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Pequenos sintomas podem sinalizar uma DST

DST

Os números são alarmantes. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma doença sexualmente transmissível (DST). Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. “É importante ressaltar que os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da Aids (HIV)”, diz a ginecologista Rosa Maria Leme. “Existem diversas doenças, como a herpes, por exemplo, que apresentam sintomas que logo desaparecem, mas o vírus continua presente. Por isso é importante ficar sempre atento.”

As doenças sexualmente transmissíveis são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual, por meio do sexo sem proteção – sem o uso de camisinha – com uma pessoa que esteja infectada. Geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, uma vez que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das doenças das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a incapacidade de engravidar e até mesmo a morte. Entre as doenças classificas como DSTs estão a Aids, gonorreia, clamídia, HPV, sífilis, entre outras.

PRIMEIRA VEZ NO GINECOLOGISTA, O QUE FAZER?

Com a adolescência e o desenvolvimento do corpo feminino, chega o momento de marcar a primeira consulta com o ginecologista. Esse dia pode ser de muita ansiedade não só para as pacientes, como também para as suas mães, que muitas vezes não sabem como lidar com a evolução da filha, que está se tornando uma mulher e que precisa conhecer melhor seu corpo e sua sexualidade, garantindo assim uma vida saudável. Confira abaixo as dicas.

Meninas: o que fazer na primeira consulta ao ginecologista
Se você se sente preparada, tem dúvidas ou já menstruou, chegou a hora de você ter sua primeira consulta com o ginecologista. Nesse dia o médico irá conversar com você para esclarecer todos os questionamentos que tenha, perguntar sobre seu ciclo menstrual e fazer um exame clínico para verificar se está tudo bem com sua saúde. Caso você não tenha tido relações sexuais, o ginecologista não realizará nenhum exame que exige a inserção do espéculo na vagina. Se houver a necessidade de um exame mais detalhado devido algum sintoma como dores, coceira, corrimento, entre outros, o ginecologista poderá utilizar um espéculo especial que por ser menor pode ser usado em mulheres virgens sem que haja danos ao hímen.

TPM: dúvidas frequentes

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A TPM ou Síndrome pré-menstrual é o período cíclico que precede a menstruação. Nesse período, podem aparecer sintomas psíquicos e físicos, que geralmente desaparecem no primeiro dia do fluxo menstrual. Em algumas mulheres, a TPM pode desaparecer somente com o fim do fluxo.

A principal causa da TPM é a influência hormonal feminina durante o fluxo menstrual, que interfere no sistema nervoso central. Parece haver íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina. É importante ressaltar que essa síndrome acompanha a menstruação normal da mulher.

Útero retrovertido e gravidez

O útero retrovertido é uma variação anatômica do útero, ou seja, esta voltado para a região posterior do corpo, como se estivesse de ponta cabeça e virado para trás. Cerca de 25% das mulheres apresentam o útero retrovertido que a acompanhará durante todo sua vida, sem afetar em nada sua condição física. Existem dois tipos de úteros retrovertido o fixo e o móvel, sendo que o móvel pode causar dores durante as relações íntimas e alguns incômodos durante a menstruação, o fixo é considerado um pouco mais problemático, pois pode causar dores pélvicas crônicas, dor ao urinar e fortes cólicas menstruais.

A grande dúvida das mulheres com o útero retrovertido é em relação à gravidez, se é possível engravidar com esta condição.

Útero retrovertido dificulta gravidez?

O útero retrovertido não traz sérias consequências para as mulheres que querem engravidar, mas pode haver sim uma maior dificuldade. A mulher que possui o útero retrovertido é mais suscetível à endometriose – quando o endométrio, camada que reveste o interior do útero está fora do órgão – que muitas vezes podem sangrar e causar certa ardência pélvica. Essa ardência pode causar o enrijecimento das trompas, e sem a mobilidade das trompas a fecundação fica mais difícil, porque é onde acontece a fecundação. A mulher que já está grávida não precisa se preocupar, pois o útero retrovertido não trará consequências nem para a mãe e nem para o bebê.

Útero retrovertido sintomas

Os sintomas do útero retrovertido nem sempre ocorrem, mas quando surgem geralmente vem em forma de dor crônica pélvica e lombar, dor nas relações íntimas, dismenorreias (que são cólicas muito intensas no período menstrual), dor ao urinar e evacuar entre outros sintomas que irá variar de mulher para mulher. O útero retrovertido é diagnosticado em exames ginecológicos de rotina, por isso é muito importante não deixar de ir a um médico.

