Arquivo da categoria: Doenças Femininas

Aborto Espontâneo

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Por que aparece
As razões para que ocorra um aborto espontâneo são várias e, na maioria das vezes, a causa não pode ser identificada. No primeiro trimestre da gravidez a causa mais comum é uma anormalidade cromossômica, ou seja, há algo errado com os cromossomos do feto. Isso se deve, geralmente, a um óvulo ou esperma defeituoso ou a um problema no momento em que o zigoto inicia seu processo de divisão celular. Outras causas para o aborto espontâneo incluem:

  • Problemas hormonais, infecções ou distúrbios de saúde da mãe;
  • Estilo de vida: fumo, má nutrição, excesso de cafeína, exposição à radiação ou substâncias tóxicas;
  • No caso de inseminação artificial, a implantação do óvulo fecundado pode não ter acontecido de forma adequada;
  • Idade da mãe;
  • Trauma.

Diagnóstico
O primeiro sinal é um sangramento uterino, que pode vir acompanhado de cólicas. O segundo, em geral, são dores na parte baixa do abdome (devido à abertura do canal cervical). O médico pode fazer um exame físico e pedir um ultrassom para verificar as condições do útero.

Riscos
Um aborto normalmente não representa risco para a saúde da mulher, a menos que tenha sido incompleto, ou seja, que tecidos tenham permanecido no útero.

Tratamento
O propósito principal de um tratamento durante ou após um aborto espontâneo é conter ou evitar hemorragia e/ou infecções. Quanto mais no início da gravidez, maiores as chances do corpo expelir todo o tecido fetal, dispensando assim a necessidade de algum procedimento médico para limpar o útero. Se durante o tratamento ocorrer um sangramento, deite-se imediatamente e fale com seu médico. Após um caso de aborto, as chances de ter uma nova gestação normal são de cerca de 90%.

Quando procurar o médico
Caso ocorra algum dos sintomas abaixo, a mulher grávida deve procurar o médico:

  • Forte dor nas costas;
  • Perda de peso;
  • Corrimento levemente avermelhado;
  • Contrações dolorosas, ocorrendo a cada 5 a 20 minutos;
  • Sangramento, com ou sem cólica (de 20 a 30% das mulheres grávidas podem ter sangramentos no início da gestação e cerca de 50% delas têm uma gravidez normal);
  • Ausência dos sintomas de gravidez.

Prevenção
Muito pouco pode ser feito se o problema estiver relacionado a malformações fetais. No entanto, é fundamental cuidar bem da saúde antes de engravidar. Isso inclui atividade física regular, dieta equilibrada, não fumar, controlar o estresse e cuidar do peso. Durante a gestação, é importante evitar quedas e impactos na barriga, não fumar e ficar longe de fumantes, não ingerir bebida alcoólica, limitar o consumo de cafeína, não praticar exercícios de alto impacto, evitar ambientes de risco e tomar medicamentos apenas com indicação médica.

Hipotireoidismo é mais comum após os 40

Vamos explicar por que a queda na produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4 acomete principalmente quem já passou dos 40 anos.
Qual é a prevalência do hipotireoidismo entre as mulheres que já completaram quatro décadas de vida?
Uma pesquisa feita pela Associação Americana dos Endocrinologistas Clínicos mostra que nos Estados Unidos uma em cada quatro mulheres examinadas por causa de queixas relacionadas com a aproximação da menopausa recebem diagnóstico de hipotireoidismo depois de fazer os exames. Um recente levantamento feito no Rio de Janeiro revelou que a prevalência do hipotireodismo variou de 9,4% em mulheres por volta de 40 anos a 19,1% naquelas acima de 75 anos.
Por que quem está  faixa dos 40 anos tem mais chance de ter hipotireoidismo?
Isso tem  a ver com as alterações hormonais típicas do climatério, que começam justamente nessa faixa etária.
É comum haver confusão dos sintomas do hipotireoidismo com os da menopausa?
Sim, pois eles são semelhantes, como cansaço, depressão, confusão mental, perda da memória, falta de disposição, alterações no humor, na libido e na pele, queda capilar, insônia, ansiedade, nervosismo e ganho de peso.
Como identificar o hipotireoidismo nessa faixa etária?
Da mesma forma que nas outras fases da vida, ou seja, por meio do exame clínico, com avaliação de sintomas e sinais, e da dosagem do hormônio TSH.
O que fazer para não ser pega de surpresa?
O ideal é que  as mulheres que estão na fase do climatério incluam a avaliação da função tireoidiana em seus exames de rotina.

Sífilis ainda é ameaça à saúde da mãe e do bebê

Número de gestantes com a doença no País não diminui, apesar de existirem tratamento e formas de prevenção

As pesquisas que tentam contar a origem das doenças na humanidade mostram que a sífilis é uma das mais antigas – esta doença sexualmente transmissível existe no mundo há pelo menos cinco mil anos.

Embora exista tratamento – e prevenção, com o uso do preservativo – a doença resiste no cenário atual e é particularmente prejudicial ao sexo feminino, pois pode ser transmitida para o bebê.

Os últimos dados do Ministério da Saúde mostram que, anualmente, são 937 mil novos casos de mulheres infectadas, suscetíveis às feridas na região da vagina, inflamações nas mucosas e, em casos mais graves complicações cardíacas e cerebrais.

