Arquivo da categoria: Doenças Femininas

ENDOMETRIOSE

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A endometriose é uma doença caracterizada pela implantação de fragmentos do tecido que reveste a parte interna do útero – o endométrio – fora da cavidade uterina.

Essa condição tem sido estudada há muitos anos, mas seus mecanismos ainda não são totalmente conhecidos. Supõe-se que, quando a mulher menstrua, minúsculos pedaços do endométrio, em vez de serem eliminados, subam pelas trompas, implantem-se na cavidade abdominal adjacente e cresçam sob a ação dos hormônios.

O problema é que, a cada ciclo menstrual, esse tecido endometrial implantado em outras regiões abdominais – sobretudo nos ovários, nas trompas, na superfície externa do útero e na área entre a vagina e o reto – também sangra, provocando sintomas incômodos e algumas vezes incapacitantes.

Apesar disso, a endometriose não costuma evoluir para formas mais graves ou para câncer. Sua conseqüência mais importante é a infertilidade, que pode ocorrer em mulheres com a trompa obstruída ou deformada, ou mesmo por uma combinação de fatores hormonais e imunológicos.

O que é a Tricomoníase

CRISTIAN-FERRAZ

Trata-se de um corrimento esverdeado e bolhoso, com odor, podendo ser acompanhado de coceira, causado por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis e adquirido por meio de relações sexuais ou de contatos íntimos com secreções de uma pessoa contaminada. Portanto, tricomoníase é considerada uma doença sexualmente transmissível.

O diagnostico é clínico e por meio de exames microscópicos realizados no próprio consultório médico, exames de laboratório ou pelo papanicolaou.

O tratamento é feito por meio de antibióticos e quimioterápicos, sendo obrigatório o tratamento do parceiro sexual.

Pólipos endometriais

O que é

Pólipos endometriais são geralmente lesões benignas que são encontradas em até 2% das mulheres na pré-menopausa submetidas a curetagem uterina. Geralmente são assintomáticos, mas podem ocasionar sangramento intermenstrual ou aumento do fluxo menstrual.

Diagnóstico

São diagnosticados por ultrassonografia, histerossalpingografia (Rx da cavidade uterina e trompas) e por histeroscopia.

Como se trata

Quando são diagnosticados são retirados por curetagem ou histeroscopia.

Pergunte ao Doutor

MULHER

A infecção urinária é qualquer infecção no trato urinário. O trato urinário fabrica e armazena urina e a remove do corpo. Partes do trato urinário incluem rins, ureteres, bexiga e uretra.


Ouça o que diz o Dr. Christian Ferraz sobre infecção urinária:

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Ouça o jingle da nova campanha publicitária do IAM – Instituto de Assistência à Mulher

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Pergunte ao doutor: Hipotireoidismo é mais comum após os 40

Na entrevista a seguir, entenda por que a queda na produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4 acomete principalmente quem já passou dos 40 anos.
Qual é a prevalência do hipotireoidismo entre as mulheres que já completaram quatro décadas de vida?
Uma pesquisa feita pela Associação Americana dos Endocrinologistas Clínicos mostra que nos Estados Unidos uma em cada quatro mulheres examinadas por causa de queixas relacionadas com a aproximação da menopausa recebem diagnóstico de hipotireoidismo depois de fazer os exames. Um recente levantamento feito no Rio de Janeiro revelou que a prevalência do hipotireodismo variou de 9,4% em mulheres por volta de 40 anos a 19,1% naquelas acima de 75 anos.
Por que quem está  faixa dos 40 anos tem mais chance de ter hipotireoidismo?
Isso tem  a ver com as alterações hormonais típicas do climatério, que começam justamente nessa faixa etária.
É comum haver confusão dos sintomas do hipotireoidismo com os da menopausa?
Sim, pois eles são semelhantes, como cansaço, depressão, confusão mental, perda da memória, falta de disposição, alterações no humor, na libido e na pele, queda capilar, insônia, ansiedade, nervosismo e ganho de peso.
Como identificar o hipotireoidismo nessa faixa etária?
Da mesma forma que nas outras fases da vida, ou seja, por meio do exame clínico, com avaliação de sintomas e sinais, e da dosagem do hormônio TSH.
O que fazer para não ser pega de surpresa?
O ideal é que  as mulheres que estão na fase do climatério incluam a avaliação da função tireoidiana em seus exames de rotina.