Útero retrovertido tratamento

O útero retrovertido não é classificado exatamente como uma doença, por isso não há necessidade de tratamento. Mas em alguns casos o útero retrovertido pode de alguma forma interferir na saúde da mulher, por isso pode haver a necessidade de um tratamento por meio do uso de hormônios. Lembre-se sempre que apenas um médico poderá avaliar melhor a condição do útero retrovertido.

A mulher que tem o útero retrovertido não necessariamente terá problemas para engravidar, porém poderá surgir outros problemas relacionados ao colo do útero, por isso o exame médico é fundamental.

Fonte: Mundo Mulheres.

Pergunte ao Doutor

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Internauta: “Vibrador” alarga a vagina?

Dr. Christian Ferraz: O uso de instrumentos para o prazer tem virado indústria. A curiosidade das pessoas ajuda a fomentar esse mercado. O uso desses instrumentos, a exemplo de pênis artificial e “vibradores”, não atrapalha a vida da mulher; não elastece a vagina. Às vezes me questionam sobre a plástica vaginal, alegando que a mesma teria perdido o efeito. Isso não acontece; o que acontece é que o corpo da mulher envelhece. Como o corpo envelhece, a musculatura perde tônus, acarretando mais flacidez com a idade. O “vibrador” não alarga a vagina. Lá na frente não se deve colocar a culpa nesse instrumento, o corpo envelheceu mesmo e talvez uma intervenção cirúrgica seja necessária

Internauta: Meu marido passa horas vendo pornografia na internet e depois me procura querendo sexo. O uso da internet ajuda ou atrapalha?

Dr. Christian Ferraz: O uso da internet pode auxiliar no aprendizado da sexualidade, mas é preciso ter cuidado porque muitos sites mostram cenas que não são reais, ou até são, sim, mas são cenas com atores preparados para essas situações; casais com problemas de disfunção sexual podem se sentir diminuídos com tais encenações sexuais. Eu digo que a internet pode ajudar, mas o uso excessivo atrapalha. Nos preocupamos com maconha, cocaína e outros tipos de drogas ilícitas, mas a internet pode ser a pior de todas elas. A grande droga do milênio é a internet, tornando-se uma doença. Intitulei essa doença de “internetite”. Respondo a você que a internet vem para o bem, mas vem para o mal também, é preciso usar com moderação.

Internauta: A ejaculação precoce prejudica a relação conjugal?

Dr. Christian Ferraz: A ejaculação precoce é uma situação em que o homem não consegue dar prazer a sua companheira, simplesmente porque, ao início da relação, ele pode ejacular. É preciso entender que o individuo que sofre com ejaculação precoce, tem ereção normalmente, mas tem sérios problemas com a adaptação sexual. Caro internauta, ejaculação precoce tem tratamento. Para nós homens o prazer se dá de forma diferente da mulher; na mulher a resposta sexual é mais lenta; o homem precisa “assoprar” para que o “fogo” feminino chegue ao clímax, para que ela, então, sinta prazer. Depois disso é que se deve pensar no prazer masculino. Não se preocupe, procurando um especialista, o problema será resolvido, mas é preciso deixar de lado o preconceito e se cuidar.

Dr. Christian Ferraz é Médico Pós-graduado em Ginecologia e Obstetrícia com título de especialista brasileiro pela FEBRASGO – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Pergunte ao doutor: o que é mioma?

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PERGUNTA: O que é?

Tumor benigno que acomete cerca de 50 % das mulheres em idade reprodutiva.PERGUNTA:O que pode causar o seu aparecimento?Os miomas parecem ter origem em alterações genéticas, por isso é comum observar a manifestação do problema em mulheres de uma mesma família. Os miomas são mais freqüentes entre mulheres de raça negra. Entre as mulheres de uma mesma família que tem tendência a desenvolver miomas a ocorrência é duas vezes maior entre parentes de primeiro grau. Seu aparecimento está associado a atividade dos estrogênios ( hormônio feminino), daí o mioma normalmente diminuir ou desaparecer após a menopausa, período em que há redução drástica na produção dos estrogênios.PERGUNTA:Quais são os sintomas mais comuns associados aos miomas?A queixa de sangramento vaginal anormal é o sintoma mais comum, acompanhada de aumento do fluxo ou do número de dias de menstruação, ou de menstruações com intervalos curtos e sangramentos fora do período menstrual normal. Pode também ocorrer cólica menstrual e, nos casos de mioma muito desenvolvido, pode haver aumento do volume abdominal. A grande maioria das pacientes não apresenta nenhum sintoma.

