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O que pode dificultar a gravidez?

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Um casal pode começar a considerar que está com dificuldades para engravidar quando suspende os métodos contraceptivos e, no prazo de um ano, não tem sucesso.

Isso se os dois estiverem com a saúde em dia e a mulher tiver até 35 anos – afinal, o fator idade é um dos que mais influencia a fertilidade.

Dos 35 aos 40 anos, o tempo de espera cai para seis meses. E acima disso, três meses. Dois abortos espontâneos, em qualquer idade, também podem indicar problemas.

O que é infertilidade?

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Uma doença que afeta um em cada dez casais em idade fértil. A infertilidade atinge mais de seis milhões de pessoas nos Estados Unidos, homens e mulheres igualmente. No Brasil, estima-se que aproximadamente dois milhões de casais venham a apresentar algum tipo de dificuldade ao longo de suas vidas reprodutivas.

Leia o que diz Dr. Christian Ferraz sobre infertilidade:

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Reporter: Quais são as principais causas da infertilidade na mulher?

Dr. Christian Ferraz: Quando falamos de infertilidade, temos que pensar sempre no casal. Essa é chamada de infertilidade conjugal. É sempre importante o homem ser avaliado também, já que 35% das causas estão no homem, e em 45% dos casos, as causas estão na mulher.  Existem situações onde, mesmo todas as condições sendo investigadas, não são encontradas causas aparentes da dificuldade de engravidar. Essa situação é chamada de infertilidade idiopática. Na grande maioria das vezes, a causa da infertilidade pode estar envolvendo fenômenos da ovulação da mulher. A mulher produz uma semente, um óvulo, a cada quatro semanas aproximadamente, que é o período ovulatório, e é nesse período que ela se encontra fértil para engravidar. Mas nem todas as mulheres têm essa ovulação de forma tão regular. A principal condição que leva a essa dificuldade ovulatória na população feminina ainda é a síndrome do ovário policístico, ou multicístico.

Reporter: Quando o Sr. recebe no seu consultório um casal que diz estar tentando há 2 anos conseguir uma gravidez sem sucesso, como o caso é conduzido?

Dr. Christian Ferraz: O conceito atual de infertilidade fala basicamente o seguinte: A gente considera um casal com dificuldade de engravidar ou com sintomas de infertilidade, ou subfertilidade, quando esse casal tenta por mais de 12 meses uma gravidez sem sucesso. Tentar 12 meses é normal. Acima de 12 meses é considerado uma situação que merece investigação e avaliação. Por 2 anos, já se caracteriza infertilidade.  O casal deve sempre ser investigado.

Dr. Christian Ferraz é Médico Pós-graduado em Ginecologia e Obstetrícia com título de especialista brasileiro pela FEBRASGO – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

INFERTILIDADE

infertilidade

Casal Infértil

O casal infértil é aquele que, com mais de um ano de relações sexuais desprotegidas (sem uso de método anticoncepcional) e freqüentes, não conseguiu engravidar.

Incidência

Dez a 20% da população de casais tem problemas para procriar. A incidência de infertilidade é diretamente proporcional a idade da mulher. No Brasil existem cerca de 15 milhões de casais inférteis.

Grau

A infertilidade pode ser primária ou secundária:

Infertilidade Primária:
O casal nunca engravidou antes.
Infertilidade Secundária:
O casal já teve uma gestação anterior.

Causas

A infertilidade pode ser devido a:

Causa feminina (aproximadamente 30%)
Causa masculina (aproximadamente 30%)
Causa mista – masculina e feminina (aproximadamente 30%)
Infertilidade sem causa aparente (aproximadamente 10%)

Infertilidade Feminina

Causa ovulatória:
Quando não ocorre a ovulação. Nesses casos, geralmente o ciclo é irregular. A anovulação (ausência de ovulação) pode ser de causa central ou periférica.
Causa Tubária:
Quando as trompas têm funcionamento inadequado ou estão obstruídas. Pode ser secundária à infecção pélvica, após cirurgias na pelve ou endometriose.
Causas uterinas:
Alterações anatômicas do útero como septos, miomas, pólipos endometriais, infecções uterinas.

Investigação dos Fatores Femininos

Fator Ovulatório

Regularidade do ciclo menstrual
Dosagem de progesterona na 2ª fase do ciclo
Biópsia de Endométrio
Pode haver indicação de outros exames hormonais

Fator Tubáreo e peritoneal

Histerossalpingografia (Rx contrastado da cavidade uterina e trompas)
Histerossonosalpingografia (Avaliação da permeabilidade tubária por método ultrassonográfico)
Videolaparoscopia

Fator Uterino

Histerossalpingografia
Histeroscopia (visualização da cavidade uterina)

Infertilidade Masculina

Avaliação

História de gestações anteriores
Consulta com urologista
Espermocitograma

Valores normais do espermograma segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde

Volume: 1,5 – 6 ml
ph: 7 – 8
Concentração: > 20 milhõe/ml
Motilidade: > 50%(a + b) > 25% (a)
Morfologia: > 30% normais
Vitalidade: > 50%
Leucócitos: 1milhão/ml

Infertilidade Sem Causa Aparente

Sempre que os ciclos forem ovulatórios, o espermograma normal e as trompas tiverem função adequada, estaremos frente ao diagnóstico de Infertilidade Sem Causa Aparente.