ENDOMETRIOSE: CONHEÇA OS FATORES DE RISCO

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endometriose atinge de 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Isso significa que mais de seis milhões de mulheres no Brasil sofrem com esse problema. A endometriose é uma condição na qual o tecido que reveste a parede interna do útero (endométrio) cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade. Essa formação de tecido normalmente ocorre na região pélvica, nos ovários, no intestino, no reto, na bexiga e na pélvis. “Os sintomas principais da endometriose são as cólicas menstruais que não melhoram com medicação habitual, dores na relação sexual e sintomas urinários e intestinais como dor ao evacuar e sangramento”, explica a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Pasteur, em Brasília. Segundo a especialista, o diagnóstico da doença costuma ser muito tardio, uma vez que ela tem uma evolução lenta e muitas mulheres ignoram esses sintomas. Por isso é importante fazer o acompanhamento com o ginecologista e ficar atento aos fatores que podem favorecer a doença. Conheça-os:

Histórico familiar

Ainda não se sabe a causa exata da endometriose, mas sabe-se que o histórico familiar é um fator importante para se observar. “Mulheres com mãe ou irmã com endometriose apresentam maior risco de ter a doença e podem apresentar formas mais graves”, explica a ginecologista Sueli Raposo, do Laboratório Pasteur, em Brasília. Por isso, se você tem algum caso da doença na família, converse com seu ginecologista e fique atento para o acompanhamento.

CERCA DE 80% DAS MULHERES TERÃO INFECÇÃO URINÁRIA

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Infecção urinária ou cistite é uma doença comum que acomete 80% das mulheres ao longo da vida. Desse total, cerca de 30% podem desenvolver infecção urinária de repetição, caracterizada pela ocorrência de pelo menos dois episódios nos últimos seis meses.

Para explicar mais sobre o assunto, o urologista Claudio Murta, Coordenador do Centro de Referência em Saúde do Homem do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini (unidade da Secretaria de Estado da Saúde que, apesar do nome, atende também mulheres), conta quais são os principais sintomas, se a doença é transmissível e explica por que ela atinge mais o sexo feminino.

O que é infecção urinária e por que ela acontece?

É a ação de uma bactéria que entra pelo canal da uretra e vai até a bexiga, provocando inflação do órgão e contaminação da urina. Esse microorganismo atua de forma benéfica no trato intestinal, mas quando entra em contato com o sistema urinário torna-se nocivo e causa desconforto ao paciente.

NOVA FORMA DE DIAGNOSTICAR O CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é hoje uma doença presente em milhares de famílias ao redor do mundo. Principalmente nos grandes centros urbanos, devido à concentração populacional, o número de casos é expressivo.

Já se sabe que o câncer de mama não é uma doença única, mas, sim, um grupo de moléstias distintas categorizadas com o mesmo nome. A experiência também tem mostrado que pacientes com tumores muito iguais no tamanho e na microscopia podem evoluir com prognósticos diferentes. No passado, nós nos surpreendíamos com o fato de que algumas pacientes com tumores volumosos apresentavam sobrevida longa e até eram passíveis de cura, enquanto outras, com tumores minúsculos, logo evoluíam para disseminação da doença e morriam. A grande interrogação que se impunha naquele momento era o que determinava tamanha diferença.

PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE DEVE COMEÇAR NA JUVENTUDE

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É comum associar a osteoporose à velhice, já que a doença, caracterizada pela perda de massa óssea e deterioração esquelética, é mais comum na faixa etária acima dos 50 anos – uma em cada três mulheres nesse grupo sofre da doença; entre os homens, a proporção é de um em cada cinco. Mas isso não quer dizer que pessoas com menos idade estão livres da doença. A enfermidade pode afetar também os mais jovens, e mesmo que não afete, a prevenção deve começar bem mais cedo do que se pensa.

