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Os seis vilões do casamento

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Rotina, filhos e até o videogame. Os desafios da vida a dois e como evitar desgastes e distanciamento.

A vida do casal depois da lua-de-mel não é feita só de romance. A rotina revela vilões que muitas vezes colocam o encanto e o amor em perigo. Os jantares em restaurantes descolados dão lugar ao lanche rápido no balcão da cozinha, e o tempo compartilhado ao final do dia, quem diria, agora é usado para jogar videogame e atualizar o Facebook.

Sim, as mudanças são naturais ao longo do tempo, porém é preciso atentar para os exageros em busca de relações mais harmoniosas e satisfatórias para os dois lados. Feras em terapia de casal e autoras de livros sobre o assunto, Lidia Aratangy e Magdalena Ramos apontam caminhos para lidar com os seis potenciais vilões do casamento e do sexo.

1.Tarefas domésticas
Dividir o mesmo teto significa dividir também a pilha de louça para lavar. E as brigas envolvendo trabalhos domésticos são comuns. Se a trabalhosa compra do mês e os copos fora do lugar andam disparando discussões, “então está na hora de distribuir as tarefas de maneira justa”, avalia a mediadora de conflitos Magdalena Ramos. A recomendação é que cada um escolha as responsabilidades de acordo com suas habilidades e preferências, mesmo que tenham feito tudo diferente por vários anos. “As mulheres tendem a pegar mais coisas para fazer, porém com o tempo começam a se ressentir e reclamar”, alerta. Segundo a terapeuta Lidia Aratangy, não deve existir o conceito de “ajudar em casa”, já que a responsabilidade é igual para os dois. A hora da faxina – ou mesmo a orientação de uma faxineira – deve servir como um exercício de companheirismo, e não virar um cabo de guerra.

2. As crianças
É consenso entre os especialistas que os filhos reduzem o tempo a sós do casal e a rotina sexual – reduzem, não eliminam. Os primeiros anos são os mais difíceis. “É uma temporada sem ‘eu e você’. Paciência, isso volta“, diz Magdalena. Separar um momento diário para conversar e brincar com as crianças é uma tentativa para que elas interrompam menos os pais durante outras atividades. “Quando eles sabem que terão um espaço para serem ouvidos, não ficam insistindo e atrapalhando”, diz Aratangy. De acordo com Magdalena, é normal que os pais discordem com o estilo do outro de educar. O caminho para evitar conflitos é realmente conversar e tentar um equilíbrio construtivo.

3. Televisão, computador e videogame
Como é bom chegar em casa e simplesmente relaxar. Televisão, jogos eletrônicos e novelas não são inimigos do casamento, desde que não isolem um dos pares. “Muita gente mora sob o mesmo teto, mas não compartilha nada. Em função disso, não constroem uma relação”, aponta Magdalena. Com o tempo, a distância entre os dois cresce e o tédio aumenta. Contudo, abrir totalmente mão de fazer o que gosta também não é o caminho. “É uma equação complicada conciliar o território das coisas partilhadas com os interesses individuais, que precisam ser mantidos”, avalia Lidia. “Um bom antídoto é perguntar como foi o dia do outro, escutar, esse já é um grande passo”, diz. Outra boa ideia é incluir o(a) parceiro(a) no programa – que tal jogar em equipe?

4. Descuido com o corpo
Compartilhar um pote de sorvete durante o filme, preparar aquela receita calórica ou bebericar todos os dias num happy hour caseiro; quem não gosta? Pesquisas revelam que o casamento faz bem para a saúde, mas engorda. Além disso, a natural sensação de segurança pode gerar certo relaxamento, que até pode ser bom, desde que não vire desleixo. “Não precisa estar de salto alto, mas também não precisa estar com a camiseta furada”, diz Aratangy. O descuido, ela conta, demonstra falta de interesse: homens e mulheres deixam de se cuidar porque acham que não são mais notados ou avaliados da mesma maneira pelo(a) parceiro(a). Assim, elogios podem estimular a autoestima e o desejo de caprichar mais no visual. O primeiro passo, no entanto, é cuidar da própria imagem.

5. Intimidade demais
Atenção para não confundir intimidade com falta de boas maneiras. Como os dois passam muito tempo juntos, é natural que não tenham vergonha um do outro. Isso é bom, mas com limites. “Fechar a porta para fazer xixi é sinal de respeito e dignidade, e isso tem que ser mantido”, exemplifica Lidia. Ela diz que a acomodação leva os casais a compartilharem demais: acham que se conhecem tanto que não há mais surpresas. A partir daí não demora muito para alguém espremer uma espinha ou até soltar gases na frente do outro. E assim aquele mistério, que tempera a relação, fica ameaçado.