Tratamentos

Os tratamentos são dirigidos à causa da infertilidade. Seu médico, após a investigação poderá lhe orientar sobre as diversas possibilidades terapêuticas.

Fatores Prognósticos nos Tratamentos para Infertilidade

Idade da mulher:
Provavelmente é o fator prognóstico mais importante para o sucesso dos tratamentos. Mulheres após os 40 anos apresentam diminuição significativa da fertilidade.
Tempo de infertilidade:
O prognóstico é melhor quando existe menos de 3 anos de infertilidade, principalmente naqueles casais com infertilidade sem causa aparente.
Infertilidade secundária:
São casos considerados de melhor prognóstico quando o casal já tem filhos.

Tempo de Espera para Engravidar

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Alguns pontos são importantes:

Deve haver pelo menos um ano de tentativa de engravidar espontaneamente (sem tratamento).

Isso significa ter relações sexuais frequentes, principalmente na janela fértil.

A janela fértil é aproximadamente entre o 12º e 15º dia na maioria dos casais.

Muitos casais acham que não podem engravidar após uma ou duas tentativas, e isso não é correto. O tempo mínimo de espera é um ano.

Após um ano de tentativa deve ser procurado um médico ginecologista para realizar exames que fazem parte da pesquisa básica de fertilidade.

Em mulheres acima de 35 anos é recomendável procurar um especialista em reprodução humana se não engravidar em seis meses.

Cirurgia de redução de peso pode influenciar na fertilidade

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A cirurgia de redução gástrica pode ter ajudado a devolver a fertilidade de um grupo de mulheres obesas, que não podiam ter filhos devido a um desequilíbrio hormonal causado pela SOP (síndrome do ovário policístico).

Os pesquisadores analisaram os históricos médicos de 566 mulheres com obesidade mórbida que se submeteram a cirurgia de redução de estômago. Os registros de nove anos incluíam 31 pacientes diagnosticadas com a SOP antes da cirurgia. Algumas das mulheres com SOP não queriam ter filhos e outras estavam na pós- menopausa. Porém, segundo os pesquisadores, as seis pacientes que queriam ter filhos conseguiram conceber três anos após ter feito cirurgia. Todas haviam perdido uma quantidade significativa de peso.

Mohammad Jamal, autor do estudo e professor clínico assistente de cirurgia dos Hospitais da Universidade de Iowa, afirmou ser muito cedo para se recomendar a cirurgia para as mulheres obesas com SOP. Contudo, a cirurgia bariátrica muitas vezes melhora os níveis de açúcar no sangue e pode reduzir a resistência à insulina, o que os estudos relacionaram à SOP, observa ele.

A descoberta foi apresentada em um encontro da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em Orlando, na Flórida.

Fonte: The New York Times

Big brother embrionário: a nova moda das clínicas de reprodução

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Centros de reprodução privados de São Paulo têm vendido um novo diferencial nos tratamerntos de fertilização in vitro: equipamentos que monitoram o embrião 24 horas e permite com que o casal acompanhe o desenvolvimento embrionário de casa, na tela do computador ou da TV. Ainda que esse aparelho tenha uma vantagem real (dispensa a necessidade de se retirar o embrião da incubadora para ser examinado), fico me perguntando qual será o impacto emocional dessa nova tecnologia aos casais tentantes.

Atualmente, os casais só vêem “a cara” do embriãozinho na hora da transferência. É um momento emocionante e, não raras as vezes, a mulher já sai da clínica acreditando que esteja carregando um filho na barriga. Recebe todas as orientações para se comportar como se já estivesse grávida (nada de peso, atividade física ou relações sexuais). Portanto, quando vem a menstruação ou quando o teste do Beta HCG dá negativo, a tristeza é imensa porque a sensação é de um verdadeiro luto.

Fico imaginando agora você poder acompanhar o seu embrião de casa. Um, dois, três dias (o tempo que, em geral, ele fica em cultura até atingir um número de células suficientes para transferência para o útero). Você ali, observando aquele amontoado de células se multiplicando e fazendo planos para aquele suposto filho que ainda não foi gestado.

Será que, em algum momento, você vai lembrar das cruéis estatísticas? De que, na melhor das hipóteses, são apenas 30% de chances de aquelas células se transformarem no bebê dos seus sonhos? Acho que não. Até a mais racional das mulheres se permite a sonhar nesses momentos e esquecer as lições da estatística e da lógica.

Para os centros de reprodução, “o big brother” embrionário pode render boas ações de marketing e poderá agradar muita gente. Talvez esse “mimo” também tenha um custo maior no preço final do tratamento ainda que não mencionado.  Mas não vejo como ele possa ajudar no aspecto emocional. Vou ainda mais longe. Penso que ele seja um estressor a mais num momento de extrema fragilidade, ou seja, quando o tratamento falha. É só um palpite. Esperemos para ver.

Escrito por Cláudia Collucci