Uma em cada três mulheres tem osteoporose em todo o mundo
Brasileiros sofrem com deficiência de vitamina D por falta de sol

A melhor maneira de evitar futuros problemas é começar a se prevenir ainda na adolescência, quando o esqueleto está se estabelecendo e construindo massa óssea. O equilíbrio desse processo é atingido aos 20 anos. Depois, a estrutura começa a enfraquecer e, a partir dos 40 anos, inicia-se a faixa de risco de osteoporose.

Porém, 70% das brasileiras entre 16 e 44 anos acham que a prevenção deve começar somente na fase adulta, como revelou a pesquisa Firme e Forte Osteoporose, divulgada pela Abrasso (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo). Por consequência, as precauções com a saúde dos ossos acabam sendo tomadas tardiamente.

CÂNCER DE MAMA

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É a causa mais frequente de morte por câncer na mulher, embora existam meios de detecção precoce que apresentam boa eficiência (exame clínico e auto-exame, mamografia e ultrassonografia).

FATORES DE RISCO

Idade acima de 50 anos
História própria ou familiar de câncer de mama
Não ter filhos
Exposição significativa a raio X
Primeira menstruação cedo
Menopausa tardia
Classe socioeconômica alta
Primeira gestação após os 30 anos
Dieta rica em gorduras

Uso prolongado de anticoncepcional oral (ainda é discutível)
Foram identificados dois genes, chamados BRCA1 e BRCA2 que, quando sofrem mutação, são preditivos de câncer de mama familiar, identificando assim, mulheres com maior risco para desenvolver câncer de mama. A identificação de grupo de risco permite a utilização de medicações preventivas (quimioprevenção), cirurgia (mastectomia) e uma atenção maior para estas mulheres.
Para a prevenção do câncer de mama deve-se combater os fatores de risco com a diminuição da gordura endógena e consequente redução de peso corporal e dieta rica em vitamina A. Evitar o ganho de peso, principalmente após a menopausa. Como orientação geral, toda mulher após os 20 anos deve aprender e fazer mensalmente o auto-exame das mamas. O primeiro exame clínico das mamas deve ser realizado aos 20 anos e repetido a cada três anos até os 40 e, então, anualmente. A primeira mamografia deve ser realizada aos 35 anos, repetida aos 40 anos e a partir daí a cada dois anos até os 50 anos, quando passa a ser realizada anualmente. Com os conhecimentos atuais de oncologia preventiva é possível fazer detecção precoce de câncer de mama, que na maioria das vezes recebe tratamento cirúrgico simples, conservador e exclusivo, sem necessidade de radioterapia ou de quimioterapia, e com grande probabilidade de cura.

AUTO-EXAME DE MAMA

Faça o auto-exame uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo, todo dia 10.
Fonte: Ministério da Saúde.

Mulher é Mais Vulnerável às DSTs

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A mulher é mais vulnerável a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) do que o homem, de acordo com o presidente da Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, Fernando Aguiar.

”A anatomia feminina é um receptáculo, a vagina é mais úmida que o pênis. A uretra feminina também é mais curta, o que facilita a entrada de germes, além de ser próxima a duas cavidades, o ânus e a vagina”, explica ele. O ginecologista Frederico Perboyre acrescenta que a higiene do pênis também se torna mais fácil por ser um órgão exteriorizado.

O ginecologista Sérgio dos Passos Ramos considera que a mulher transmite mais que o homem as DSTs por não fazer facilmente o diagnóstico. “No homem, a maioria dos problemas se manifesta claramente e ele logo identifica. Na mulher, podem ficar mais escondidos.”

As DSTs são transmitidas por meio do contato sexual, que não se resume à penetração do pênis na vagina. De acordo com o ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, essas doenças podem ser transmitidas em todo o contato do pênis com a vagina, com a vulva (parte externa da vagina), com o ânus ou com a boca. Portanto, não é necessária ejaculação para contaminação por vírus e bactérias. Qualquer contato sexual pode transmitir doenças como AIDS e HPV. Daí a importância do preservativo em toda relação sexual.