6. Rotina e cansaço
É natural que o cansaço do dia a dia desestimule a interação entre os pares. Porém, desfrutar dos momentos juntos é fundamental para manter a saúde da união. Jantar separados ou na frente da televisão desperdiça um horário de troca precioso. Claro, a vida não é uma festa, todo mundo pode ter um dia ruim no trabalho ou estresse no trânsito. Assim, saber como administrar isso e, principalmente, não descontar o nervosismo no outro, é prática dos casais felizes. As brigas não devem se tornar constantes e permanentes, esperando que o dia a dia fique mais fácil ou com menos cobranças. “O casal maduro tem uma lógica equilibrada e adequada. Às vezes precisamos dispensar algumas discussões e viver mais a relação”, avalia Lidia.

Reportagem:  Júlia Reis

Você tem ciúme do passado?

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Aceitar que o parceiro já viveu outras experiências sexuais e amorosas pode ser difícil para os apaixonados. Acostumado com as queixas de seus pacientes, o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Ciúme – O Lado Amargo do Amor” (Editora Ágora), dá nome e sobrenome para o ciúme do passado: síndrome do carro zero. E ele explica: “Faz parte da nossa cultura latina esse desejo de ser o primeiro”, diz. Mas diferente do automóvel novinho, um amor pode vir com muitos quilômetros rodados.

Em 30 anos de profissão, o psicanalista Alfredo Simonetti conheceu poucas pessoas que aceitavam numa boa as vivências antigas de seus parceiros. Segundo ele, o ciúme do passado é mais comum do que se imagina e, geralmente, vivido por indivíduos conscientes do absurdo que isso possa parecer.

O médico defende que não sofrer pelas antigas vivências do parceiro é sinal de extrema maturidade, mas tal racionalidade desaparece quando estamos apaixonados. Isso acontece porque as emoções são atemporais. Imaginar quem a gente ama com outra pessoa no passado pode ser tão doloroso quanto enxergar a cena no futuro ou no presente. Assim, é preciso domar os sentimentos aflorados para evitar criar problemas.

Para Ferreira-Santos, os homens sofrem até mais do que as mulheres com isso. E as aflições são diferentes entre os gêneros. Enquanto eles têm medo da comparação sexual, as mulheres sofrem ao imaginar que o atual parceiro já amou com maior intensidade. “Se o namoro anterior tiver acabado por escolha da ex-namorada, então a atual sente ainda mais ciúme”. Isso porque logo vem a ideia de que ele ainda deve amá-la, mas não teve escolha.

Lindando com o passado
O filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004) mostra como seria se pudéssemos simplesmente passar uma borracha no passado. Mas, enquanto isso não faz parte da realidade, precisamos aprender a lidar com as lembranças.

Os especialistas concordam que os pequenos detalhes de histórias antigas podem estimular ainda mais a insegurança do ciumento, resultando numa autotortura sem fim. Dessa forma, não dê detalhes e muito menos queira saber pormenores de como era a relação anterior. Se o seu atual perguntar, apenas responda genericamente. “Não responder nada também é perigoso. Vai dar margem para a imaginação”, lembra Simonetti. Omitir informações não significa mentir. “Muitas pessoas mentem pra não machucar o outro e depois acabam caindo em contradição”, alerta Ferreira-Santos.

Em busca de segurança também é comum que os parceiros estimulem o outro a falar mal do antigo namoro, o que pode acabar em frustração. Afinal, as pessoas namoram por desejo próprio e, obviamente, devem ter vivido bons momentos. “Quem procura, acha. Nenhum relacionamento é 100% ruim ou 100% bom”, explica Simonetti.

Falar demais sobre a “ex”, mesmo que seja com raiva, pode esconder um sentimento a ser superado. Contudo, essa é apenas uma suposição. Não existe dica nem receita para diferenciar delírios infundados de um real envolvimento emocional com pessoas do passado. O jeito é dialogar em busca de certezas e, além disso, observar o próprio comportamento: baixa autoestima, insegurança exagerada e pensamentos repetitivos podem denunciar um problema maior.

A coisa complica quando a pessoa do passado não vai embora – por ser amiga ou mãe do filho dele. Nesse caso, cabe a quem está no meio do fogo cruzado se colocar no lugar do outro e evitar agravantes.
Algumas pessoas até se sentem vaidosas pelo ciúme do parceiro – comentam em público, provocam crises –, mas não sabem quanto isso é prejudicial para a felicidade do casal. É preciso que os dois lados contribuam para a construção de uma história feliz.

Fontes:  “Delas” e “Ciúme – O Lado Amargo do Amor”

Terapia do Desapaixonamento ajuda a superar sofrimento por amor

A dor de amar e não ser correspondido pode ter a intensidade de uma patologia grave, garante o psicólogo Ailton Amélio, autor de diversos livros sobre relacionamentos e especialista na área há mais de trinta anos. Para curar corações partidos ele criou a “Teoria do Desapaixonamento”, que promete desconstruir a imagem idealizada do ser amado durante sessões no consultório. Em entrevista, Amélio explica como faz para que seus pacientes superem desilusões sentimentais e voltem à vida. “É um pouco como por os pés no chão”, garante.