PERGUNTA: O que pode causar o seu aparecimento?
Os miomas parecem ter origem em alterações genéticas, por isso é comum observar a manifestação do problema em mulheres de uma mesma família. Os miomas são mais freqüentes entre mulheres de raça negra. Entre as mulheres de uma mesma família que tem tendência a desenvolver miomas a ocorrência é duas vezes maior entre parentes de primeiro grau. Seu aparecimento está associado a atividade dos estrogênios ( hormônio feminino), daí o mioma normalmente diminuir ou desaparecer após a menopausa, período em que há redução drástica na produção dos estrogênios.
PERGUNTA: Quais são os sintomas mais comuns associados aos miomas?
A queixa de sangramento vaginal anormal é o sintoma mais comum, acompanhada de aumento do fluxo ou do número de dias de menstruação, ou de menstruações com intervalos curtos e sangramentos fora do período menstrual normal. Pode também ocorrer cólica menstrual e, nos casos de mioma muito desenvolvido, pode haver aumento do volume abdominal. A grande maioria das pacientes não apresenta nenhum sintoma.
PERGUNTA: O mioma pode causar infertilidade?
Em apenas 5% dos casos o mioma uterino é causa de infertilidade.
PERGUNTA: É verdade que o mioma pode aumentar durante uma gravidez?
Existe a chance de crescimento do mioma na gravidez, de fato, por causa das modificações hormonais e do aumento d vascularização do útero que ocorre durante a gestação.
PERGUNTA: Posso ter alguma complicação na gravidez por causa de um mioma?
As complicações eventuais dependem do tamanho e da localização do mioma. Entre os tipos de complicações se destacam o abortamento espontâneo, no início da gestação, a possibilidade de parto prematuro ou de descolamento de placenta.
PERGUNTA: Qual é o tratamento indicado para o mioma?
O tratamento pode ser clínico, por meio de medicação ou cirúrgico. O tratamento clínico é indicado para melhorar os sintomas, quando estes estão presentes e, em alguns casos , para diminuir o volume do mioma. Quando o tratamento clínico não controla o sangramento uterino anormal ou quando o volume do útero é muito grande, o tratamento cirúrgico de retirada do mioma é o mais indicado. Mas este deve sempre levar em conta o desejo futuro de gravidez da mulher.
PERGUNTA: Qual a possibilidade de engravidar com mioma ou útero invertido?
Em ambos os casos há possibilidade de engravidar. Nos casos de mioma uterino, a mulher pode desenvolver uma gestação de alto risco dependendo do tamanho do tumor benigno.

PERGUNTA: O mioma pode causar infertilidade?

Em apenas 5% dos casos o mioma uterino é causa de infertilidade.

PERGUNTA: É verdade que o mioma pode aumentar durante uma gravidez?Existe a chance de crescimento do mioma na gravidez, de fato, por causa das modificações hormonais e do aumento d vascularização do útero que ocorre durante a gestação.

PERGUNTA: Posso ter alguma complicação na gravidez por causa de um mioma?As complicações eventuais dependem do tamanho e da localização do mioma. Entre os tipos de complicações se destacam o abortamento espontâneo, no início da gestação, a possibilidade de parto prematuro ou de descolamento de placenta.

PERGUNTA: Qual é o tratamento indicado para o mioma?

O tratamento pode ser clínico, por meio de medicação ou cirúrgico. O tratamento clínico é indicado para melhorar os sintomas, quando estes estão presentes e, em alguns casos , para diminuir o volume do mioma. Quando o tratamento clínico não controla o sangramento uterino anormal ou quando o volume do útero é muito grande, o tratamento cirúrgico de retirada do mioma é o mais indicado. Mas este deve sempre levar em conta o desejo futuro de gravidez da mulher.

PERGUNTA: Qual a possibilidade de engravidar com mioma ou útero invertido?Em ambos os casos há possibilidade de engravidar. Nos casos de mioma uterino, a mulher pode desenvolver uma gestação de alto risco dependendo do tamanho do tumor benigno.

TPM: TRATAMENTOS E CUIDADOS

Por se tratar da TPM, não existe um tratamento específico, já que os sintomas variam muito de intensidade para cada mulher. Entretanto, há medidas que aliviam os sintomas.