Entrevista retirada do Jornal O Povo

Mioma uterino

Porque aparece
Ainda não se sabe ao certo o que leva ao aparecimento dos miomas, mas não é uma causa única. Aparentemente, estrogênio e progesterona estão envolvidos no seu crescimento e desenvolvimento, mas mutações genéticas no útero e vascularização da área onde se desenvolveu o mioma são fatores que também interferem na formação dos nódulos. O que é comprovado é que a incidência de miomas uterinos é maior nas mulheres negras do que nas brancas, mas muitas outras teorias continuam sendo pesquisadas.

Diagnóstico
Os principais sintomas que podem indicar o problema são: períodos menstruais intensos e prolongados; sangramentos mensais atípicos; dor pélvica; pressão pélvica ou sensação de peso; dor nas costas ou pernas; dor durante as relações sexuais; sensação de pressão na bexiga; crescimento anormal do abdômen inferior; cólicas no período menstrual e pré-menstrual. O problema pode ser identificado com exames ginecológicos de rotina e com a ultra-sonografia abdominal. Os miomas são classificados de acordo com a sua localização, tamanho e quantidade. Há três principais tipos:
 Subseroso: localizado na porção mais externa do útero, este tipo de nódulo provoca uma saliência, dando ao útero uma aparência nodular. Geralmente, não afeta o fluxo menstrual, mas causa dor. Pode crescer e se deslocar do útero, ficando ligado apenas por uma pequena porção do tecido. Neste caso, é chamado de pediculado;
 Intramural: trata-se do mioma mais comum. Ele se desenvolve na parede uterina e se desloca para dentro, aumentando o tamanho do útero. Provocam um fluxo menstrual intenso, além de dor pélvica e sensação de peso;
 Submucoso: é o tipo mais raro de mioma uterino. Localizado abaixo do revestimento interno do útero, provoca sangramentos intensos e prolongados períodos menstruais.

Riscos
Na maioria das vezes, os nódulos são pequenos, mas podem crescer e chegar a tamanhos similares ao de uma gravidez de cinco a seis meses. Em alguns poucos casos, o mioma pode causar infertilidade. Em situações em que o fluxo menstrual é intenso, há risco de anemia.

Tratamento
Dependendo do tipo e do tamanho do mioma, o médico poderá indicar tratamentos diferentes. Em muitos casos, as mulheres conseguem conviver por muitos anos com os miomas, apenas fazendo exames de acompanhamento. O tratamento clínico, com o uso de medicamentos para inibir o crescimento dos miomas, pode ajudar a controlar os sintomas. Em outras situações, é preciso retirar o nódulo com cirurgia. O tratamento cirúrgico é chamado de miomectomia e os procedimentos dependerão do tipo do mioma a ser removido. Em casos de miomas localizados na camada externa do útero (subseroso), por exemplo, a retirada pode ser feita pela chamada laparotomia, que consiste na abertura do abdômen com cirurgia convencional, ou pela videolaparoscopia, que é uma cirurgia com câmera, sem a abertura do abdômen. Dependendo da gravidade, pode ser necessária a retirada completa do útero, procedimento chamado de histerectomia. No entanto, vale destacar que em 1/3 das pacientes que realizam essa operação, o tratamento e a retirada apenas do mioma já seriam suficientes. Isso ressalta a importância de uma segunda opinião médica antes de concordar com a histerectomia.

Quando procurar o médico
Ao apresentar qualquer um dos sintomas descritos.

Prevenção
Não se conhece qualquer tipo de prevenção para o mioma uterino.

Aborto Espontâneo

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Por que aparece
As razões para que ocorra um aborto espontâneo são várias e, na maioria das vezes, a causa não pode ser identificada. No primeiro trimestre da gravidez a causa mais comum é uma anormalidade cromossômica, ou seja, há algo errado com os cromossomos do feto. Isso se deve, geralmente, a um óvulo ou esperma defeituoso ou a um problema no momento em que o zigoto inicia seu processo de divisão celular. Outras causas para o aborto espontâneo incluem:

  • Problemas hormonais, infecções ou distúrbios de saúde da mãe;
  • Estilo de vida: fumo, má nutrição, excesso de cafeína, exposição à radiação ou substâncias tóxicas;
  • No caso de inseminação artificial, a implantação do óvulo fecundado pode não ter acontecido de forma adequada;
  • Idade da mãe;
  • Trauma.