O que é a Terapia de Desapaixonamento?
Ailton Amélio: Não se trata de nenhuma mágica, fórmula ou remédio. Tem uma teoria do (Marie-Henri Beyle) Stendhal – escritor francês do século 19 – de que é preciso admirar, ter esperança de reciprocidade e certa dose de insegurança para nascer o amor por alguém. Eu inverti a teoria dele. Então, eu ajudo a pessoa a questionar essa admiração, que no fundo é uma idealização do ser amado. Eu ainda auxilio essa pessoa a verificar se há realmente a possibilidade da outra parte corresponder ao amor.

E como isso funciona na prática?
Ailton Amélio: A pessoa vem ao meu consultório só querendo falar coisas maravilhosas do ser amado. Eu faço com que ela entre em contato com o outro lado, como as características negativas dele ou dela. Daí essa pessoa vai descrevendo as características negativas ou coisas que parecem positivas agora, mas que ao longo do tempo podem se tornar ruins. Eu ajudo o apaixonado a encontrar imagens ruins do outro e depois a montar tudo como se fosse um filme, com cores, sons e ações. Tudo isso sem nunca distorcer a verdade sobre o amado, apenas separando o que é real do que é imaginado. É um pouco como por os pés no chão.

Você diz que o amor precisa de reciprocidade, mas em muitos casos não há retorno e a pessoa continua apaixonada…
Ailton Amélio: O amor não subsiste sem esperança, mas tem gente que passa anos com esperança, alimentando-se dos mínimos sinais de reciprocidade. No entanto, muitos sinais são apenas de amizade, consideração e polidez, e isso possibilita muitas confusões. Eu ajudo a deixar as coisas mais claras. A gente planeja e até simula uma abordagem, tudo para que ela possa ter certeza lá fora.

Um “não” pode ser libertador…
Ailton Amélio:
Sim. É extremamente dolorido, mas abrevia o sofrimento. A boa notícia é que algumas vezes a esperança se confirma e acaba dando certo.

Em quais situações as pessoas procuram pela Terapia do Desapaixonamento?
Ailton Amélio:
É comum em casos de traição – quando a pessoa sofreu uma agressão ou um golpe financeiro. Ela ainda ama o outro, mas houve um quebra de confiança e não dá para continuar a relação. Em outra situação, a pessoa passa anos apaixonada, mas quando se declara não é correspondida e acaba ouvindo: “Você está viajando, eu só tenho amizade por você”. Tem também casamentos que se desfazem, mas apenas uma das partes deixa de amar. É sempre muito sofrido.

O sofrimento por uma paixão pode ser paralisante?
Ailton Amélio:
Com certeza. Algumas pessoas me procuram em situações graves, não conseguem se envolver em outros relacionamentos. Essas pessoas abandonam o emprego e não dormem. Muitos não conseguem mais trabalhar, estudar e nem saem da cama. Uma paixão não correspondida pode levar a uma depressão séria, principalmente se houver uma predisposição. Para algumas pessoas o negócio é muito severo, se compara a perda de um parente querido.

Aquela velha máxima de que ‘só uma nova paixão cura um amor não correspondido’ faz sentido na vida real?
Ailton Amélio:
Não costuma fazer sentido se for forçado. Se acontecer naturalmente, pode ajudar. Até pode ser bom avistar alguém no horizonte, mas o melhor é desidealizar o amado, melhorar a autoestima e refazer a vida com novos projetos.

Quantas sessões são necessárias para superar uma paixão?
Ailton Amélio:
Varia muito. Tem gente que desapaixona rápido, às vezes fica até com raiva do outro, pega ojeriza. Já outras pessoas demoram mais e até reincidem, principalmente quando o lado de lá dá um sinal, uma esperança. Eu já tive que chamar a outra parte no consultório, ela não estava consciente dos danos que causava cada vez que dava uma esperança, mas a maioria já apresenta melhora em dois ou três meses.

Fonte: “delas”.

Pais influenciam comportamento sexual das filhas

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“Quando se trata de garotas e suas decisões sexuais, a influência paterna realmente é importante”, afirma o escritor Bruce J. Ellis, da Universidade do Arizona, em uma publicação universitária.

Ellis e outros pesquisadores analisaram 59 pares de irmãs em famílias onde os pais se separaram e o pai foi embora de casa e 42 pares de irmãs de famílias onde os pais continuavam juntos.

Sexo sem camisinha
Os pesquisadores descobriram que meninas viveram em ambiente com pais com boas habilidades paternas eram menos propensas a desenvolver um comportamento sexual arriscado. Enquanto que as meninas que viveram com pais com pouca habilidade, mostravam um comportamento sexual mais arriscado. “Descobrimos que não importava o quanto cada filha tinha vivido ao lado do pai, e sim o que o pai fazia enquanto estava presente”, afirma Ellis.

O estudo observou ainda que no caso das irmãs de pais divorciados, a mais velha passava uma média de sete anos a mais vivendo com o pai do que a irmã mais nova.

Comportamento sexual de risco inclui fazer sexo sem camisinha, ter vários parceiros sexuais, fazer sexo enquanto estava alcoolizada ou drogada e ficar grávida antes dos 19 anos.