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Tudo o que você gostaria de saber sobre orgasmo

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Você sabe o que é um microorgasmo? E quanto ao orgasmo múltiplo, seria possível estimular essa maravilha? A falta de informação está entre os fatores que mais atrapalham a vida sexual e o prazer. Para responder as principais dúvidas de leitoras e leitores conversamos com as especialistas Maria Cristina Romualdo Galati, psicóloga e terapeuta sexual do Hospital São Paulo e do Instituto Kaplan, e Arlete Maria Girello Tavares Gavranic, educadora sexual e coordenadora do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (ISEXP).

A plenitude sexual das mulheres acontece entre 30 e 45 anos

Qual posição sexual é a mais indicada para que eu ajude minha namorada a conseguir orgasmos múltiplos?
Isso é complicado porque nem todas as mulheres conseguem ter orgasmos múltiplos, também não é uma questão de posição. É ilusão achar que as mulheres conseguirão orgasmos múltiplos com muita frequência. Muitas delas, mesmo com uma vida sexual legal e ativa, relatam que tiveram entre três e quatro orgasmos deste tipo durante toda a vida. Contudo, independente de orgasmos sequenciais, é enorme o número de mulheres que alcançam o prazer com a famosa “cavalgada”, por cima do homem. Nessa posição é possível que ela tenha o controle da força e do movimento de penetração e, além disso, há uma grande fricção dos órgãos genitais dos dois.

Existe algum remédio que melhore o desejo e facilite o orgasmo da mulher?
Nos últimos dez anos, esse assunto tem sido intensamente estudado, mas ainda há muita especulação. Diversos médicos têm trabalhado com a estimulação do desejo por meio da testosterona, que é o principal hormônio masculino – em forma de gel, por exemplo, deve ser aplicado na região da vagina. Mas esse recurso deve ser usado com extremo cuidado e acompanhamento. A testosterona pode produzir alterações no corpo feminino que nem sempre serão benéficas. A reposição hormonal também pode ajudar na estimulação do desejo. Já em relação ao orgasmo, não existe no mercado nenhum remédio que o facilite.

A mulher que goza gritando tem mais prazer do que a mulher que fica mais quieta durante o orgasmo?

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Sete erros mais comuns na realização de fantasias sexuais

Fátima Protti fala dos desejos frequentes e como lidar com eles sem ameaçar o relacionamento

É cada vez mais frequente relatos de casais que desejam realizar suas fantasias sexuais. Expô-las para o outro, no entanto, nem sempre é fácil, pois existe o medo de uma reação negativa. Fruto das nossas experiências de vida, as fantasias são importantes para o desenvolvimento pessoal e psicosexual.

Muitos casais sentem a necessidade de quebrar a rotina sexual com o uso de fantasias, mas nem sempre encontram um terreno propício para expressá-las.

Foto: Getty Images

Geralmente, a procura parte do homem, que se sente mais à vontade para comunicar essa vontade. Já a mulher tem o receio de um julgamento negativo, que é formado a partir de seus próprios preconceitos e tabus.

Selecionamos sete erros mais comuns na realização de fantasias sexuais:

Erro1: Falta de flexibilidade
É preciso ser flexível para fazer ajustes na fantasia em função dos limites do outro. Os dois precisam curtir e aproveitar o momento.

Erro 2: Inadequação à realidade
Muitas vezes a reavaliação da fantasia é necessária porque nem sempre ela cabe na realidade. Transar a três, com o chefe no meio, pode causar muita confusão na vida profissional, por exemplo.

Erro 3: Querer realizar tudo
É bacana colocar as fantasias em prática, mas nem todas precisam ser realizadas. Aquelas que ameaçam a união devem ser repensadas: vale a pena?

Erro 4: Não ouvir o outro
Não adianta só impor as próprias vontades. A abertura para ouvir os desejos e as necessidades precisa ser mútua.

