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Vômitos em bebês e crianças: descubra os sinais de alerta e como tratar

Sintomas como febre, tosse, inapetência, diarreia e vômitos são motivos frequentes de consultas em pediatrias. A regurgitação é a expulsão sem esforço do conteúdo do esôfago ou do estômago pela boca, frequentemente associada à eructação e não precedida de náuseas, sendo assim diferente do vômito, que é a expulsão violenta e forçada do conteúdo do estômago, acompanhada de contração do músculo que separa o abdome do tórax (diafragma) e da musculatura abdominal, com relaxamento da comunicação existente entre o estômago e o esôfago (cárdia) e contração da passagem entre o estômago e a primeira porção do intestino delgado (piloro).

O vômito costuma ser precedido de náuseas e acompanhado de palidez, aumento da frequência cardíaca, sialorreia (faz com que criança fique “babando”), suor frio e lassidão (a criança fica “largada”, mole).

O vômito é uma resposta reflexa a vários estímulos coordenados pelo sistema nervoso central. O “centro do vômito” está localizado no tronco cerebral, recebendo estímulos via corrente sanguínea (em resposta a drogas e toxinas circulantes), informações do córtex cerebral e de outras inervações que levam mensagens do organismo, podendo desencadear o reflexo de vômito.

Doenças que causam vômitos

Os múltiplos estímulos que provocam vômitos originam-se praticamente em qualquer órgão e chegam ao centro do vômito por via hormonal ou por via nervosa.

O vômito é a expressão sintomática de muitas causas, de mecanismos distintos, exigindo uma abordagem ampla e racional por parte do pediatra.

Pode tratar-se de um simples refluxo gastresofágico fisiológico ou de uma virose, mas também ser a manifestação clínica inicial de doenças graves como meningites, tumores cerebrais ou obstruções intestinais.

No período neonatal imediato (primeiras 24 horas de vida) são frequentes os vômitos decorrentes da deglutição de material durante o trabalho de parto. Se houver persistência dos vômitos, deve-se investigar malformações do aparelho digestivo ou outras patologias que acometem frequentemente essa faixa etária.

Após o período neonatal, são causas mais frequentes de vômitos os erros alimentares, o refluxo gastresofágico, as afecções do sistema digestivo ou do organismo em geral, a alergia ou intolerância alimentar e a estenose ou a compressão do trato digestivo.

Após o segundo ano de vida surgem os vômitos de origem psicogênica e o vômito cíclico sem causa bem definida, e aumentam de frequência as infecções intra-abdominais como apendicite, peritonite (inflamação da membrana que cobre o trato intestinal), hepatites, etc.

Em adolescentes o vômito de origem psicogênica tem incidência aumentada, especialmente do sexo feminino. Gravidez, uso de drogas de distúrbios alimentares (anorexia nervosa ou bulimia) também devem ser considerados.

Sinais de alerta

Os pais devem procurar um profissional o mais rápido possível diante dos seguintes sinais:

  • desidratação;
  • curva do peso e estatura estacionária ou descendente (ver no cartão da criança);
  • mudanças de comportamento;
  • vômitos biliosos, fecaloides ou com sangue;
  • icterícia (o branco do olho fica amarelado, bem como a pele);
  • dor abdominal intensa, bem como distensão abdominal (barriga inchada);
  • alterações da consciência;
  • dor de cabeça intensa;
  • persistência dos vômitos por mais de 24 horas;
  • distúrbios de marcha;
  • peristaltismo (movimento das alças intestinais) visível ou abolido;
  • pouco xixi;
  • massa abdominal (caroço) palpável;
  • fezes escuras ou com sangue vivo;
  • respiração rápida e profunda;
  • febre alta;
  • sinais de irritação meníngea (dor de cabeça, vômitos e rigidez da nuca – a criança não consegue dobrar o pescoço até o queixo);
  • sufusões hemorrágicas na face ou couro cabeludo.

Tratamento

O vômito é um sintoma e não uma doença em si. Cabe ao pediatra fazer o diagnóstico correto e dirigir o tratamento para as possíveis causas.

As medidas dietéticas estão indicadas em todos os casos, independente da causa, reservando-se o uso de medicamentos para algumas situações excepcionais.