O melhor caminho para o tratamento da TPM é consultar um médico ginecologista e descrever para ele todos os sintomas que a mulher sente antes e depois da menstruação. O melhor medicamento é o que, sozinho ou associado, reduza os sintomas.

Como essa síndrome está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional, que suspende a ovulação. Nos Estados Unidos, a FDA (Órgão Regulatório dos Estados Unidos) aprovou a pílula com drospirenona e etinilestradiol, para mulheres que têm sintomas de TPM e desejam anticoncepção hormonal.

Já nos casos graves de síndrome disfórica pré-menstrual, é necessária uma medicação mais específica. Atualmente, o tratamento usado com melhores resultados são os antidepressivos. Estudos recentes mostram que essa medicação usada na menor dose possível e durante a fase de tensão pré-menstrual tem melhorado muito a qualidade de vida das mulheres que experimentam essa disfunção. Também nesses casos a pílula anticoncepcional com drospirenona e etinilestradiol pode ser usada.

só para mulheres

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Criamos a categoria “Só Para Mulheres”, onde você poderá interagir contando suas experiências com filhos, saúde, relacionamentos, tirando dúvidas, relatando histórias de superação, dando suas dicas de beleza, enfim… a categoria é “Só Para Mulheres”. Converse com a gente. Venha fazer parte do nosso universo feminino. Frequentemente, estaremos trazendo especialistas de diversas áreas para tirar dúvidas sobre saúde, estética, sexualidade, comportamento e muitas outras áreas. A categoria está no topo do site. Seja bem-vinda. Comente à vontade.

Pergunte ao Doutor

Participe você também. Envie sua pergunta.  Dr. Christian Ferraz é Médico Pós-graduado em Ginecologia e Obstetrícia com título de especialista brasileiro pela FEBRASGO – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Este Chat é Patrocinado por: IAM – Instituto de Assistência a Mulher – Ultrassom 3D e 4D. A mais alta tecnologia a serviço da vida. Venha viver essa alegria.

Internauta diz: Durante a relação sexual, há riscos de a mulher engravidar com o líquido que é liberado antes da ejaculação?

Dr. Christian Ferraz diz: Sim. Esse risco não é tão grande, mas existe. A mulher que não está pensando em engravidar, não pode correr esse risco. Além disso, há um risco ainda maior, que é o contágio de doenças sexualmente transmissíveis. É muito melhor a proteção pelo preservativo, porque previne a gravidez indesejada e doenças.

Internauta diz: É possível engravidar enquanto a mulher estiver menstruada?

Dr. Christian Ferraz diz: Se houver certeza de que aquele sangramento que a mulher apresenta é uma menstruação real, não há riscos de engravidar. Mas nem todo sangramento vaginal que a mulher apresenta é menstruação. A mulher pode ter menstruado há alguns dias, e 15 dias depois ter um sangramento e achar que está menstruada de novo. Assim, acaba tendo uma relação sexual sem proteção. Esse sangramento que pode ocorrer 15 dias após, é chamado de privação hormonal, que é uma descamação da cavidade endometrial leve, e é na verdade, o período mais fértil da mulher. Então, pensar em menstruação como forma de evitar gravidez não é válido, assim como a tabelinha.

Sexo: dúvidas constrangedoras respondidas numa boa

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Os especialistas Fátima Protti e Théo Lerner colocam um ponto final nas questões mais íntimas das leitoras

Sabe aquelas perguntas chatas que a gente não costumar ter coragem de perguntar para o médico? Reunimos quatro delas nessa coluna especial, que conta com a participação do ginecologista e terapeuta sexual Théo Lerner.

É normal soltar ar pela vagina após (ou durante) a relação sexual?
É normal e perfeitamente comum. Isso porque durante os movimentos de entrada e saída do pênis o ar pode ficar preso na cavidade vaginal e, ao término do coito, esse ar passa a ser liberado. Algumas posições favorecem essa ocorrência, como “de quatro”, por exemplo.

Faz mal transar menstruada? Interfere na cólica?
Fazer sexo durante a menstruação não provoca nenhum dano direto à saúde. Entretanto, o rompimento dos vasos sanguíneos da camada interna do útero deixa a mulher mais vulnerável às infecções sexualmente transmissíveis. O preservativo, que deve ser usado sempre, se torna ainda mais importante nesse período. Quanto à cólica, tudo depende da sensibilidade da mulher. Algumas substâncias presentes no esperma, em especial as prostaglandina, podem aumentar as cólicas em mulheres sensíveis – e a camisinha mais uma vez exclui essa possibilidade.