Além dos prejuízos à mulher, em caso de gravidez, a doença pode ser transmitida para o feto, situação chamada de sífilis congênita. As crianças já nascem com complicações de saúde e, muitas vezes por falta de informação, ficam longe das estatísticas e do tratamento.

O acompanhamento feito pelo Programa Nacional de DST e Aids mostra que o número de grávidas com sífilis é crescente no País. Em 2007, foram confirmados 6.673 casos de gestantes com a doença, número que subiu para 7.584 em 2008 e terminou em 2009 com 8.737 registros. Os dados parciais de 2010 – referentes até o mês de junho – mostram 3.847 mulheres contaminadas pela DST.

Ao mesmo tempo em que o aumento de casos pode refletir uma melhor notificação por parte dos serviços de saúde – o Ministério da Saúde lançou há quatro anos um plano de erradicação da sífilis congênita – outros dois levantamentos apontam para a fragilidade do sistema na intervenção precoce do problema, o que evitaria a complicação dos casos e a transmissão de mãe para o filho (chamada de vertical).

Pré-natal falho

Um trabalho publicado este ano no Caderno de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz, feito com grávidas do Ceará, indicou que apenas 5,2% delas tiveram atendimento adequado para prevenir a sífilis congênita.

O acompanhamento de 58 gestantes mostrou ainda que nenhuma fez o segundo exame para a detecção de sífilis, ferindo as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde de ao menos três coletas durante o pré-natal.

Em 88% dos casos, apesar de 89% terem parceiro fixo durante a gravidez, o parceiro não foi convocado para fazer testagens e, em caso de diagnóstico sífilis, começar o tratamento.

Rotina falha

Se no pré-natal as mulheres não recebem orientação adequada, quando elas procuram os médicos para fazer os exames de rotina a abordagem também é falha. A pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro, divulgada pelo Ministério da Saúde em 2009, mostrou que 9,8% das pessoas do sexo feminino entre 15 e 64 anos relataram já ter tido uma DST na vida.

Destas mulheres, 54% receberam orientação de usar camisinha por parte dos profissionais de saúde, mas só 22,5% foram orientadas a fazer o teste da sífilis, o que indica que 77,5% ficaram de fora desta avaliação médica.

Biópsia do endométrio ajuda tratamento de reprodução assistida

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Uma pesquisa brasileira sugere que realizar uma biópsia de endométrio em mulheres que estão em tratamento de reprodução assistida aumenta as chances de sucesso da gravidez. A técnica, descrita pela primeira vez em 2003, ainda é considerada controversa.

A biópsia de endométrio é um procedimento invasivo, que dura cerca de dez minutos, e geralmente é indicado para diagnóstico de câncer ou de infertilidade. O uso da técnica para tentar aumentar taxas de gravidez foi descrito em 2003 por médicos israelenses e, desde então, ainda não se sabe ao certo qual é o mecanismo que estaria envolvido.

O estudo brasileiro é resultado de uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e foi conduzido pelo médico Fernando Prado Ferreira no Centro de Reprodução Humana do Hospital Santa Joana – maternidade particular da cidade.

O objetivo inicial do estudo era descobrir se, ao realizar a biópsia de endométrio antes do ciclo de fertilização, ubstâncias que poderiam ou não facilitar no processo de implante do embrião. Para isso, Ferreira analisou 98 mulheres, com idade média de 33 anos, que tentavam o primeiro ciclo de fertilização: 49 delas fizeram a biópsia e 49 não.

Segundo Ferreira, não foi possível correlacionar a taxa de gravidez com as substâncias analisadas, mas, por acaso, ele percebeu que a taxa de sucesso de gravidez foi cerca de 40% maior nas mulheres que fizeram a biópsia antes do ciclo. Os resultados da pesquisa serão apresentados em julho no 27.º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pílula faz crescer risco de infecção pelo HIV

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Mulheres infectadas com o HIV têm quase o dobro de chance de transmitir o vírus se estiverem usando métodos contraceptivos hormonais. Já as mulheres sem o vírus que utilizam os mesmos métodos correm mais risco de serem contaminadas. O estudo, desenvolvido na Universidade de Washington, foi divulgado ontem na 6.ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS), em Roma.

A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países da África – Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injeção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.

Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injeções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.

Segundo os pesquisadores, não havia diferenças significativas no uso de camisinha ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os pesquisadores, não há dados suficientes que indiquem o motivo de os hormônios aumentarem o risco de contaminação.

Mitos Sobre as Causas do Câncer de Mama

Aqui você pode conferir alguns mitos e riscos incertos das causas do câncer de mama.

- Agrotóxicos nos alimentos – não existe associação comprovada entre uso de agrotóxicos e câncer de mama. Também não há associação comprovada entre câncer de mama e cigarro, mas como o fumo está associado a uma série de outros cânceres (pulmão, boca, pâncreas, bexiga, etc.), problemas cardíacos e derrames, o ideal é procurar um serviço especializado e largar o cigarro.

