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Estrias: como lidar com as marcas incoveniente

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Nos dicionários, a estria é definida como “pequena linha”, “filete”, “sulco muito estreito” e “linha extremamente fina”. Dito desse modo, parece algo quase imperceptível, para o qual não se deve dar importância. Mas sabemos que não é assim. As cicatrizes resultantes do rompimento de fibras elásticas e colágenas da pele – geralmente provocado pelo desenvolvimento do corpo durante a adolescência, a gravidez ou por ganhos abruptos de peso – são uma das marcas dérmicas que mais desagradam às mulheres.

Aprenda a cuidar das estrias

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As estrias são um dos pesadelos de toda mulher. Apesar disso, nem todas sabem como cuidar das marquinhas. Se você sofre de estrias e não sabe como elas surgiram, ou o que fazer, conheça mais sobre essas marcas que podem se desenvolver durante a gravidez ou após uma mudança brusca de peso.

As estrias são resultado de uma ruptura no tecido cutâneo após alargamento excessivo. De acordo com a dermatologista Kátia Lufti, a pele perde colágeno e elastina, além da nutrição, deixando um aspecto atrófico semelhante a cicatrizes.

Ainda segundo a médicas, as mulheres são mais propensas a terem estrias: “As estrias são mais comuns em mulheres, pela própria formação do corpo, e aparecem principalmente em glúteos, coxas e mamas, locais que se estendem durante e após a puberdade, quando elas aparecem em grande quantidade nesses ou em outros locais como é o caso do abdômen”.

Isso, no entanto, não quer dizer que os homens estão livres do problema. “O dorso é a região em que mais frequentemente acontecem as estrias e os adeptos a treinos fortes em academias, com aumento de massa em curto período, também podem desenvolver, principalmente nos braços”, explica.

As estrias são divididas em recentes e antigas. Em alguns casos a melhora pode ser de 100%. As de aspecto avermelhado são as mais recentes, e respondem melhor a tratamentos. “Elas possuem essa coloração pois ainda têm vascularização e nutrientes. Se forem tratadas com antecedência, podem ter melhora de até 100%”, afirma Kátia.

As estrias brancas são estrias mais antigas, mas, em alguns casos, podem ter esse aspecto desde o início. Segundo a dermatologista, existem diversos tratamentos que atenuam e melhoram o aspecto, mas a estria não desaparece por completo.

COMO CUIDAR DE ESTRIAS

Os tratamentos variam e sempre terão um resultado melhor quando associados especificamente a cada tipo de estria. A carboxiterapia melhora a circulação no local para que se consiga uma migração de substâncias e irrigação necessária. Outra alternativa é a intradermoterapia – é injetado um coquetel de substâncias através de agulhas finas em toda a extensão das estrias, melhorando a circulação local e aumentando a produção de colágeno.

“Dessa forma, conseguimos diminuir a altura e espessura das estrias. Essas substâncias vão fazendo as estrias voltarem a ficar vermelhinhas, diminuírem de tamanho e recuperando a pele. Tem melhor resultado em estrias recentes”, destaca a dermatologista.

Cremes com ácidos específicos também ajudam na produção de colágeno da pele, além de peelings – tanto químicos quanto de cristais – também são aliados. “Para fazer uma descamação para que estimule-se a migração de vasos e nutrientes necessários para a recuperação da pele”, explica Kátia.

“Para evitar as estrias o importante é tentar não aumentar o peso de forma brusca, hidratar a pele e iniciar um tratamento com supervisionamento de um especialista caso surja algum sinal”, conclui a dermatologista.

Fonte: Bolsa de Mulher