Erro 5: Impor fantasias
Jamais imponha um desejo, participe da dinâmica e envolva o outro sem chantagens sentimentais e cobranças.

Erro 6: Participar só pra agradar
Quem faz só para agradar ou com medo de perder o(a) parceiro(a) faltamente se sentirá um objeto sexual. Não aceite realizar uma fantasia somente por esse motivo, o preço pode ser alto.

Erro 7: Envolver amigos
Evite propor fantasias com amigos – o risco de envolvimento sentimental é maior e isso pode acabar com o relacionamento ou numa tremenda confusão.

Fonte: “delas.ig”

Orgasmos múltiplos por quem já teve

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“Senti isso na primeira vez que transei com o meu ex-marido, quando começamos a namorar. No sexto orgasmo ele perguntou: ‘impressão minha ou você está tendo vários?’”. Foi assim que Débora descobriu os orgasmos múltiplos, aos 28 anos. Até então a administradora, hoje aos 35, só tinha ido para a cama com outro namorado e nem sempre chegava ao clímax. “Acho que para ter muitos orgasmos depende do tesão, do envolvimento com o parceiro e o quanto você se conhece”, arrisca.

Os orgasmos múltiplos acontecem em sequência, na mesma transa, quando a mulher continua recebendo estímulos depois de um primeiro orgasmo. “Tenho vários seguidos, um mais fraco, um mais forte… No final meu corpo até treme”, relata Débora, que faz parte de uma minoria – ter orgasmos múltiplos é exceção na sexualidade feminina. “Muitas mulheres apresentam dificuldade para ter pelo menos um orgasmo, imagine vários”, diz a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello.

Apesar de incomuns, os picos de prazer seguidos não exigem uma condição especial: toda mulher sexualmente saudável pode tê-los. Para algumas, porém, chegar lá vai ser mais fácil por conta de condições físicas ou psicológicas. “A sensibilidade de cada uma determina. As mais tranquilas e seguras têm mais chance, assim como aquelas que conhecem o próprio corpo”, explica Carolina Ambrogini, ginecologista, sexóloga e coordenadora do Projeto Afrodite da UNIFESP.

A lógica da resposta sexual em homens e mulheres
O processo que leva uma pessoa ao orgasmo começa pelo desejo e continua com a excitação, que cresce até chegar ao clímax. Os homens têm uma queda rápida do nível de excitação depois que gozam, diferente das mulheres, que podem continuar por mais tempo nesse estágio.

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Posições sexuais para chegar ao orgasmo

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Embora envolva preferências pessoais, a posição corporal adotada pelo casal durante o sexo influencia o prazer feminino. Uma movimentação confortável e estimulante contribui para que a mulher chegue ao orgasmo de forma mais fácil. Com a ajuda do sexólogo Amaury Mendes Júnior e da especialista em técnicas sensuais Fernanda Pauliv destacamos as cinco posições mais favoráveis para elas. Agora é só treinar…

1. Quando está por cima, a mulher consegue controlar a velocidade e a profundidade da penetração, conduzindo o ritmo do sexo. Com essa posição os corpos não ficam colados e o parceiro pode fazer carícias nos seios, coxas e clitóris dela. “Quanto mais zonas erógenas forem estimuladas ao mesmo tempo, maiores as chances de um orgasmo bombástico”, diz Fernanda. A posição também é favorável porque a mulher comanda o roçar do clitóris no sexo do parceiro.

2. Conforme mostra a ilustração, a mulher fica deitada e o homem sentado. Essa é uma posição confortável para a mulher porque o seu corpo fica livre e sem o peso do parceiro. “Facilita o acesso ao clitóris e permite que ele faça carícias nos seios e coxas dela”, diz Fernanda. É importante que a mulher também tenha alguma possibilidade de manobra, com as pernas apoiadas sobre as pernas do parceiro, por exemplo.