Diagnóstico
O primeiro sinal é um sangramento uterino, que pode vir acompanhado de cólicas. O segundo, em geral, são dores na parte baixa do abdome (devido à abertura do canal cervical). O médico pode fazer um exame físico e pedir um ultrassom para verificar as condições do útero.

Riscos
Um aborto normalmente não representa risco para a saúde da mulher, a menos que tenha sido incompleto, ou seja, que tecidos tenham permanecido no útero.

Tratamento
O propósito principal de um tratamento durante ou após um aborto espontâneo é conter ou evitar hemorragia e/ou infecções. Quanto mais no início da gravidez, maiores as chances do corpo expelir todo o tecido fetal, dispensando assim a necessidade de algum procedimento médico para limpar o útero. Se durante o tratamento ocorrer um sangramento, deite-se imediatamente e fale com seu médico. Após um caso de aborto, as chances de ter uma nova gestação normal são de cerca de 90%.

Quando procurar o médico
Caso ocorra algum dos sintomas abaixo, a mulher grávida deve procurar o médico:

  • Forte dor nas costas;
  • Perda de peso;
  • Corrimento levemente avermelhado;
  • Contrações dolorosas, ocorrendo a cada 5 a 20 minutos;
  • Sangramento, com ou sem cólica (de 20 a 30% das mulheres grávidas podem ter sangramentos no início da gestação e cerca de 50% delas têm uma gravidez normal);
  • Ausência dos sintomas de gravidez.

Prevenção
Muito pouco pode ser feito se o problema estiver relacionado a malformações fetais. No entanto, é fundamental cuidar bem da saúde antes de engravidar. Isso inclui atividade física regular, dieta equilibrada, não fumar, controlar o estresse e cuidar do peso. Durante a gestação, é importante evitar quedas e impactos na barriga, não fumar e ficar longe de fumantes, não ingerir bebida alcoólica, limitar o consumo de cafeína, não praticar exercícios de alto impacto, evitar ambientes de risco e tomar medicamentos apenas com indicação médica.

Hipotireoidismo é mais comum após os 40

Vamos explicar por que a queda na produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4 acomete principalmente quem já passou dos 40 anos.
Qual é a prevalência do hipotireoidismo entre as mulheres que já completaram quatro décadas de vida?
Uma pesquisa feita pela Associação Americana dos Endocrinologistas Clínicos mostra que nos Estados Unidos uma em cada quatro mulheres examinadas por causa de queixas relacionadas com a aproximação da menopausa recebem diagnóstico de hipotireoidismo depois de fazer os exames. Um recente levantamento feito no Rio de Janeiro revelou que a prevalência do hipotireodismo variou de 9,4% em mulheres por volta de 40 anos a 19,1% naquelas acima de 75 anos.
Por que quem está  faixa dos 40 anos tem mais chance de ter hipotireoidismo?
Isso tem  a ver com as alterações hormonais típicas do climatério, que começam justamente nessa faixa etária.
É comum haver confusão dos sintomas do hipotireoidismo com os da menopausa?
Sim, pois eles são semelhantes, como cansaço, depressão, confusão mental, perda da memória, falta de disposição, alterações no humor, na libido e na pele, queda capilar, insônia, ansiedade, nervosismo e ganho de peso.
Como identificar o hipotireoidismo nessa faixa etária?
Da mesma forma que nas outras fases da vida, ou seja, por meio do exame clínico, com avaliação de sintomas e sinais, e da dosagem do hormônio TSH.
O que fazer para não ser pega de surpresa?
O ideal é que  as mulheres que estão na fase do climatério incluam a avaliação da função tireoidiana em seus exames de rotina.

Sífilis ainda é ameaça à saúde da mãe e do bebê

Número de gestantes com a doença no País não diminui, apesar de existirem tratamento e formas de prevenção

As pesquisas que tentam contar a origem das doenças na humanidade mostram que a sífilis é uma das mais antigas – esta doença sexualmente transmissível existe no mundo há pelo menos cinco mil anos.

Embora exista tratamento – e prevenção, com o uso do preservativo – a doença resiste no cenário atual e é particularmente prejudicial ao sexo feminino, pois pode ser transmitida para o bebê.