- Uso de antitranspirantes e uso de sutiãs com suporte metálico – correntes disparadas pela internet disseminaram rumores de que o uso de antitranspirantes causa câncer de mama. Mais recentemente, os sutiãs com suportes metálicos foram alvo de outra corrente. Não existem evidências de que desodorantes e sutiãs causem câncer de mama.

- Aborto – ativistas contrários ao aborto disseminaram a ideia de que o procedimento aumenta o risco de câncer de mama, o que não é verdade. Abortos espontâneos também não elevam o risco de ter câncer de mama.

- Implantes de silicone – implantes de silicone formam cicatriz na mama e podem dificultar a detecção precoce do tumor, bem como a visualização do tecido mamário nas incidências padrões da mamografia. Contudo, não aumentam o risco de câncer.

Saiba o que esperar da vacina anti-HIV

Aids

Uma das doenças que mais preocupou a população brasileira na década de 1980 foi a AIDS, que ainda hoje atinge muitas pessoas não só no Brasil como em todo o mundo. Embora o barulho em torno da doença tenha diminuído com o passar dos anos e das campanhas de massificação focadas em prevenção, ela ainda não tem cura. Mas os cientistas não perdem as esperanças. Nos últimos anos, têm se procurado principalmente uma vacina para combater a AIDS, sendo a mais recente a espanhola, divulgada como mais potente na fase de testes.

Entretanto, o grande desafio desta e de outras vacinas produzidas em todo o mundo é descobrir uma forma de “ensinar” o organismo a combater o vírus da AIDS. “Aqui no Brasil também são testadas vacinas deste tipo, mas a comunidade científica ainda precisa de alguns anos para aperfeiçoar o produto e torná-lo cem por cento eficaz”, esclarece Dr. Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual DST/AIDS.

O que esperar da vacina
Com relação à vacina espanhola, a maior expectativa dos pacientes e das pessoas em geral é que ela combata o vírus e também possa oferecer cura aos já contaminados. De acordo com o Dr. Artur, os testes são realizados para verificar a eficácia do produto e também para saber se, além de evitar o contágio, poderá livrar o organismo do problema.

Divulgado recentemente, um teste com 30 pacientes alcançou bons resultados na melhora da defesa do organismo. “O HIV afeta o sistema imunológico e a vacina espanhola testou alguns voluntários expondo um vírus sintético aos organismos e observando a resposta”, diz Dr. Artur.

O próximo passo é verificar em pacientes que têm AIDS a eficácia da vacina. Segundo Artur, ainda não é possível afirmar um prazo para que este ou outro medicamento saia da fase de testes e entre em circulação. Talvez uma década ainda seja necessária para a finalização dos estudos. Mas, de acordo com ele, o que se espera é um produto eficaz no combate e cura do vírus com preços acessíveis, especialmente para os países onde há grande número de pessoas infectadas.

Fase de testes
A vacina espanhola já passou pelos testes no sistema imunológico. “Ainda passará por outra fase para saber se é efetiva contra o HIV. Por enquanto, não se sabe se ela pode modificar o organismo de quem é portador do vírus”, explica Dr. Artur.

Esta vacina está na fase de testes. Outra, desenvolvida no Brasil, ainda está na fase pré-clínica, ou seja, já obteve respostas nos organismos de animais, mas ainda não chegou à fase de testes em seres humanos.

É importante ressaltar que os testes são seguros, já que nenhum ser humano é exposto ao vírus da AIDS, mas a pequenas quantidades de um vírus sintético, que não contagia o organismo com a doença.

Até o momento, é possível afirmar que os pesquisadores podem continuar os testes com a vacina espanhola, já que 90% dos voluntários desenvolveram defesa estimulando células e anticorpos.

Agência Hélice

Câncer de vulva é sério

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Apesar de ser um problema feminino raro, o câncer de vulva merece atenção especial pelo alto índice de mortalidade: em 30% dos casos leva à morte. Normalmente, seu diagnóstico é muito difícil, já que os sintomas são muitos parecidos com outros problemas ginecológicos comuns, fazendo com que as pacientes demorem a obter o correto tratamento.

O Dr. Jesus de Paula Carvalho, coordenador da ginecologia do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), explica que quanto mais avançado estiver o câncer, maiores as dificuldades de cura, portanto o ideal é que toda mulher vá ao ginecologista com frequência e percebendo algo diferente na vulva, como prurido ou feridas, busque ajuda o mais rápido possível.

Causas
As causas mais comuns do câncer de vulva, segundo Dr. Glauco Baiocchi Neto, diretor de ginecologia do Hospital A. C. Camargo, estão relacionadas a uma doença sexualmente transmissível, o HPV (papiloma vírus humano), ao líquen, que é uma espécie de inflamação na pele ou na mucosa e a uma atrofia da vulva, consequência da idade avançada da maioria das pacientes. Além disso, de acordo com Dr. Jesus, um alto fator de risco é o de mulheres tabagistas, que têm dez vezes mais chances de desenvolver o problema do que as não fumantes.

Sintomas
Este tipo de câncer é mais comum entre mulheres com mais de 50 anos. Os sintomas são coceira excessiva, que não passa mesmo após o uso de medicamentos comuns, além de prurido e pequenas lesões. “Nos casos mais avançados, pode haver ulcerações, mas a dor não é comum”, indica o Dr. Glauco.