Como fazer sexo anal com higiene?
No sexo anal existe o risco de contato com as fezes depositadas no reto, que é a parte final do intestino, por isso a preocupação com a higiene é muito importante. Esvaziar o reto antes de praticar sexo anal pode diminuir os riscos de uma possível infecção causada pelo contato indesejável. Fazer uso de lavagem intestinal antes do sexo é muito importante, e o lubrificante a base de água pode ser uma boa pedida. E o mais importante: a camisinha é fundamental.

Fazer xixi é sempre um drama após a transa, eu sinto minha vagina arder por algum tempo. O que acontece comigo?
Primeiramente é preciso detectar se o ardor está na uretra ou vagina, pois são canais diferentes. Sendo na vagina, ele pode ser causado pelo atrito do pênis durante os movimentos de entrada e saída da vagina – o que ocasiona certa escoriação, e a lubrificação insuficiente também contribui para isso. Nesse caso, um gel lubrificante pode resolver o problema facilmente. Outras possibilidades nos dois casos: inflamações, infecções, corrimentos e bactérias. Daí só um ginecologista poderá ajudar receitando o tratamento adequado.

Fonte: “delas.ig”

Mulher é Mais Vulnerável às DSTs

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A mulher é mais vulnerável a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) do que o homem, de acordo com o presidente da Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, Fernando Aguiar.

”A anatomia feminina é um receptáculo, a vagina é mais úmida que o pênis. A uretra feminina também é mais curta, o que facilita a entrada de germes, além de ser próxima a duas cavidades, o ânus e a vagina”, explica ele. O ginecologista Frederico Perboyre acrescenta que a higiene do pênis também se torna mais fácil por ser um órgão exteriorizado.

O ginecologista Sérgio dos Passos Ramos considera que a mulher transmite mais que o homem as DSTs por não fazer facilmente o diagnóstico. “No homem, a maioria dos problemas se manifesta claramente e ele logo identifica. Na mulher, podem ficar mais escondidos.”

As DSTs são transmitidas por meio do contato sexual, que não se resume à penetração do pênis na vagina. De acordo com o ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, essas doenças podem ser transmitidas em todo o contato do pênis com a vagina, com a vulva (parte externa da vagina), com o ânus ou com a boca. Portanto, não é necessária ejaculação para contaminação por vírus e bactérias. Qualquer contato sexual pode transmitir doenças como AIDS e HPV. Daí a importância do preservativo em toda relação sexual.

Entrevista retirada do Jornal O Povo

Mitos e verdades sobre mioma

Os médicos não conseguem precisar ainda as causas do aparecimento do mioma, tumor benigno do útero que acomete mulheres em idade fértil – ou seja, dos 16 aos 55 anos, aproximadamente.

Mas existem fatores predisponentes. O problema é mais comum entre mulheres que ainda não tiveram filhos; naquelas cujas familiares (mãe, avó, tia materna) foram diagnosticadas com mioma; mulheres obesas (IMC acima de 30) ou da raça negra.

Os sintomas são facilmente confundidos com outras doenças ou até com alterações do ciclo menstrual. Sinais como aumento repentino do fluxo menstrual, aumento do volume abdominal sem necessariamente existir ganho de peso, aumento na frequência urinária e dificuldade para engravidar (tentativas que passam de um ano) devem ser investigados.

Tire agora suas dúvidas sobre o problema, entendendo o que é mito e o que é verdade.

Mioma é um problema comum entre as mulheres
Verdade. Acomete até 80% das mulheres em idade fértil. Mas nem todas desenvolvem quadros mais complicados. Apenas 30% apresentam sintomas e necessitam atenção especial para tratamento.

Mioma só aparece em mulheres mais velhas
Mito. É mais comum em mulheres a partir dos 35 anos, mas as mais jovens também podem ter.

Mioma pode levar ao câncer
Mito. Trata-se de um tumor benigno e não se transforma em maligno. Nem existe nada que comprove que o mioma aumente as chances de câncer do útero ou em outros órgãos.

Mioma deve ser sempre tratado
Mito. Segundo os especialistas, ele só deve ser tratado quando desenvolve sintomas. Mas é importante o acompanhamento anual – consulta e exames – com um ginecologista.

Mioma leva à infertilidade
Em termos. Não são todos os tipos, mas alguns podem levar à infertilidade. Entre eles os localizados na cavidade uterina e na parede do útero.