Os últimos dados do Ministério da Saúde mostram que, anualmente, são 937 mil novos casos de mulheres infectadas, suscetíveis às feridas na região da vagina, inflamações nas mucosas e, em casos mais graves complicações cardíacas e cerebrais.

Além dos prejuízos à mulher, em caso de gravidez, a doença pode ser transmitida para o feto, situação chamada de sífilis congênita. As crianças já nascem com complicações de saúde e, muitas vezes por falta de informação, ficam longe das estatísticas e do tratamento.

O acompanhamento feito pelo Programa Nacional de DST e Aids mostra que o número de grávidas com sífilis é crescente no País. Em 2007, foram confirmados 6.673 casos de gestantes com a doença, número que subiu para 7.584 em 2008 e terminou em 2009 com 8.737 registros. Os dados parciais de 2010 – referentes até o mês de junho – mostram 3.847 mulheres contaminadas pela DST.

Ao mesmo tempo em que o aumento de casos pode refletir uma melhor notificação por parte dos serviços de saúde – o Ministério da Saúde lançou há quatro anos um plano de erradicação da sífilis congênita – outros dois levantamentos apontam para a fragilidade do sistema na intervenção precoce do problema, o que evitaria a complicação dos casos e a transmissão de mãe para o filho (chamada de vertical).

Pré-natal falho

Um trabalho publicado este ano no Caderno de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz, feito com grávidas do Ceará, indicou que apenas 5,2% delas tiveram atendimento adequado para prevenir a sífilis congênita.

O acompanhamento de 58 gestantes mostrou ainda que nenhuma fez o segundo exame para a detecção de sífilis, ferindo as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde de ao menos três coletas durante o pré-natal.

Em 88% dos casos, apesar de 89% terem parceiro fixo durante a gravidez, o parceiro não foi convocado para fazer testagens e, em caso de diagnóstico sífilis, começar o tratamento.

Rotina falha

Se no pré-natal as mulheres não recebem orientação adequada, quando elas procuram os médicos para fazer os exames de rotina a abordagem também é falha. A pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro, divulgada pelo Ministério da Saúde em 2009, mostrou que 9,8% das pessoas do sexo feminino entre 15 e 64 anos relataram já ter tido uma DST na vida.

Destas mulheres, 54% receberam orientação de usar camisinha por parte dos profissionais de saúde, mas só 22,5% foram orientadas a fazer o teste da sífilis, o que indica que 77,5% ficaram de fora desta avaliação médica.

Biópsia do endométrio ajuda tratamento de reprodução assistida

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Uma pesquisa brasileira sugere que realizar uma biópsia de endométrio em mulheres que estão em tratamento de reprodução assistida aumenta as chances de sucesso da gravidez. A técnica, descrita pela primeira vez em 2003, ainda é considerada controversa.

A biópsia de endométrio é um procedimento invasivo, que dura cerca de dez minutos, e geralmente é indicado para diagnóstico de câncer ou de infertilidade. O uso da técnica para tentar aumentar taxas de gravidez foi descrito em 2003 por médicos israelenses e, desde então, ainda não se sabe ao certo qual é o mecanismo que estaria envolvido.

O estudo brasileiro é resultado de uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e foi conduzido pelo médico Fernando Prado Ferreira no Centro de Reprodução Humana do Hospital Santa Joana – maternidade particular da cidade.

O objetivo inicial do estudo era descobrir se, ao realizar a biópsia de endométrio antes do ciclo de fertilização, ubstâncias que poderiam ou não facilitar no processo de implante do embrião. Para isso, Ferreira analisou 98 mulheres, com idade média de 33 anos, que tentavam o primeiro ciclo de fertilização: 49 delas fizeram a biópsia e 49 não.

Segundo Ferreira, não foi possível correlacionar a taxa de gravidez com as substâncias analisadas, mas, por acaso, ele percebeu que a taxa de sucesso de gravidez foi cerca de 40% maior nas mulheres que fizeram a biópsia antes do ciclo. Os resultados da pesquisa serão apresentados em julho no 27.º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pílula faz crescer risco de infecção pelo HIV

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Mulheres infectadas com o HIV têm quase o dobro de chance de transmitir o vírus se estiverem usando métodos contraceptivos hormonais. Já as mulheres sem o vírus que utilizam os mesmos métodos correm mais risco de serem contaminadas. O estudo, desenvolvido na Universidade de Washington, foi divulgado ontem na 6.ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids (IAS), em Roma.

