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HPV e vacinação: preocupação deve ser tanto das mulheres quanto dos homens

O que é HPV?

HPV significa vírus do papiloma humano. É um vírus que pode ser transmitido através do contato sexual. Durante a relação sexual ou sexo oral, o HPV pode fazer o seu caminho para os órgãos genitais, boca ou garganta e causar infecção.

O HPV sexualmente transmissível vem em mais de 40 variedades diferentes. O tipo do vírus determina quais os efeitos que este terá sobre o seu corpo. Certos tipos de HPV causam verrugas genitais. Outros tipos de HPV podem fazer as células se tornarem cancerosas. Você provavelmente já ouviu falar que o HPV causa o câncer cervical, mas também provoca cânceres menos comuns da vulva, vagina, pênis, ânus, cabeça e pescoço.

HPV

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O Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. É uma infecção transmitida sexualmente (DST). A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da transmissão.

Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento do parto, devido ao trato genital materno estar infectado. Entretanto, somente um pequeno número de crianças desenvolve a papilomatose respiratória juvenil.

Captura Híbrida no Diagnóstico do HPV

É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A captura híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes de a paciente ter qualquer sintoma.

Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.

Quem deve fazer captura híbrida?

Aquelas pacientes que tiveram um resultado de papanicolaou alterado ou aquelas que, a critério do médico ginecologista, sejam de alto risco para o HPV.

Como devo me preparar para o exame de captura híbrida?

  • Não ter relações sexuais três dias antes do exame.
  • Não estar menstruada.
  • Não ter usado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal na última semana.

Como se colhe o material?
O exame de captura híbrida é muito simples e não causa dor. Segue os mesmos procedimentos que se usa para os outros exames ginecológicos. O médico introduz o espéculo – instrumento utilizado para afastas as paredes da vagina – e, com o auxílio de uma escovinha delicada, coleta amostras de secreção do colo uterino, da vagina ou da vulva. Após o exame, a escovinha é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.

Ginecologista de Plantão

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O que é HPV?
É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da família Papilomaviridae, capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

Tire suas dúvidas sobre HPV com o Ginecologista Dr. Christian Ferraz.

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Ana Beatriz diz: Quais são os meios de contágio do HPV?

Dr. Christian Ferraz diz:

O vírus HPV é muito freqüente na população, e a forma mais comum de contágio é a via sexual. Existe também a transmissão vertical que é quando uma mãe contaminada passa para o bebê. A principal via é a sexual mesmo. Às vezes a mulher com uma verruga, relaciona a uma atividade sexual que teve dias atrás. Não é assim. O vírus HPV é latente; possui uma capacidade de ficar durante muito tempo no organismo sem se manifestar. Na maioria das vezes, é uma doença sexualmente transmissível, mas a pessoa poderia ter adquirido há anos, e somente agora o vírus esteja se manifestando. Lembro a você, caro internauta, que a manifestação do HPV depende muito da imunidade da pessoa; a capacidade do organismo de se defender de doenças. Em momentos em que a defesa do indivíduo esteja baixa, várias doenças podem se manifestar. A dica é: cautela e prevenção sempre.

Dr. Christian Ferraz diz:

Elaine diz: É possível contrair HPV entrando em contato com a água do vaso sanitário?

Na verdade essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem, não só relacionadas ao HPV. Tem certas questões que são primordiais na higiene pessoal; não se deve usar a escova de dente de outra pessoa, a calcinha da irmã ou da amiga, enfim… Essas questões não estão ligadas, diretamente, a forma de contágio da doença; não é tão apavorante. Logicamente, se a pessoa entra em contato com um meio que possa ter um material contaminado, é um risco. Nossa internauta pergunta sobre a água do vaso sanitário. O vírus HPV precisa estar dentro de uma célula para transmitir a doença. A água do vaso sanitário não tem meio celular; é um meio químico. Elaine, o simples fato de urinar em um banheiro de uso coletivo, não leva a adquirir doença alguma, não precisa ter esse exagero de preocupação; é preciso ter cuidados de higiene e de individualidade.