Depois de tratado o mioma, a mulher pode engravidar
Verdade. O tratamento aumenta as chances de a mulher engravidar. Mas nunca será igual como se ela nunca tivesse tido o problema.

Mioma sempre resulta na retirada do útero

Mito. Atualmente existem técnicas eficazes de tratamento que preservam o útero. Estudos apontam que em 99% dos casos é possível manter o órgão intacto.

Existem tratamentos não cirúrgicos para o mioma
Verdade. Além de medicamentos para controlar o tamanho e os sintomas do mioma, atualmente existem técnicas não invasivas (ExAblate) ou minimamente invasivas (embolização) para o tratamento.

o que é hpv e como fazer o diagnóstico

HPV, ou Human Papiloma Virus, é um vírus que vive na pele e nas mucosas genitais dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis.

Nos genitais existem duas formas de manifestação clínica.

1.    As verrugas genitais que aparecem na vagina, pênis e ânus.
2.    Existe outra forma, que é microscópica, que aparece no pênis, vagina e colo de útero.

HPV Papiloma vírus humano HPV Papiloma vírus humano

Trata-se de uma infecção adquirida por meio de contato sexual. É altamente contagiosa e a melhor prevenção é o uso de “camisinha”.

O mais importante nessa doença é que existe uma associação entre alguns grupos de papilomavírus e o câncer de colo de útero.

Seu diagnóstico de suspeita é feito por meio do papanicolaou ou da colposcopia, e o diagnóstico de certeza é feito por meio de biópsia da área suspeita.

Existem também exames que identificam o tipo do vírus e se estes são cancerígenos.

O tratamento do HPV é por destruição química ou física das lesões sempre indicado e realizado por médico especialista.

O papilomavírus ou human papiloma virus pode se alojar tanto no colo do útero como na vagina e na vulva.

Na vulva ele causa a doença chamada condiloma genital ou popularmente conhecida no Brasil como “crista de galo”.

Na vagina e no colo do útero ele normalmente se apresenta com lesões microscópicas que só podem ser descobertas por meio do exame de papanicolaou ou a colposcopia.

O hpv no homem ele pode se manifestar por verrugas no pênis ou de maneira microscópica.

É muito importante que o parceiro seja encaminhado para exame com um urologista para procura de lesões e tratamento, se forem encontradas.

DIFICULDADE PARA ENGRAVIDAR

Estima-se que dois em cada dez casais têm dificuldade para engravidar. Em média, o problema se divide em 30% para causas femininas, 30% masculinas, 30% em ambos os sexos e 10% para motivos indeterminados. Vários fatores podem determinar tal diagnóstico – só confirmado depois de um ano de tentativa. Até lá, manter a boa saúde e ter tranquilidade são medidas que valem ouro.

Tanto para a mulher quanto para o homem, a idade é fator preponderante. No primeiro caso, as chances de reprodução diminuem a partir dos 35 anos. Aos 40, a mulher tem 8% da capacidade reprodutiva; aos 43, 1%”. Já no caso masculino, a alteração na qualidade do sêmen começa aos 40 anos.

Distúrbios de ovulação (como a síndrome do ovário policístico, obstruções na trompa (como endometriose), doenças sexualmente transmissíveis (como gonorreia), genética (falência ovariana, por exemplo), doenças imunológicas (como inflamação da tireoide) e outras causas menos comuns (como inflamação no colo do útero) são algumas das razões que levam ou podem levar à infertilidade feminina. A endometriose, como doença isolada, atinge 50% das pacientes inférteis.

Para a fertilidade masculina a varicocele é uma das principais vilãs. Nela, as veias dos testículos se dilatam e aumentam de temperatura, o que atrapalha o processo de espermatogênese. O resultado são espermatozoides de baixa qualidade (que necessitam de uma temperatura menor que a corporal). A doença, no entanto, não significa infertilidade. Mas pode colaborar para tal.

O que também se tem observado nos últimos dez anos é uma relação entre obesidade e infertilidade, aponta o médico do São Luiz. Nas mulheres, ela interfere na ovulação e ainda pode levar ao desenvolvimento de hipotiroidismo, diabete e síndrome do ovário policístico, entre outros males. Todas as causas endócrinas que levam à infertilidade acontecem com mais frequência na paciente obesa. Para os homens, os quilos a mais alteram negativamente a produção de espermatozoide.