Tratamento
De imediato, o médico precisa saber se o câncer está em fase inicial ou não. Quando descoberto no início, costuma atingir somente a pele e o tratamento é mais eficaz. “Mas como a maioria das pacientes é idosa e tende a esconder alguns sintomas, o tempo de descoberta do câncer é de, aproximadamente, seis meses. Nessa fase, costuma estar mais avançado”, alerta Glauco.

Normalmente, é preciso realizar intervenção cirúrgica, além de quimioterapia e radioterapia. Segundo Jesus, como é retirado um pedaço da vulva, onde há células cancerígenas, o procedimento conta com auxílio de uma cirurgia plástica, pois a aparência da região é modificada, o que pode incomodar as mulheres.

Como evitar
Por ser um câncer bastante raro não existe um programa de rastreamento do Ministério da Saúde, por exemplo, mas as mulheres devem estar atentas. Qualquer lesão na região da vulva, esbranquiçada ou com vermelhidão, deve ser motivo para procurar um médico. Irritações crônicas também não devem ser deixadas de lado.

Captura Híbrida no Diagnóstico do HPV

É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A captura híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes de a paciente ter qualquer sintoma.

Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.

Quem deve fazer captura híbrida?

Aquelas pacientes que tiveram um resultado de papanicolaou alterado ou aquelas que, a critério do médico ginecologista, sejam de alto risco para o HPV.

Como devo me preparar para o exame de captura híbrida?

  • Não ter relações sexuais três dias antes do exame.
  • Não estar menstruada.
  • Não ter usado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal na última semana.

Como se colhe o material?
O exame de captura híbrida é muito simples e não causa dor. Segue os mesmos procedimentos que se usa para os outros exames ginecológicos. O médico introduz o espéculo – instrumento utilizado para afastas as paredes da vagina – e, com o auxílio de uma escovinha delicada, coleta amostras de secreção do colo uterino, da vagina ou da vulva. Após o exame, a escovinha é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.

Atenção à endometriose desde cedo

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Tensão pré-menstrual, sangramento e cólicas fazem parte da rotina mensal das mulheres. Do início da puberdade ao climatério, elas convivem com esses e outros fatores ligados às suas funções fisiológicas e reprodutivas. Não bastasse todo o cuidado que um ciclo menstrual acarreta, uma importante parcela das mulheres tem sintomas mais intensos, tão fortes que diminuem drasticamente a qualidade de vida.

Esse grupo, ciente ou não, pode ter endometriose. A doença acontece quando o tecido que reveste a cavidade uterina, o endométrio, se implanta fora do útero. Essa anomalia pode ocorrer superficialmente na cavidade peritonial, nos ovários ou mais profundamente, invadindo órgãos como o intestino e a bexiga. “É bastante frequente hoje. Atinge entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva”, alerta Mauricio Simões Abrão, professor associado do departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE). Abrão trabalha com a patologia desde 1988, quando liderou a criação do Ambulatório de Endometriose da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da USP. No centro, ele e outros profissionais estudam questões genéticas e imunológicas ligadas à doença e no desenvolvimento de novas técnicas para o diagnóstico precoce e não invasivo.

Qual é a importância do diagnóstico precoce da doença?
A endometriose é uma das principais causas de dor pélvica e de infertilidade na mulher. O diagnóstico precoce é fundamental para uma melhor perspectiva terapêutica. A endometriose é evolutiva. Por isso, quanto antes a identificarmos, menor será o número de casos avançados. Estudos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da USP de Ribeirão Preto mostram que o tempo entre o início dos sintomas e a confirmação da patologia é de 7 anos. Dois fatores são responsáveis por tanta demora. O primeiro é resultado da falta de acompanhamento especializado. Isso quer dizer que a paciente passa anos sem procurar o médico, ainda que seu corpo lhe dê sinais periódicos de que algo está errado. Além disso, o médico pode demorar a pensar na possibilidade das queixas relatadas pelas mulheres indicarem a existência da endometriose. Por esses motivos, fazemos campanhas e ações de esclarecimento sobre a etiologia da doença para especialistas e leigos.

O que a doença implica na vida da paciente?
Fica fácil entender como ela prejudica diretamente a qualidade de vida da paciente e sua capacidade de reprodução se entendermos quais são seus sintomas. Os principais sinais são: cólicas menstruais severas; dor durante a relação sexual; dificuldade para evacuar ou urinar durante os períodos de menstruação; e dificuldade para engravidar. Esses sintomas podem coexistir ou, eventualmente, a mulher pode apresentar um ou mais de forma mais intensa. As cólicas, por exemplo, podem ser tão fortes que se tornam incapacitantes, impedindo que a paciente reúna condições mínimas para atividades do dia a dia.

Como uma mulher desenvolve a endometriose?
Existem inúmeras teorias sobre suas causas. A primeira mais consistente surgiu em 1927, que ligava a doença à menstruação retrógada. Quando uma mulher menstrua, ela elimina o endométrio pelo sangue. O tecido, então, pode refluir pelas tubas uterinas, antigamente chamadas de trompas, levando, assim, o endométrio à cavidade abdominal. Outras teses associaram a patologia a variações nos cromossomos 10 e 17. Atualmente, uma linha bastante aceita se refere a alterações do sistema imunológico da mulher. Outras doenças que atacam o mecanismo de defesa do corpo também têm relação com o desenvolvimento da endometriose. Por exemplo, 30% desse grupo de pacientes têm problemas na tireoide.

