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Displasia mamária

O termo displasia mamária está caindo em desuso porque dá ideia de doença quando o que acontece é uma alteração funcional bastante comum da mama. Considerando que a normalidade no tecido mamário é difícil de ser definida em razão das modificações naturais verificadas nas mamas ao longo da vida, os médicos preferem falar agora em Alteração Funcional Benigna da Mama (AFBM). Uma dessas alterações é a mastopatia fibrocística, em que a mama apresenta um aspecto denso e tem-se a impressão de existirem vários caroços nos seios. No entanto, não há formação de um nódulo verdadeiro, apenas dor e retenção hídrica no tecido da mama, especialmente na fase pré-menstrual (a dor pode ser tão intensa que não permite à mulher deitar-se de bruços ou praticar exercícios). Outra AFBM frequente é o chamado fibroadenoma, um tumor benigno da mama, sólido, fibroelástico, móvel e bem regular. É importante registrar que essas alterações não induzem e nem se transformam em câncer de mama. Assim, o risco de câncer de mama é o mesmo para a mulher que apresenta alteração benigna funcional de mama daquela que não apresenta. Entre os 15 e 40 anos de idade é a época em que as AFBMs se manifestam. Elas tendem a melhorar após a gestação e a lactação e a desaparecer depois da menopausa.

Por que aparece - Não existe certeza sobre quais fatores determinam o aparecimento das AFBMs.

Diagnóstico - As queixas da paciente e o exame clínico permitem ao médico fazer o diagnóstico.

Riscos – Não há perigo de uma AFBM se transformar em câncer. No entanto, pelo fato de as mamas apresentarem um tecido mais denso, pode ficar difícil a identificação de uma lesão suspeita. O próprio autoexame fica prejudicado. É por isso que os médicos costumam solicitar a ultrassonografia com maior frequência em mulheres com AFBM.

Tratamento - A maioria das mulheres não necessita de nenhum tratamento. Mas quando os sintomas incomodam muito, o médico poderá sugerir o uso de pílulas anticoncepcionais, diuréticos leves e analgésicos. Outra recomendação útil é adotar o uso de sutiãs com alças largas de sustentação para aliviar o impacto dos seios inchados.

Vaginite

Por que aparece
O surgimento da vaginite pode ocorrer por:
1 Infecção bacteriana – Na vagina habitam diferentes espécies de bactérias. A infecção bacteriana acontece quando a população de uma dessas bactérias cresce exageradamente, quebrando o equilíbrio que existe normalmente entre elas.
2 Infecção por fungos – A mais frequente é provocada pela Candida albicans, fungo que também pode se desenvolver na boca e nas unhas. É relativamente comum ocorrer uma infestação por esse fungo depois de tratamento com antibióticos, em mulheres com diabetes descontrolada e por causa de desequilíbrios hormonais.
3 Tricomoníase – Infecção provocada por um parasita protozoário, o Trichomonas vaginalis. É uma doença que pode ser transmitida sexualmente. O tratamento, portanto, deve ser feito também pelo parceiro da paciente.

Pólipos endometriais

O que é

Pólipos endometriais são geralmente lesões benignas que são encontradas em até 2% das mulheres na pré-menopausa submetidas a curetagem uterina. Geralmente são assintomáticos, mas podem ocasionar sangramento intermenstrual ou aumento do fluxo menstrual.

Diagnóstico

São diagnosticados por ultrassonografia, histerossalpingografia (Rx da cavidade uterina e trompas) e por histeroscopia.

Como se trata

Quando são diagnosticados são retirados por curetagem ou histeroscopia.

Doenças Femininas – Aconselhamento Genético – Prevenção do Câncer de Mama

Há testes que podem mostrar se a mulher é portadora de mutações genéticas que aumentam suas chances de ter câncer de mama, mas esses testes não devem ser feitos indiscriminadamente. Eles são recomendados para as mulheres com histórico familiar significativo de câncer de mama e/ou ovário, que têm a doença antes dos 50 anos. O ideal é que elas procurem primeiro um centro de aconselhamento genético ou um departamento de oncogenética. Só depois disso, elas devem discutir  com seus médicos o que fazer.
Em alguns casos raros, mulheres com altíssimo risco de desenvolver câncer de mama podem considerar a possibilidade de fazer mastectomia profilática, isto é, a remoção cirúrgica das mamas, antes do aparecimento da doença (do câncer propriamente dito).