Janaína diz: Quais as conseqüências da contaminação por HPV?

Dr. Christian Ferraz diz:

A maioria das pessoas, com o exame na mão, pensa: O que é que vai acontecer comigo? A mulher precisa procurar o serviço de saúde para fazer uma complementação de exames, uma colposcopia, que é um exame que permite visualizar a vagina e o colo do útero por meio de um aparelho chamado colposcópio. O HPV caminha para dois grandes grupos de modificação do organismo da mulher; existem alguns que têm capacidade de alteração da pele da mulher, provocando um papiloma, uma verruga. Esse tipo de verruga é simples, mas precisa de tratamento. Existe outro grande grupo de lesões que são modificações da pele que reveste o meio vaginal e o colo do útero, causando manchinhas, lesões de baixo grau; é uma lesão simples, que o tratamento faz desaparecer completamente. As lesões de maior potencial de virar câncer são consideradas de alto grau e que podem chegar a câncer, mas não é uma regra. Fica a dica. Aparecendo o diagnóstico de HPV, não se desespere, tem tratamento.

Dr. Christian Ferraz é Médico Pós-graduado em Ginecologia e Obstetrícia com título de especialista brasileiro pela FEBRASGO – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Vacina contra HPV reduz riscos de câncer anal em mulheres

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Uma vacina, rotineiramente empregada na prevenção do câncer de colo do útero causado pelo papilomavírus humano (HPV), também reduz os riscos de câncer anal entre as mulheres, destacou um estudo publicado na edição desta terça-feira da revista científica The Lancet Oncology.

O teste foi realizado com 4.210 mulheres saudáveis com idades entre 18 e 25 anos na Costa Rica, imunizadas aleatoriamente, com a vacina Cervarix contra o HPV e uma vacina contra a hepatite para comparação.

Quatro anos depois, as mulheres foram submetidas a testes de infecção cervical e anal para os subtipos 16 e 18 do HPV, notoriamente relacionados ao câncer. As mulheres que tomaram Cervarix demonstraram ter um risco 76% menor de desenvolver infecção cervical e 62% menor de infecção anal quando comparadas com outras que não tomaram a vacina.

A proteção foi ainda maior em um subgrupo de mulheres com mais propensão de não ter sido exposto ao HPV. Nesta categoria, a vacina demonstrou ser quase 89% protetora contra a infecção cervical para as duas cepas virais e quase 84% contra as infecções anais.

Embora o câncer anal seja raro – segundo algumas estimativas, a ocorrência é de apenas dois casos em 100.000 pessoas ao ano na população em geral –, as mulheres são duas vezes mais propensas a ter a doença do que os homens.

A razão para esta incidência maior é desconhecida, embora a relação anal passiva possa ser um fator. Uma condição denominada neoplasia cervical também pode predispor as mulheres ao risco de desenvolver infecção anal por HPV, independente de ter havido relação anal.

Na população em geral, os grupos com maior risco de desenvolver câncer anal são os homens que fazem sexo com outros homens. Entre os gays não infectados pelo HIV, a incidência é de 40 casos por 100.000 indivíduos ao ano e entre os soropositivos, de 80 por 10.000.

Segundo uma pesquisa anterior, o HPV é a causa da maior parte dos cânceres anais. Quase quatro em cada cinco casos de câncer no ânus causados pelo HPV são provocados pelos subtipos 16 ou 18.

Em um comentário também publicado na The Lancet Oncology, os especialistas americanos Diane Harper e Stephen Vierthaler, da Escola de Medicina da Universidade do Missouri-Kansas City, afirmaram que o custo-benefício da vacina de HPV contra o câncer anal é nebuloso. A grande pergunta é por quanto tempo a vacina se mantém eficaz, afirmaram os cientistas.

“Sem duração de eficácia de pelo menos 15 anos, não se evitará, apenas se adiará o câncer em mulheres ou homens que fazem sexo com outros homens”, escreveram.

“Faltam testes de eficácia e a incidência do câncer anal é rara. Vamos usar nossos recursos sabiamente”, concluíram.