O que é a Vaginose Bacteriana

É provocado por uma bactéria chamada Gardnerella vaginalis e/ou por outras bactérias relacionadas. Causa um odor desagradável e forte, principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.

Não é considerada uma doença sexualmente transmissível para alguns especialistas, uma vez que algumas dessas bactérias podem ser encontradas habitualmente no ser humano. No entanto, a transmissão ocorre também pelo contato íntimo ou relação sexual.

Assim, o Centers for Disease Control and Prevention nos EUA define que essa doença pode estar relacionada com: novo parceiro sexual e múltiplos parceiros sexuais. Segundo o CDC, a maneira de evitar essa doença seria: não ter relações sexuais ou contato sexual, limitar o número de parceiros sexuais próprios, não fazer duchas vaginais sem recomendação médica e fazer o tratamento completo recomendado pelo médico.

O tratamento é à base de antibióticos, aplicados localmente e/ou tomados via oral, e pode ser estendido ao parceiro. No homem não há sintomas da doença.

É diagnosticado pelo exame clínico, exames de laboratório e papanicolaou. Pode também ser diagnosticado por um teste químico realizado no próprio consultório médico.

Displasia mamária

O termo displasia mamária está caindo em desuso porque dá ideia de doença quando o que acontece é uma alteração funcional bastante comum da mama. Considerando que a normalidade no tecido mamário é difícil de ser definida em razão das modificações naturais verificadas nas mamas ao longo da vida, os médicos preferem falar agora em Alteração Funcional Benigna da Mama (AFBM). Uma dessas alterações é a mastopatia fibrocística, em que a mama apresenta um aspecto denso e tem-se a impressão de existirem vários caroços nos seios. No entanto, não há formação de um nódulo verdadeiro, apenas dor e retenção hídrica no tecido da mama, especialmente na fase pré-menstrual (a dor pode ser tão intensa que não permite à mulher deitar-se de bruços ou praticar exercícios). Outra AFBM frequente é o chamado fibroadenoma, um tumor benigno da mama, sólido, fibroelástico, móvel e bem regular. É importante registrar que essas alterações não induzem e nem se transformam em câncer de mama. Assim, o risco de câncer de mama é o mesmo para a mulher que apresenta alteração benigna funcional de mama daquela que não apresenta. Entre os 15 e 40 anos de idade é a época em que as AFBMs se manifestam. Elas tendem a melhorar após a gestação e a lactação e a desaparecer depois da menopausa.

Por que aparece - Não existe certeza sobre quais fatores determinam o aparecimento das AFBMs.

Diagnóstico - As queixas da paciente e o exame clínico permitem ao médico fazer o diagnóstico.

Riscos – Não há perigo de uma AFBM se transformar em câncer. No entanto, pelo fato de as mamas apresentarem um tecido mais denso, pode ficar difícil a identificação de uma lesão suspeita. O próprio autoexame fica prejudicado. É por isso que os médicos costumam solicitar a ultrassonografia com maior frequência em mulheres com AFBM.

Tratamento - A maioria das mulheres não necessita de nenhum tratamento. Mas quando os sintomas incomodam muito, o médico poderá sugerir o uso de pílulas anticoncepcionais, diuréticos leves e analgésicos. Outra recomendação útil é adotar o uso de sutiãs com alças largas de sustentação para aliviar o impacto dos seios inchados.

Quando procurar o médico - Sempre que a qualidade de vida ficar prejudicada por causa de muita dor, alteração do sono, dificuldade de concentração no trabalho e mudanças de humor.

Prevenção - Vale a pena reduzir o consumo de alimentos com cafeína (café, refrigerantes do tipo cola, chocolate, alguns chás), e recorrer a sutiãs largos, que fixam melhor as mamas.

Períodos menstruais intensos: miomas, pólipos e doenças do colo uterino são algumas das causas

O que pode causar um período menstrual mais intenso, com maior intensidade de sangramento e maior duração?

O sangramento menstrual mais intenso pode acorrer por diversos motivos. Primeiro é preciso ter certeza de que o fluxo aumentado não é uma característica própria da paciente – muitas mulheres possuem um fluxo fisiologicamente aumentado. Depois, precisa-se entender se o motivo do fluxo aumentado tem uma causa relacionada a uma disfunção hormonal (sangramento uterino anormal disfuncional) ou se há uma causa orgânica, ou seja, doenças uterinas como miomas, pólipos endometriais, pólipos cervicais e doenças do colo uterino.

Todas essas causas aumentam a “quantidade” de endométrio (tecido interno do útero que, no caso de não gravidez, descama todo mês) e com isso a menstruação torna-se mais volumosa. As causas hormonais são normalmente tratadas com anticoncepcional hormonal e a taxa de sucesso do tratamento costuma ser alta. Já as causas orgânicas têm tratamentos específicos e há a necessidade de avaliar a melhor terapêutica individualmente.

Por que esses períodos são também mais dolorosos?

