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Orientações sobre ganho de peso durante a gestação

O ganho excessivo de peso na gravidez não só torna mais difícil perder o excedente após o nascimento, como também aumenta os riscos da mãe desenvolver diabetes gestacional, ter aumentos da pressão sangüínea (o que pode levar à pré-eclampsia), precisar fazer uma cesariana e sofrer infecção pós-parto. Para o bebê, o excesso de ganho de peso da mãe aumenta o risco de defeitos de tubo neural, trauma ao nascimento e morte fetal. Mulheres com peso normal devem ganhar entre 11 e 16 kg durante os 9 meses de gravidez; mulheres acima do peso, de 7 a 11 kg; mulheres abaixo do peso, entre 12 e 18 kg. Uma grávida de gêmeos pode ganhar um pouco mais de peso, sempre com orientação médica.

Cervicite ou Endocervicite

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Cervicite é uma irritação do colo do útero provocada por uma variedade de organismos diferentes.

Causas comuns são a gonorreia, herpes, clamídia e infecções bacterianas.

Existem também cervicites crônicas comuns nas mulheres depois do parto. É associada também frequentemente com a gravidez e o uso de contraceptivos orais. Menos frequentemente, a cervicite é causada por sensibilidades a determinados produtos químicos, incluindo aqueles presentes nos espermicidas, no látex das camisinhas e nos tampões vaginais.

As causas dessas doenças são várias, e todas necessitam de avaliação e tratamento por parte de um médico.

Os sintomas são inflamação, vermelhidão e corrimento que sai do colo do útero, podendo ou não se exteriorizar pelavagina.

Biópsia do endométrio ajuda tratamento de reprodução assistida

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Uma pesquisa brasileira sugere que realizar uma biópsia de endométrio em mulheres que estão em tratamento de reprodução assistida aumenta as chances de sucesso da gravidez. A técnica, descrita pela primeira vez em 2003, ainda é considerada controversa.

A biópsia de endométrio é um procedimento invasivo, que dura cerca de dez minutos, e geralmente é indicado para diagnóstico de câncer ou de infertilidade. O uso da técnica para tentar aumentar taxas de gravidez foi descrito em 2003 por médicos israelenses e, desde então, ainda não se sabe ao certo qual é o mecanismo que estaria envolvido.

O estudo brasileiro é resultado de uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e foi conduzido pelo médico Fernando Prado Ferreira no Centro de Reprodução Humana do Hospital Santa Joana – maternidade particular da cidade.

O objetivo inicial do estudo era descobrir se, ao realizar a biópsia de endométrio antes do ciclo de fertilização, ubstâncias que poderiam ou não facilitar no processo de implante do embrião. Para isso, Ferreira analisou 98 mulheres, com idade média de 33 anos, que tentavam o primeiro ciclo de fertilização: 49 delas fizeram a biópsia e 49 não.

Segundo Ferreira, não foi possível correlacionar a taxa de gravidez com as substâncias analisadas, mas, por acaso, ele percebeu que a taxa de sucesso de gravidez foi cerca de 40% maior nas mulheres que fizeram a biópsia antes do ciclo. Os resultados da pesquisa serão apresentados em julho no 27.º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Salmão: propriedades benéficas do peixe ajudam a reduzir risco de parto prematuro

Gestantes com alto risco de parto prematuro que consomem peixe semanalmente podem estar menos propensas a dar à luz antes do tempo, é o que mostra um novo estudo americano.

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que ainda não está claro se o consumo de peixe por si só ajuda a evitar partos prematuros. Eles afirmam, porém, que a nova descoberta está de acordo com o conselho geral de que as gestantes devem consumir semanalmente até duas porções de peixe.

Participaram do estudo, publicado no periódico científico Obstetrics & Gynecology, um total de 842 gestantes com alto risco de parto prematuro – todas já haviam enfrentando o problema anteriormente.

Um total de 70% das participantes relatou ter consumido, pelo menos, meia porção de peixe por semana durante os 4 ou 5 primeiros meses de gravidez. Dentre elas, 36% acabaram dando à luz antes do tempo. Por outro lado, este índice foi de 49% entre as mulheres que ingeriram peixe menos de uma vez por mês.

Os pesquisadores constataram que, em geral, as mulheres que consumiram entre duas e três porções semanais de peixe apresentaram propensão 40% inferior de ter um parto prematuro do que aquelas cujo consumo foi abaixo de uma vez ao mês. Entretanto, não houve evidências de que o consumo maior de peixe estivesse relacionado a quaisquer outras reduções nos riscos de parto prematuro.

“O estudo não revelou que quanto maior o consumo de peixe, melhor o resultado”, disse o pesquisador Mark A. Klebanoff, do Nationwide Children’s Hospital, de Ohio. Ele diz que, na verdade, pode ser que o benefício não tenha ligação com o consumo de peixe.

Os pesquisadores tentaram pesar os fatores que poderiam diferenciar as mulheres que incluem peixes na alimentação – como peso, origem racial, escolaridade e tabagismo. Mas, segundo Klebanoff, pode haver algo mais em relação às mulheres que consomem peixe que explique a ligação.

“Ainda não sabemos se é o consumo de peixe em si ou algum outro fator”, disse Klebanoff à Reuters Health.

“O peixe pode oferecer benéficos à saúde. Mas, um risco menor de partos prematuros não é necessariamente um deles.”

O pesquisador ressalta, porém, que tanto o FDA (órgão regulador de alimentos e medicamentos) quanto a Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia já recomendam às gestantes o consumo semanal de até duas porções de peixe.

Este alimento é geralmente considerado uma escolha saudável por ser fonte de ácidos graxos ômega-3. Entretanto, os peixes frequentemente sofrem contaminações de mercúrio, o que poderia prejudicar o desenvolvimento do sistema nervoso do feto.

Por isso o conselho para as gestantes é optar por frutos do mar com baixo teor de mercúrio – como o salmão, o camarão e o atum light enlatado – limitando o consumo a duas porções semanais. Alguns tipos de peixes com alto teor de mercúrio devem ser evitados por completo, dentre eles o tubarão, o peixe espada e a cavala-real.

“Nossas descobertas estão alinhadas com as recomendações do FDA e da Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia”, disse Klebanoff à Reuters.

Não se sabe exatamente porque o consumo de peixe tem relação com os riscos de partos prematuros.
Todas as mulheres envolvidas no estudo já haviam participado de um experimento clínico para analisar se os suplementos de ômega-3 poderiam ou não diminuir os riscos de partos prematuros em mulheres em alto risco. A análise não encontrou benefícios dos ácidos graxos em relação às pílulas de placebo.

Qual seria, então, a razão do consumo de peixe, mas não dos suplementos de ômega-3, estar relacionado a um risco menor de partos prematuros? Para Klebanoff, uma das possibilidades é que outros nutrientes presentes no peixe ajudem a reduzir os riscos de partos prematuros. Outra é que o ômega-3 foi introduzido às participantes um pouco tarde demais: elas começaram a tomar suplementos entre a 16ª e a 21ª semanas de gravidez.

Segundo Klebanoff, a conclusão é que as descobertas apóiam as diretrizes de que as mulheres devem consumir semanalmente até duas porções de peixe com baixo teor de mercúrio.

Klebanoff diz que ainda não está claro se as recentes descobertas podem ser verdadeiras para todas as gestantes, incluindo aquelas que não apresentam alto risco de parto prematuro.

* Por Amy Norton