3. Com ela apoiada na vertical, a penetração por trás estimula bastante a mulher na área conhecida como ponto G, na parede da frente da vagina. É uma posição que mexe com fetiches: “A mulher se sente poderosa quando percebe que excita o homem”, diz Amaury. Fernanda recomenda que o casal tente fazer embaixo do chuveiro: “Podem usar espuma de banho e ainda deixar uma mão livre para estimular o clitóris”, sugere.

4. O sexo oral é um dos caminhos de sucesso para o orgasmo feminino. E a posição de estímulo mútuo, a famosa “69″, é muito íntima e prazerosa para o casal. “A mulher fica excitada porque o homem pode praticar movimentos com a língua no clitóris de forma suave”, diz Amaury.

5. Que tal inverter a posição com a mulher por cima? Quando ela fica de costas para o homem, o casal ganha um ângulo diferente e ambos podem controlar o ritmo. Ela fica mais à vontade sem manter contato visual com o parceiro e pode estimular o próprio clitóris com movimentos mais delicados. Ele, por sua vez, ganha uma visão excitante da cena.

Foto: Arte iGRedação, iG São Paulo

Impotência sexual

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Mito Masculino – Temor de Desempenho

Vivemos ainda em uma sociedade muito machista, infelizmente para todos nós. Para os homens, em especial, existe uma pressão desenfreada para a atividade sexual predatória. O que caiu na rede é peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que os homens estão sempre aptos ao sexo, independente de qualquer outro fator. Devem sempre estar com desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.

Essa situação é um peso muito grande para os ombros de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao qual nunca lhe faltou potência?

Qual a mulher cujo parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?

É necessário desmistificar essa situação. A impotência (disfunção erétil) só se torna um problema ou uma doença quando ela predomina na vida sexual de um homem. Ou seja, quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção até a conclusão da atividade sexual. Alguns se queixam de falta completa de rigidez para conseguir uma penetração. Outros conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de introduzi-lo perdem a potência.

Atenção! a eventual ocorrência de perda de ereção não é considerada impotência.

O que causa a perda da ereção?

As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.

O estresse do dia-a-dia.
A discórdia conjugal.
A falta de atração pela parceira.
A ansiedade ou depressão.
O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
Conflitos emocionais antigos.
Culpa e repressões sexuais.

São algumas das causas psíquicas comuns.

Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.

A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
Excesso de prolactina.
A presença de algumas doenças como o diabete melito.
O uso de medicações que combatem a hipertensão.
A anormalidade vascular peniana.

São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.

E tem cura?

Podemos pensar que há uma soma desses fatores orgânicos e emocionais na determinação da impotência. Para o tratamento, então, devemos combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção de maior sucesso.

Após alguns exames de rotina, detectamos a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.

Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.

O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.

FALTA DE DESEJO SEXUAL FEMININO

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A falta de desejo é uma das disfunções mais frequentes e chega a acometer entre 15 a 34% das mulheres. Também é chamada de perda ou diminuição da libido.

Tem diversas causas, entre elas as mais comuns são alterações hormonais provocadas por uso de diversos medicamentos (ex: anticoncepcionais), parto, amamentação, menopausa e disfunções hormonais.

Outra causa muito comum é o uso de antidepressivos.

Outras causas estão relacionadas ao stress da vida diária, a rotina sexual do casal em que tudo é sempre igual, ao cansaço físico e mental.

Ainda existem outras causas relacionadas a diversas doenças orgânicas, como infecções e problemas genitais que provocam desconforto ou dor à relação sexual, reduzindo o interesse pelo sexo, e também relacionadas ao uso de drogas, álcool e cigarro.

Muitos casais acham que esse sintoma é falta de amor, mas na maioria das vezes isso não é verdade. Sexo não deve ser confundido com amor, que é um sentimento humano muito mais profundo que o sexo. A solução passa por uma consulta com o ginecologista para que este possa avaliar as causas e, se for o caso, encaminhar o casal para o tratamento mais eficaz.