Eles costumam ser mais dolorosos, pois o útero irá se “contrair” de forma mais vigorosa para conseguir descamar todo aquele endométrio aumentado descrito anteriormente. Essas contrações mais vigorosas podem originar as cólicas menstruais.

A intensidade da menstruação pode causar anemia?

Sim. Apesar de não ser algo comum, algumas mulheres apresentam uma anemia transitória devido à menstruação intensa e muitas vezes, pelo impacto negativo na sua saúde, precisam ser tratadas.

Quais são os sinais que indicam o fluxo menstrual intenso?

A medição do que é considerado intenso é muito difícil, mesmo para os ginecologistas. Diversas formas de “medir” a intensidade do fluxo já foram tentadas e nenhuma mostrou uma sensibilidade boa – a mais próxima do ideal relaciona-se ao número de absorventes utilizados diariamente. Sendo assim, considero que o mais importante é a queixa da paciente. Se há uma queixa de sangramento intenso com impacto na qualidade de vida, ele deve ser tratado, independente se ela usa mais ou menos absorvente que o considerado teoricamente intenso.

Os miomas podem causar períodos menstruais intensos?

Sim. Os miomas podem causar períodos menstruais intensos, justamente por aumentarem a superfície endometrial e, assim, a quantidade de endométrio.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de mioma é feito pelo exame de ultrassonografia pélvica.

Cólica menstrual

A cólica menstrual é o sintoma normal que acompanha a menstruação. Também é chamada de dismenorreia e afeta 50% das mulheres em idade fértil.

Juntamente à tensão pré-menstrual, é uma das principais queixas das mulheres, responsável por perda de dias inteiros de estudo ou trabalho.

Ao contrário do que se pensava antigamente, a cólica menstrual tem tratamentos muito eficazes que melhoram muito a qualidade de vida da mulher nesses dias.

Sintomas da cólica menstrual

O principal sintoma é a dor no baixo ventre ou na barriga, e em algumas mulheres a dor parece vir das costas para a frente. É uma dor em cólica, ou seja vai e volta.

Costuma aparecer algumas horas antes ou junto com a menstruação.

Geralmente toda a região do abdômen fica dolorida e pode ser acompanhada de sintomas gerais como:

1.    enjoos;

2.    diarreia;

3.    vômitos;

4.    cansaço;

5.    dor de cabeça;

6.    nervosismo;

7.    vertigem e até mesmo desmaios.

Endometriose

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O que é?

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero.

Endométrio é a camada interna (revestimento interno) do útero, que é renovada mensalmente pela menstruação.

Onde se localiza?

Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis (peritôneo).

Causas

Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a menstruação, células do endométrio, o revestimento interno do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen (cavidade peritoneal).

Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade, sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto, apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7% das mulheres tenham endometriose.

Endometriose: Três doenças diferentes

As teorias mais modernas parecem mostrar que existem três tipos de endometriose que podem até ser três doenças diferentes:

Endometriose Ovariana: caracterizada por cistos ovarianos que contem sangue ou conteúdo de cor achocolatada.

Endometriose Peritoneal: onde os focos existem apenas no peritônio ou na parede pélvica.

Endometriose Profunda: que pela sua importância merece um capítulo à parte.

Endometriose Profunda

O que é?

Devido à proximidade entre o útero e o intestino, a endometriose pode invadir áreas adjacentes ao útero.

A principal característica dessa doença é a dor. Seu tratamento é difícil e, hoje, no Brasil, apenas poucos centros têm condição de fazer a cirurgia desse tipo de endometriose.

Tipos de endometriose profunda:
Endometriose reto sigmoide
Endometriose retro cervical
Endometriose septo-reto-vaginal
Endometriose – ligamentos útero-sacros
Endometriose intestinal

Tratamento

O tratamento da endometriose, hoje, depende de uma abordagem sincera entre a paciente e o médico. Após a avaliação cuidadosa de cada caso, o médico e a paciente vão resolver juntos o melhor caminho a ser seguido.

Especial atenção deve ser dada à paciente que pretende engravidar. Talvez seja necessário seu encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana mesmo antes do tratamento da endometriose ser iniciado.

Outra principal atenção é a endometriose profunda. Sabe-se que cirurgias muito bem planejadas reduzem significativamente a dor nesses casos, mas essas cirurgias só são feitas em centros especializados.

Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto, a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos e controlados.

As principais metas do tratamento são:

  • Aliviar ou reduzir a dor (e outros sintomas).
  • Diminuir o tamanho dos implantes.
  • Reverter ou limitar a progressão da doença.
  • Preservar ou restaurar a fertilidade.
  • Evitar ou adiar a recorrência da doença.

O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta frequência ou bisturi elétrico. A decisão cirúrgica é importante. A maior parte dos sucessos terapêuticos decorrem de uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas, pois aumenta a chance de aderências peritoneais, tão prejudiciais como a própria doença.

O tratamento clínico de formas brandas em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito com anticoncepcionais orais, injetáveis, implantes subdérmicos ou intrauterinos. Há um certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada, já que a doença pode ser evolutiva.