Álcool em excesso, o uso de drogas e o tabagismo são outras barreiras. Há tempos o trio foi relacionado à impotência – fator que interfere diretamente na qualidade da relação sexual do casal e, consequentemente, na dificuldade de a mulher engravidar. Além disso, alguns estudos apontam o seu efeito negativo no processo de espermatogênese e na produção do óvulo.

Até a poluição influencia. Segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), gasolina e diesel liberam metais pesados capazes de deixar o espermatozoide mais lento, e também aumentam os níveis de radicais livres (moléculas responsáveis pelo envelhecimento precoce das células) no sêmen. De acordo com a pesquisa, isso faria com que os testículos identificassem o espermatozoide como uma célula invasora, destruindo-a. Resultado: sêmen de baixa qualidade. A questão ambiental também se aplica à mulher.

Quanto ao anticoncepcional, ele não causa a infertilidade. Atualmente, algumas mulheres deixam para engravidar depois dos 35 anos. Enquanto isso, usam contraceptivo. Quando decidem ter o bebê, os óvulos já não trabalham com a mesma eficiência, dificultando a gravidez. Daí, culpam a pílula. A pessoa está sofrendo pela idade, não pela pílula.

Outra confusão que os leigos às vezes fazem é entre esterilidade e infertilidade. Na verdade, o primeiro termo é considerado antigo pela classe médica. Ele define a pessoa que não vai conseguir ter filhos, seja em razão da idade ou de outros fatores. Na infertilidade, considera-se o casal que está tendo dificuldade para engravidar, mas pode atingir o objetivo com o devido tratamento.

Ansiedade atrapalha na reprodução? Ela colabora, mas como coadjuvante. No entanto, um estudo elaborado na Universidade de Oxford, na Inglaterra, foi além. A pesquisa revelou que, sob esse estado, o organismo feminino libera um hormônio chamado alfa-amilase. Em excesso, ele influencia o sistema nervoso simpático, acelerando o funcionamento de vários órgãos. Essa sequência de fatores, segundo o experimento inglês, ativa um mecanismo que desestimula a capacidade reprodutiva. A saída? Simples: muita calma nessa hora.

Infertilidade

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Os exames realizados no casal identificam as principais causas de infertilidade.

Das causas de infertilidade, 30% são de causa masculina, 30% de causa feminina, 30% são de causa feminina e masculina e 10% de causas indeterminadas.

Em 30% dos casos, ambos os membros do casal têm problemas.

Após identificadas as causas, será proposto ao casal um plano de tratamento.

Aproximadamente dois em cada dez casais têm dificuldade de engravidar. É muito importante que esse casal procure assistência médica especializada.
O médico que cuida desses casos é chamado no Brasil de especialista em Reprodução Humana.
O primeiro passo do médico ou da clínica especializada é realizar exames no casal procurando as causas da baixa de fertilidade. Costuma-se chamar isso de Pesquisa básica de fertilidade.
É fundamental que o casal procure o médico conjuntamente e que os exames sejam feitos no casal. Tal fato se justifica por dois motivos:
•    Primeiro, pela oportunidade do especialista discutir o planejamento da pesquisa e depois do tratamento com o casal.
•    Segundo, pela possibilidade de ambos terem problemas de fertilidade.
É um absurdo o tratamento de apenas um membro do casal sem conhecer se o outro tem capacidade reprodutiva plena.
A pesquisa básica de fertilidade mostra as causas da infertilidade.

Aproximadamente dois em cada dez casais têm dificuldade de engravidar. É muito importante que esse casal procure assistência médica especializada.
O médico que cuida desses casos é chamado no Brasil de especialista em Reprodução Humana. O primeiro passo do médico ou da clínica especializada é realizar exames no casal procurando as causas da baixa de fertilidade. Costuma-se chamar isso de Pesquisa básica de fertilidade.
É fundamental que o casal procure o médico conjuntamente e que os exames sejam feitos no casal. Tal fato se justifica por dois motivos:•    Primeiro, pela oportunidade do especialista discutir o planejamento da pesquisa e depois do tratamento com o casal.•    Segundo, pela possibilidade de ambos terem problemas de fertilidade. É um absurdo o tratamento de apenas um membro do casal sem conhecer se o outro tem capacidade reprodutiva plena.A pesquisa básica de fertilidade mostra as causas da infertilidade.

Pergunte ao doutor: a endometriose afeta as minhas chances de engravidar?

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Pode afetar, mas não necessariamente deixará a mulher infértil.