A pesquisa foi feita entre 2004 e 2010 em sete países da África – Quênia, Uganda, Ruanda, Botswana, Zâmbia, Tanzânia e África do Sul -, com cerca de 2,5 mulheres com HIV que tinham parceiros não infectados. Um terço tomou pílula ou usou injeção hormonal como método contraceptivo. Entre os parceiros dessas mulheres, o índice de infecção foi de 2,61% por ano. No outro grupo, a taxa foi de 1,51%.

Também foram observados cerca de 1,3 mil casais em que apenas o homem tinha o vírus. Cerca de 20% das parceiras usavam um método contraceptivo hormonal, na maioria injeções. O estudo mostra que, nesse grupo, o índice de mulheres infectadas foi de 6,6%, contra 3,8% entre aquelas que não usavam método hormonal para evitar a gravidez.

Segundo os pesquisadores, não havia diferenças significativas no uso de camisinha ou no comportamento sexual que poderiam interferir no resultado. Conforme os pesquisadores, não há dados suficientes que indiquem o motivo de os hormônios aumentarem o risco de contaminação.

Mitos Sobre as Causas do Câncer de Mama

Aqui você pode conferir alguns mitos e riscos incertos das causas do câncer de mama.

- Agrotóxicos nos alimentos – não existe associação comprovada entre uso de agrotóxicos e câncer de mama. Também não há associação comprovada entre câncer de mama e cigarro, mas como o fumo está associado a uma série de outros cânceres (pulmão, boca, pâncreas, bexiga, etc.), problemas cardíacos e derrames, o ideal é procurar um serviço especializado e largar o cigarro.

- Uso de antitranspirantes e uso de sutiãs com suporte metálico – correntes disparadas pela internet disseminaram rumores de que o uso de antitranspirantes causa câncer de mama. Mais recentemente, os sutiãs com suportes metálicos foram alvo de outra corrente. Não existem evidências de que desodorantes e sutiãs causem câncer de mama.

- Aborto – ativistas contrários ao aborto disseminaram a ideia de que o procedimento aumenta o risco de câncer de mama, o que não é verdade. Abortos espontâneos também não elevam o risco de ter câncer de mama.

- Implantes de silicone – implantes de silicone formam cicatriz na mama e podem dificultar a detecção precoce do tumor, bem como a visualização do tecido mamário nas incidências padrões da mamografia. Contudo, não aumentam o risco de câncer.

Saiba o que esperar da vacina anti-HIV

Aids

Uma das doenças que mais preocupou a população brasileira na década de 1980 foi a AIDS, que ainda hoje atinge muitas pessoas não só no Brasil como em todo o mundo. Embora o barulho em torno da doença tenha diminuído com o passar dos anos e das campanhas de massificação focadas em prevenção, ela ainda não tem cura. Mas os cientistas não perdem as esperanças. Nos últimos anos, têm se procurado principalmente uma vacina para combater a AIDS, sendo a mais recente a espanhola, divulgada como mais potente na fase de testes.

Entretanto, o grande desafio desta e de outras vacinas produzidas em todo o mundo é descobrir uma forma de “ensinar” o organismo a combater o vírus da AIDS. “Aqui no Brasil também são testadas vacinas deste tipo, mas a comunidade científica ainda precisa de alguns anos para aperfeiçoar o produto e torná-lo cem por cento eficaz”, esclarece Dr. Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual DST/AIDS.

O que esperar da vacina
Com relação à vacina espanhola, a maior expectativa dos pacientes e das pessoas em geral é que ela combata o vírus e também possa oferecer cura aos já contaminados. De acordo com o Dr. Artur, os testes são realizados para verificar a eficácia do produto e também para saber se, além de evitar o contágio, poderá livrar o organismo do problema.