Em mulheres que pretendem engravidar, o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal, ou tratamento hormonal e depois cirurgia. No entanto, estudos atuais mostram que em mulheres com endometriose e que não conseguem engravidar, a melhor alternativa é a fertilização in vitro, e que a presença de endometriose não afeta as taxas de gravidez quando esse método é escolhido.

Varias drogas têm sido usadas, mas poucas com resultados definitivos.
Trabalhos da Unicamp mostram uma melhora dos sintomas com o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel.

Dismenorréia

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Dismenorréia Primária.

É a cólica regular que atinge perto de 50% das mulheres. Não tem causa em outras doenças, por isso é chamada de primária.

Costuma aparecer logo após as primeiras menstruações.

Para se entender o mecanismo da cólica, é preciso entender o que é a menstruação.

A menstruação é a descamação da camada interna do útero, camada essa que foi preparada durante o ciclo menstrual para receber uma Gravidez.

O orgamos feminino, para evitar uma perda excessiva de sangue que acompanha essa descamação, faz com que o útero se contraia.

Quem estimula esse processo é uma substância chamada prostaglandina, que também é responsável pela dor.

Portanto, a dismenorreia primária é uma condição regular do ciclo menstrual de algumas mulheres.

Doenças Femininas

Tratamento da Dismenorreia Primária

O tratamento da dismenorreia primária é à base de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Esses medicamentos bloqueiam as prostaglandinas e, portanto, bloqueiam a dor.

É muito importante que esses medicamentos sejam tomados logo ao primeiro sinal de menstruação ou dor (o que vier primeiro), para evitar a formação aumentada das prostaglandinas.

Apesar de muito eficazes, alguns grupos de anti-inflamatórios podem atacar o estômago e intestinos, mas já existem grupos desse tipo de medicamento em que esse efeito é minimizado.

No caso da dismenorréia secundária, também os AINEs podem ser utilizados, mas é importante que a causa da cólica seja estabelecida para se fazer o tratamento eficaz.

Uma medicação que também pode ser usada é a pílula anticoncepcional.

Tratamentos alternativos também têm um bom resultado, mas devem ser orientados pelo seu médico.

Mas, lembre-se, como a cólica é uma manifestação regular do orgasmo feminino, não existe doença, não existe cura, portanto, os sintomas melhoram muito somente enquanto a medicação for usada.

Na dismenorreia secundária existe uma causa para a dor. Uma característica é que ela não aparece logo após o início da menstruação, mas geralmente após alguns anos ou após algum fato ou doença orgânica.

Entre as causas mais comuns de dismenorreia secundária estão:

1.    alterações nos ovários;
2.    alterações no útero;
3.    endometriose;
4.    hímen sem orifício para sair a menstruação (hímen imperfurado);
5.    uso de DIU;
6.   miomas;
7.    malformações uterinas;
8.    doença inflamatória pélvica.

É imprescindível a consulta a um(a) médico(a) ginecologista para estabelecer a causa da dor e o tratamento.

Sangramento após a menopausa: entenda por que ele acontece

O que é a perimenopausa e a menopausa?

A menopausa é definida como a última menstruação da vida daquela mulher. Trata-se de um diagnóstico retroativo, feito um ano após a cessão das menstruações. Popularmente, diz-se que a menopausa são as alterações relacionadas à deprivação hormonal. Essa definição não está correta. O período da vida da mulher em que essas alterações ocorrem é chamado de climatério ou perimenopausa.

Os períodos menstruais das mulheres na menopausa param de uma vez?

Na perimenopausa em geral ocorrem alterações menstruais, como ciclos inicialmente mais curtos e mais intensos, seguidos por ciclos mais longos (a cada 2, 3 meses), mas também com fluxo mais intenso. A menstruação vai ficando cada vez mais espaçada, até que ocorre a menopausa.

Por que pode acontecer da mulher ter sangramentos após a menopausa?

O sangramento pós-menopausa tem diversas causas. Nessa situação, o ginecologista deve ser sempre consultado e a paciente minuciosamente avaliada. A origem do sangramento pode ser extragenital, como em uma infecção urinária, ou proveniente da vulva, vagina, colo do útero e útero propriamente dito. Quando o sangramento tem sua origem no corpo do útero, as causas mais prevalentes são os pólipos endometriais e a atrofia do endométrio (camada interna do útero). Apesar de menos prevalentes que as condições anteriores, devemos afastar as neoplasias de útero. Portanto, é fundamental a distinção da origem do sangramento e fator causal do mesmo.

É necessário tratamento?

Sim, em geral todas as condições que levam ao sangramento nessa fase da vida das mulheres devem ser tratadas. O tratamento é específico para cada causa.

Há prevenção?

Sim, algumas condições podem ser evitadas. Para isso, é necessária a realização de exames regulares e identificação de fatores de risco para o sangramento pós-menopausa.

DST: Tire suas dúvidas

Gonorréia

Infecção causada por bactéria. Na mulher tem aspecto clínico variado, desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelados e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra.A infecção não tratada avança para trompas (tubas uterinas) e útero. A mulher infectada transmite a doença para o filho durante o parto, podendo ocasionar cegueira no caso de ocorrer infecção dos olhos do bebê.

