Ecocardiografia fetal diminui riscos para recém-nascidos

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É um exame de ultrassom que permite avaliar se o coração do feto está se desenvolvendo
adequadamente e se apresenta função normal dentro do útero da mãe.

O ecocardiograma complementa a avaliação do ultrassom morfológico, pois é realizado por

um cardiologista pediátrico com especialização nesta técnica.

Algumas doenças cardíacas congênitas requerem correção cirúrgica imediatamente após o
nascimento. O diagnóstico feito ainda durante a gravidez possibilita o planejamento do parto
em Hospital com infraestrutura para receber e tratar o este recém-nascido tão especial.

Nestes casos, o hospital escolhido precisa contar com uma excelente UTI neonatal e também com uma equipe de cirurgia cardíaca pediátrica.

Ainda, certas doenças cardíacas fetais já podem ser tratadas dentro do útero, como algumas formas de arritmia. O ecocardiograma fetal diagnostica e acompanha a resposta do feto ao tratamento, sendo ferramenta importantíssima no pré-natal destas gestantes.

O ecocardiograma fetal pode ser realizado através do abdome materno a partir de 18
semanas, sendo que a melhor época é por volta de 28 semanas de gestação.

Sem dúvida, o diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas durante a gestação contribui para um melhor atendimento ao bebê e aumenta as chances de sucesso no tratamento.

Quais gestantes devem realizar ecocardiograma fetal?

Algumas situações aumentam as chances de doenças cardiacas no feto.

A presença de casos de cardiopatia congênita na família do pai ou da mãe e filhos anteriores nascidos com doença cardíaca são fatores de risco bem conhecidos.

Algumas infecções adquiridas pelas gestantes também podem comprometer a formação do
coração fetal, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose.

Certas medicações de uso materno estão associadas ao desenvolvimento de doença cardíaca fetal, principalmente quando utilizadas nos primeiros meses de gestação. Nestes casos o obstetra responsável encaminha a gestante para uma avaliação com ecocardiograma fetal.

A diabetes, tanto pré-existente quanto a adquirida durante a gestação, pode comprometer o
coração do feto principalmente quando não controlada.

Sempre que o ultrassom suspeita de algum defeito na formação do coração fetal é conveniente aprofundar a investigação com um ecocardiograma, feito por cardiologista pediátrico especializado. Ainda, quando se descobre ao ultrassom alguma malformação em outro órgão do feto é sempre interessante avaliar o coração com mais cuidado, pois pode ocorrer associação com doença cardíaca congênita.

Por fim, gestantes com idade superior a 35 anos merecem uma avaliação pré-natal mais rigorosa devido às maiores chances de malformações fetais. Sendo assim, muitos obstetras tem incluído o ecocardiograma fetal entre os exames de rotina deste grupo.

O ecocardiograma fetal é um exame sem risco para a gestante e para o feto, trazendo os benefícios de um diagnóstico precoce e do tratamento eficaz das cardiopatias fetais.

Pediatra em Foco

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