Deve-se suspender a dieta por um período breve (três a seis horas), de acordo com a intensidade dos vômitos, oferecendo-se líquidos para manter uma hidratação adequada: inicialmente 10 a 15 ml (1 colher de sopa) de uma solução glicosalina (soro oral) a cada 15 minutos, e a seguir, se houver boa tolerância, reiniciar a dieta, sempre começando com pequenos volumes (30 a 50 ml), oferecidos a cada duas ou três horas.

Ainda que a criança vomite as primeiras tomadas do soro, deve-se continuar oferecendo a solução hidratante em pequenos volumes, uma vez que a absorção de pequena quantidade de glicose já é suficiente para controlar a cetose (acúmulo de substâncias na corrente sanguínea que provocariam mais vômitos ao estimular o “centro do vômito”).

Nos casos de vômitos sem diarreia, pode-se oferecer líquidos mais bem tolerados pela criança, como sucos diluídos, refrigerantes sem gás ou gelatina líquida. Líquidos na temperatura ambiente ou gelados são bem aceitos. A criança também aceita muito bem picolé e sorvetes de sua preferência.

Irritantes gástricos conhecidos, como aspirina, aminofilina, antibióticos, chocolates ou café, devem ser evitados.

Somente o pediatra saberá em que circunstância deverá utilizar medicamentos, bem como sua dosagem correta e por quantas vezes for necessário.

Confira Tabela de peso e altura do bebê de acordo com a idade

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Tabela de peso e altura da criança. Para cada idade

Idades meninos meninas
altura (cm) peso (kg) altura (cm) peso (kg)
0 dias 50 3,250 49 3,100
2 meses 59 5,500 58 5,200
4 meses 63 6,900 62 6,350
6 meses 66 7,850 65 7,250
8 meses 70 8,700 68 8,000
10 meses 72 9,450 71 8,800
12 meses 75 10,100 73 9,450
18 meses 82 11,770 80 11,140
2 anos 87 13,000 86 12,250
3 anos 95 14,870 95 14,680
4 anos 101 16,630 102 16,590
5 anos 107 18,670 108 18,560
6 anos 114 21,040 113 20,670
7 anos 120 23,600 119 22,900
8 anos 126 26,100 125 25,200
9 anos 131 28,500 130 27,650
10 anos 135 30,900 135 30,450
11 anos 139 34,000 141 34,250
12 anos 144 38,800 147 39,950

Como usar a tabela:

Primeiro, levar em conta que ela situa uma média de peso e altura, por idade, em crianças brasileiras. Entretanto, há pequenas variações, para mais e para menos, que também ficam dentro dos padrões de normalidade. Converse com o médico, se notar uma diferença acentuada entre as medidas da criança e os valores acima.

Meninos e meninas têm padrões diferentes de peso e altura.

Não dê fortificantes ou estimulantes de apetite, caso seu filho esteja abaixo do peso indicado. O mesmo vale para remédios visando o crescimento. Simplesmente leve suas dúvidas ao pediatra e ele esclarecerá tudo.

26 dicas para o bebê dormir bem

Muitas vezes, quando a criança é recém-nascida ou até os 3 ou 4 meses, ter um bercinho no quarto dos pais facilita as mamadas. Quando a criança está doente, também podemos deixá-la um pouco na cama dos pais até que ela se sinta mais confortável. O ideal é que a mãe ou o pai tenha um sofazinho no quarto da criança e deite-se no quarto com ela até que o bebê adormeça. Com o tempo, a criança passa a abrir mão da presença dos pais com mais facilidade, demonstrando ter mais segurança, mais independência e com autoestima mais elevada.

Quais as dicas do que deve ser feito para ajudar o bebê a ter uma boa qualidade de sono?

Quando o bebê chorar de madrugada, aguarde. Muitas vezes ele volta a dormir sozinho. Apenas em último caso vá ao quarto acalmá-lo. Evite levá-lo para dormir com você. Do contrário, ele repetirá o choro todas as noites.