Divulgado recentemente, um teste com 30 pacientes alcançou bons resultados na melhora da defesa do organismo. “O HIV afeta o sistema imunológico e a vacina espanhola testou alguns voluntários expondo um vírus sintético aos organismos e observando a resposta”, diz Dr. Artur.

O próximo passo é verificar em pacientes que têm AIDS a eficácia da vacina. Segundo Artur, ainda não é possível afirmar um prazo para que este ou outro medicamento saia da fase de testes e entre em circulação. Talvez uma década ainda seja necessária para a finalização dos estudos. Mas, de acordo com ele, o que se espera é um produto eficaz no combate e cura do vírus com preços acessíveis, especialmente para os países onde há grande número de pessoas infectadas.

Fase de testes
A vacina espanhola já passou pelos testes no sistema imunológico. “Ainda passará por outra fase para saber se é efetiva contra o HIV. Por enquanto, não se sabe se ela pode modificar o organismo de quem é portador do vírus”, explica Dr. Artur.

Esta vacina está na fase de testes. Outra, desenvolvida no Brasil, ainda está na fase pré-clínica, ou seja, já obteve respostas nos organismos de animais, mas ainda não chegou à fase de testes em seres humanos.

É importante ressaltar que os testes são seguros, já que nenhum ser humano é exposto ao vírus da AIDS, mas a pequenas quantidades de um vírus sintético, que não contagia o organismo com a doença.

Até o momento, é possível afirmar que os pesquisadores podem continuar os testes com a vacina espanhola, já que 90% dos voluntários desenvolveram defesa estimulando células e anticorpos.

Agência Hélice

Câncer de vulva é sério

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Apesar de ser um problema feminino raro, o câncer de vulva merece atenção especial pelo alto índice de mortalidade: em 30% dos casos leva à morte. Normalmente, seu diagnóstico é muito difícil, já que os sintomas são muitos parecidos com outros problemas ginecológicos comuns, fazendo com que as pacientes demorem a obter o correto tratamento.

O Dr. Jesus de Paula Carvalho, coordenador da ginecologia do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), explica que quanto mais avançado estiver o câncer, maiores as dificuldades de cura, portanto o ideal é que toda mulher vá ao ginecologista com frequência e percebendo algo diferente na vulva, como prurido ou feridas, busque ajuda o mais rápido possível.

Causas
As causas mais comuns do câncer de vulva, segundo Dr. Glauco Baiocchi Neto, diretor de ginecologia do Hospital A. C. Camargo, estão relacionadas a uma doença sexualmente transmissível, o HPV (papiloma vírus humano), ao líquen, que é uma espécie de inflamação na pele ou na mucosa e a uma atrofia da vulva, consequência da idade avançada da maioria das pacientes. Além disso, de acordo com Dr. Jesus, um alto fator de risco é o de mulheres tabagistas, que têm dez vezes mais chances de desenvolver o problema do que as não fumantes.

Sintomas
Este tipo de câncer é mais comum entre mulheres com mais de 50 anos. Os sintomas são coceira excessiva, que não passa mesmo após o uso de medicamentos comuns, além de prurido e pequenas lesões. “Nos casos mais avançados, pode haver ulcerações, mas a dor não é comum”, indica o Dr. Glauco.

Tratamento
De imediato, o médico precisa saber se o câncer está em fase inicial ou não. Quando descoberto no início, costuma atingir somente a pele e o tratamento é mais eficaz. “Mas como a maioria das pacientes é idosa e tende a esconder alguns sintomas, o tempo de descoberta do câncer é de, aproximadamente, seis meses. Nessa fase, costuma estar mais avançado”, alerta Glauco.

Normalmente, é preciso realizar intervenção cirúrgica, além de quimioterapia e radioterapia. Segundo Jesus, como é retirado um pedaço da vulva, onde há células cancerígenas, o procedimento conta com auxílio de uma cirurgia plástica, pois a aparência da região é modificada, o que pode incomodar as mulheres.

Como evitar
Por ser um câncer bastante raro não existe um programa de rastreamento do Ministério da Saúde, por exemplo, mas as mulheres devem estar atentas. Qualquer lesão na região da vulva, esbranquiçada ou com vermelhidão, deve ser motivo para procurar um médico. Irritações crônicas também não devem ser deixadas de lado.