Sífilis

É uma infecção causada por bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual, surge uma pequena ferida (úlcera) em um dos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero, reto). Essa úlcera também é chamada de cancro duro (que vem junto com gânglios na virilha), e ambos desaparecem em um mês, dando a impressão de que a doença sarou. Surgem depois de um a dois meses manchas na pele (sífilis secundária), que podem progredir agredindo o sistema nervoso e o coração. As gestantes com sífilis podem ter abortamentos, natimortos ou fetos com problemas de malformação.

Cancro mole ou bubão

É causado pela bactéria Haemophilus ducrey. Nesse caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Tricomoníase

É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. No homem passa despercebido, mas mesmo assim ele pode contaminar e ser contaminado pela mulher. O casal deve fazer o tratamento.

Herpes genital

É causado por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação (mas que cicatrizam sozinhas). Aparecem e desaparecem espontaneamente, sendo que essa ocorrência é regulada por estresse ou ciclo menstrual. Não há cura definitiva. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca.

Condiloma acuminado ou crista de galo

É causado pelo HPV, uma virose que está relacionada com o câncer de colo do útero e câncer do pênis. Doença de difícil tratamento, pois, como os antibióticos não atuam contra o vírus, precisa ser tratada com um medicamento antivírus. O condiloma é caracterizado por inicialmente pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento é do casal.

Candidiase

É infecção causada por micose ou fungo chamada de Candida albicans, que produz corrimento semelhante a leite coalhado, que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. Pode ocorrer mais facilmente com a gravidez, com a puberdade, diabetes, estresse e uso de antibióticos. No homem dá coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve-se tratar o casal.

Clamídia

É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde quando nascem de mães contaminadas ou durante o contato sexual. Nas mulheres, a porta de entrada é o colo uterino. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento.

Endometriose

Não é sexualmente transmissível e acomete as mulheres em idade reprodutiva. Consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pelamenstruação. O principal sintoma da endometriose  é a dor na época da menstruação e também comum de ocorrer nas relações sexuais. Muitas mulheres que têm endometriose não sentem nada, apenas têm dificuldade em engravidar. Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto, a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos com o tratamento adequado.

Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Endometriose

Vulvite e vulvovaginite

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Associados ao corrimento vaginal estão também os processos inflamatórios do vulva e vagina, também chamados de vulvite e vulvovaginite.

A vaginite é uma inflamação do revestimento da vagina. A vulvite é uma inflamação da vulva (os órgãos genitais externos da mulher). A vulvovaginite é uma inflamação da vulva e da vagina.

São uma irritação do vulva e da vagina provocada pelos diversos micro-organismos que causam corrimento. Por exemplo, a cândida, o tricomonas e a gardnerela, além do corrimento em si, também causam vulvite e/ou vaginite.

Outras infecções comuns são a gonorreia, herpes, clamídia e infecções bacterianas.

Existem também vulvites crônicas não relacionadas a germes, comuns nas mulheres depois do parto. É associada também frequentemente com a gravidez e o uso de contraceptivos orais. Muito frequentemente é causada por sensibilidade a determinados produtos químicos, incluindo aqueles contidos nos espermicidas, no látex das camisinhas, nos tampões vaginais, amaciantes de roupas ou irritação por roupas sintéticas e apertadas, papel higiênico, sabonetes íntimos, sabonetes normais etc. Duchas vaginais em excesso também são a causa de vulvovaginites, pois destroem os Bacilos de Doderlein, diminuindo as defesas vaginais. Em mulheres na menopausa, a vulvite atrófica, causada pela falta de hormônios sexuais, é uma importante causa de irritação.

Vulvites e vulvovaginites são diagnosticadas no exame ginecológico e, se necessário, na vulvoscopia.

As causas dessas doenças são várias, e todas necessitam de tratamento prescrito por um médico mediante a avaliação clínica. Os sintomas mais comuns são a inflamação, a vermelhidão e o corrimento.

O Tratamento dos Corrimentos Vaginais

Doenças Femininas

Conforme foi visto, o tratamento correto depende da causa do corrimento. Muitas vezes o simples tratamento dos corrimentos crônicos não será suficiente, e para evitar a recidiva/recorrência (retorno do corrimento), haverá  necessidade da colaboração da mulher que será quem vai “descobrir” a causa dos mesmos fazendo uma investigação em seus hábitos.

Da mesma maneira, o tratamento nem sempre será apenas com remédios, mas também vai requerer mudança de hábitos, de roupas e ajuda do parceiro. Em alguns casos, os medicamentos podem até piorar os sintomas, mas se a indicação estiver correta, o resultado final será satisfatório.

Entretanto, em alguns corrimentos é imprescindível o tratamento do parceiro para evitar a possibilidade de reinfecção.

A vagina é um “mundo à parte”, em que existem bactérias boas chamadas Bacilos de Doderlein, que se alimentam de glicogênio, que é um açúcar produzido pela célula vaginal estimulada pelos hormônios.

Essas bactérias produzem ácido lático, que é o responsável pelo pH ácido da vagina e pela sua defesa contra as outras bactérias.

Medidas simples evitam corrimento

Seu médico ginecologista é seu aliado para manter a saúde dos seus órgãos genitais. Evite a automedicação, pois, além dos medicamentos serem caros, têm efeitos colaterais. A automedicação é uma das principais causas dos corrimentos crônicos.