  • Carinho é bom e todas as crianças gostam e acalma!
  • Brincadeiras leves ao final da tarde devem ser estimuladas, principalmente as que incitam o sono. Atividades muito intensas e motivadoras não devem ser praticadas muito próximo da hora de dormir, pois elas costumam tirar o sono da criança, a exemplo de videogames, internet, brincadeiras de correr, músicas eletrizantes, entre outras.
  • Ler uma história na hora de deitar resolve o problema pra muitos pimpolhos.
  • Uma conversa tranquila com o filho (a mãe deve sentar-se próximo à cama da criança) também é muito bem recebida.
  • Escolha um objeto que funcione como aviso da hora de dormir. Travesseiro, fralda, brinquedo. Tem criança que faz questão de dormir com seu boneco preferido ou um bichinho de pelúcia. Não faz mal algum.
  • Criar um ritual de sono é importante para muitas crianças. Vista o pijama, leve-a ao banheiro, leia uma história, faça uma oração, dê um beijo de boa-noite.
  • Após desejar boa-noite, saia do quarto. Não espere a criança fechar os olhos. Ela deve aprender a dormir sozinha.
  • Não tenha medo de dizer “não” à criança. Regra é regra e criança gosta de sentir o poder nos pais.
  • Nunca sinta pena do seu filho.
  • Apague as luzes do quarto.
  • A prática de um esporte é bom pra tudo, inclusive para um bom sono.
  • Um copo de leite morno de vez em quando não faz mal.
  • Um banho morno cai bem.
  • O lugar onde dormimos precisa refletir paz e sossego. Cores pastel ajudam.
  • Músicas de dormir, pra quem gosta, de vez em quando é uma boa solução.
  • Um ambiente tranquilo dentro de casa é fundamental.

Nem todo choro do bebê é sinal de cólica

Toda vez que um bebê chora sem parar, mesmo depois de já ter sido alimentado e tido boas horas de sono, a primeira suspeita para o motivo do choro é ele estar se incomodando com as chatinhas e frequentes cólicas.

Quando tem cólica – segundo pesquisas, 15% dos recém-nascidos têm¹ –, o bebê faz vários movimentos, quer com os bracinhos e as perninhas; quer com o tronco, como também com a boca, parecendo querer mamar, mesmo que tenha sido alimentado há pouco e esteja sem fome.

As cólicas costumam acometer os bebês do nascimento até os três meses de idade, sendo mais comum naqueles alimentados com leite artificial do que nos que só ingerem leite materno. Isto ocorre devido à imaturidade do sistema digestivo do bebê, provocando contrações intestinais em vários sentidos, assim como também pela entrada de ar durante a sucção quando mama em mamadeira, e gera dores mais ou menos intensas. Geralmente, os pequenos têm cólicas entre o final da tarde e a noite.

O leite materno (natural) é o melhor alimento para seu filho, sempre! Ele possui lactobacillus bifidus que impedem o crescimento bacteriano no organismo da criança, evitam cólicas e estimulam o funcionamento do intestino.

Por outro lado, o leite artificial, assim como alguns outros alimentos, pode provocar cólicas nos bebês. Há indícios ainda de que os alimentos ingeridos pela mãe provoquem cólicas na criança – dependendo do tipo de alimento, ainda que metabolizados.

Fatores emocionais também podem levar às suspeitas de crises de cólicas. Se você, mãe, apresentar-se diante do seu pequeno com insegurança, ansiedade ou medo, ele vai absorver essa informação e apresentar em seguida os mesmos sentimentos, os quais ele expressa pelo choro. Certamente, você interpretará como cólica. Por esse motivo, é muito importante manter-se sempre tranquila, conhecendo o que é normal e o que não é. A cólica não é uma doença, mas pode preceder problemas de intestino mais graves. Consulte sempre um pediatra, profissional melhor qualificado para averiguar se os sintomas são naturais ou se há a necessidade de uma análise mais detalhada, dependendo do caso.

Por último, é importantíssimo relembrar que a cólica não é a única causa de choro do nenê. Ele pode chorar também de fome, frio, calor, medo, ansiedade, por incomodo provocado por roupa e insegurança, entre outras causas. Os pais devem se lembrar disso e procurar, com calma e sem transferir sua insegurança para a criança, determinar a causa do incômodo de seu bebê. Afinal, nem todo choro é sinal de cólica!

University of Texas Health Science Center at Houston (UTHealth)