A endometriose é mais frequente nas mulheres inférteis porque afeta a liberação dos óvulos e, nos casos mais graves, bloqueia a passagem deles pelas tubas uterinas. No entanto, não é correto dizer que quem sofre da doença não pode dar à luz; às vezes a gravidez pode até mesmo suspender alguns sintomas da doença.

As mulheres que desejam engravidar e sofrem de endometriose devem conversar com um ginecologista ou obstetra, que será capaz de indicar os tratamentos necessários e avaliar as chances de a gestação ser bem-sucedida.

Ginecologista de Plantão

Dr. Christian Ferraz presidiu a conferência vitalidade fetal com a maior autoridade brasileira no assunto o professor Marcelo zugaib.‏



Pode ter relações sexuais durante a gravidez?

Sexo durante a gravidez pode

Grávidas podem ter relações sexuais normalmente. O sexo está liberado durante todo o período da gravidez para as mulheres com gestação normal. A gestante só deve evitar relações sexuais caso tenha algum problema específico, mediante orientação médica.

Algumas das complicações que podem comprometer a vida sexual durante a gravidez são: ameaça de abortamento, trabalho de parto prematuro, placenta baixa e o período final da gravidez, quando o colo do útero começa dilatar. Se houver cólicas ou sangramento, procure o obstetra pré-natalista antes de retomar as atividades sexuais.

Sobre esse tema, ouça a Rádio Saúde com Dr. Christian Ferraz:


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É fundamental que a grávida não se sinta rejeitada pelo marido. Com o decorrer da gestação provavelmente também será necessário adaptar as posições, para que a barriga não atrapalhe durante a relação.

tratamento da dismenorreia primária

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tratamento da dismenorreia primária é à base de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Esses medicamentos bloqueiam as prostaglandinas e, portanto, bloqueiam a dor.

É muito importante que esses medicamentos sejam tomados logo ao primeiro sinal de menstruação ou dor (o que vier primeiro), para evitar a formação aumentada das prostaglandinas.

Apesar de muito eficazes, alguns grupos de anti-inflamatórios podem atacar o estômago e intestinos, mas já existem grupos desse tipo de medicamento em que esse efeito é minimizado.

No caso da dismenorreia secundária, também os AINEs podem ser utilizados, mas é importante que a causa da cólica seja estabelecida para se fazer o tratamento eficaz.

Uma medicação que também pode ser usada é a pílula anticoncepcional.

Tratamentos alternativos também têm um bom resultado, mas devem ser orientados pelo seu médico.

Mas, lembre-se, como a cólica é uma manifestação regular do organismo feminino, não existe doença, não existe cura, portanto, os sintomas melhoram muito somente enquanto a medicação for usada.

Clamídia

Por que aparece
A bactéria chamada Chlamydia trachomatis passa de uma pessoa a outra durante uma relação sexual. Um bebê pode infeccionar-se durante o parto em razão de infecção no canal vaginal e a doença pode causar infecção nos olhos e pneumonia no recém-nascido.

Diagnóstico
Cerca de 75% das mulheres e 50% dos homens não apresentam sintomas de infecção por clamídia. É por isso que muitas pessoas infectadas permanecem sem tratamento e, com isso, continuam a espalhar a doença. Em mulheres, os sintomas podem ser um corrimento esbranquiçado pela vagina, acompanhado de coceira, e dor na relação sexual. Nos homens pode aparecer uma secreção anormal pelo pênis. Ambos os sexos podem apresentar uma sensação de queimação ao urinar. Como muitas vezes a clamídia é assintomática, o médico irá detectar o risco de ter a doença pelo histórico sexual. A confirmação do diagnóstico se dá pela presença de sintomas, por um exame de urina e do corrimento (ou secreção no homem).

Riscos
É uma infecção contagiosa. Qualquer pessoa infectada deve abster-se de relacionamentos sexuais até a doença ser erradicada. Na mulher, se não tratada, pode causar gravidez tubária, partos prematuros e até levar à infertilidade.

Tratamento
Uma vez diagnosticada a clamídia, o médico receitará antibiótico. O parceiro sexual deve ser tratado também.

Quando procurar o médico
Homens e mulheres sexualmente ativos deveriam visitar o médico com frequência e fazer os exames de rotina, mesmo que não apresentem nenhum sintoma de DST. A suspeita por clamídia deve ser investigada na presença dos sintomas.

Prevenção
Por ser uma doença sexualmente transmissível e de difícil identificação, pratique sempre sexo seguro.