm menos margem de erro quando feitos após uma ou duas semanas de atraso menstrual. Os níveis de beta HCG começam a subir após oito dias da fecundação.

Como é feito

Coleta de sangue de uma veia do braço.

Preparo

Não é necessário.

Valores de referência

HCG abaixo de 5 mIU/ml é negativo para gravidez. Entre 5 e 25 mIU/ml é indefinido, pode significar gravidez muito recente e deve ser repetido em três dias. Valores acima de 25 mIU/ml indicam gravidez.

Mãe dá à luz sem saber que estava grávida. Será?

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Uma dona de casa de Atibaia deu à luz a um menino de 3,5 kg e 48 cm e diz que não sabia que estava grávida. Ela afirma que estava com o marido, Edmar Rodrigues dos Santos, na casa de uma tia, para celebrar o aniversário de 1 ano do outro filho, quando decidiu ir embora apór sentir fortes dores nas costas.

“Tomei um banho, tentei dormir e fui ao banheiro. Aí senti uma dor muito forte nas costas. Sentei no vaso e fiz força. Saiu algo e chamei meu marido pra ver”, conta ela. “Rapidamente percebi que era uma criança. Corri, peguei ela pela perninha, ergui, dei uns tapinhas na bunda da criança, e ela chorou”, relembra a mãe.

Segundo Fabiana, depois de dar à luz, ela ficou por 15 minutos debaixo do chuveiro com água quente para manter a temperatura do recém-nascido. Com a chegada dos bombeiros, a mãe e o bebê foram levados até a maternidade da Santa Casa de Atibaia. Eles passaram dois dias no hospital. A criança nasceu aos 9 meses, com 3,5 kg e 48 centímetros.

De acordo com Fabiana, três meses após ter o primeiro filho ela começou a tomar anticoncepcional. E diz não ter percebido que estava outra vez grávida. “Minha barriga não cresceu. O que inchou foi meu estômago. Não tive enjoo nem nada. E o bebê não mexia.”

O médico Jorge Santos, que atendeu Fabiana na maternidade, acredita ser difícil alguém engravidar sem perceber mudanças no corpo. “Provavelmente ou ela tomou a medicação errada, ou começou a tomar a medicação já grávida. É estranho, mas temos que acreditar”, diz o obstetra.

O consumo de álcool durante a gestação

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Já sabíamos que a bebida alcoólica pode causar sérios problemas ao feto. “A ingestão de álcool durante a gestação, eventualmente, provoca distúrbios fetais que vão do retardo de desenvolvimento à chamada Síndrome Alcoólica Fetal. Não há nenhum estudo que assegure existir uma quantidade segura para a ingestão de álcool, durante a gravidez”, afirma o Prof° Dr. Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.

Ao contrário do que se pensava antes, os efeitos nocivos do álcool não se fazem sentir apenas no primeiro trimestre da gestação, período crucial para o desenvolvimento embrionário. Um estudo norte-americano mostrou que o abuso de bebida durante o segundo trimestre está associado à dificuldade dos filhos para aprender a ler e a escrever.

“Agora, com o estudo dinamarquês, acrescentamos outra razão para insistir na proibição de álcool durante a gestação pelas mulheres. Se a pesquisa dinamarquesa revelou que o consumo de álcool materno é uma das causas da baixa concentração de sêmen na descendência masculina, podemos estar mais perto de uma explicação para um fenômeno atual: o porquê a qualidade do sêmen pode ter diminuído, nas últimas décadas, em alguns grupos populacionais. Se a exposição ao álcool na vida fetal provoca baixa qualidade seminal na vida adulta, populações onde as mulheres grávidas consomem muito álcool apresentariam, de uma maneira geral, baixa fertilidade masculina, em comparação com populações onde as mulheres grávidas não bebem”, explica o médico.